Honra e Gloria aos que tão novos lá deixaram a vida. Foram pela C.C. S.-Manuel Domingos Silva!C.Caç. -1558- - Antonio Almeida Fernandes- Alberto Freitas - Higino Vieira Cunha-José Vieira Martins - Manuel António Segundo Leão-C.Caç-1559-Antonio Conceição Alves (Cartaxo) -C.Caç-1560-Manuel A. Oliveira Marques- Fernando Silva Fernandes-José Paiva Simões-Carlos Alberto Silva Morais- Luis Antonio A. Ambar!~

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

1º Capítulo de A IGREJA ANGLICANA EM MESSUMBA NO DISTRITO DO NIASSA NA ÉPOCA COLONIAL



IGREJA ANGLICANA EM MESSUMBA (NIASSA)

Messumba. Igreja Anglicana


 Período Colonial:

O texto que se segue foi retirado do jornal "OS LOBOS" de Março de 1969, Pág. 5, 6 e 8, da autoria de FS, presumindo-se que seja o Alferes Florêncio dos Santos da CART. 2324, sediada em NOVA COIMBRA, hoje MEVCHUMA. de 1968 a 1969.

MESSUMBA - MISSÃO ANGLICANA

Dos aglomerados populacionais que estão dentro da zona de acção deste Batalhão, MESSUMBA contém o maior agregado populacional concentrado após o terrorismo (cerca de 6.000 habitantes)
Curiosamente, este aldeamento engloma as seguintes povoações: MONDUÉ; CHIUTA; CHUANGA; PAMBA; BEIDULA; MILANGE; MSEO; PILI, que, embora muito perto uma das outras, mantêm ainda as características antigas de pequenos aglomerados dispersos.
Cada uma destas povoações tem um chefe dependente do régulo que tem, autoridade sobre todos eles e a quem obedecem.
A influenciar decisivamente a vida desta gente está a presença da MISSÃO ANGLICANA que desenvolve a sua acção a Norte e Ocidente do Distrito do Niassa.
A Igreja de S.BARTOLOMEU de MESSUMBA, situada no cimo dum monte visível do LAGO e da estrada que liga NOVA COIMBRA (MEVCHUMA) a METANGULA, é o centro à volta do qual nascem as escolas e as instalações hospitalares. Como superior da Missão encontra-se o Reverendo JOHN DOUGLAS PEAUL, que aqui trabalha desde 1957.
Interessados em saber alguma coisa em pormenor sobre a vida de uma Missão Anglicana, sobre os meios de vida da população, dificuldades e modos de trabalhar, fomos um dia encontrar-nos com o Padre PEAUL, como é habitualmente conhecido.
Começámos por lhe perguntar alguns pormenores da sua vida e, em tom ameno e amigável conversa, abrimos o diálogo:

- Ouvimos dizer que já cá está há muitos anos. Pode-nos dizer algo da sua vida antes da sua vinda para cá?

- Sou natural de PLYMOUTH (INGLATERRA) onde meu pai era oficial de Marinha. Fiz o meu 7º ano num colégio e, com 18 anos apenas, cumpri o serviço militar no CANAL do SUEZ e no QUÉNIA. Em 1948 ingressei na UNIVERSIDADE de EDIMBURGO onde permaneci durante 4 anos tendo-me formado em Letras. Meu pai queria que, segundo as tradições familiares, tirasse o curso de Medicina, Entretanto após ter saído da Universidade, frequentei o Seminário onde estudei Teologia e fui ordenado no ano de 1954 em PORTSMOUTH e ali trabalhei durante dois anos e meio. Em Janeiro de 1957, vim para MESSUMBA tendo feito agora doze anos de permanência aqui.


Messumba. Agosto de 1967

A MISSÃO

- Veio fundar a Missão ou veio apenas continuar uma obra já começada?

- Os nossos misionários vieram para esta região há mais de 80 anos. Os primeiros chegaram a TCHIA em 1882, vindos do ZANZIBAR e fizeram todo o percurso a pé. Um deles morreu logo após a sua chegada.
A vida para os missionários tornava-se difíl em virtude das desavenças entre as diversas raças pelo que se encontravam envolvidos em guerras constantes. Dado este estado de coisas e sentindo~se sem apoio, o missionário sobrevivente deslocou-se para a ilha de LIKOMA onde, com outros missionários, estabeleceu a sede duma MISSÃO. Daí, deslocava-se, de longe a longe, às diversas povoações desta área. Com o decorrer dos anos, sob a influência mais nítida dos  missionários e trabalho aturado das autoridades administrativas, estes povos foram-se pacificando e criaram condições que permitiram a formação de uma Missão aqui e, em 1917, os Missionários estabeleceram-se em MESSUMBA que, como disse, apenas era visitada de longe a longe.

- Foram muito difíceis os pricípios desta Missão ou, por outro lado, foram bem recebidos

- O povo NIANJA não era muçulmano mas sim pagão. é um povo muito receptivo ao cristianismo. Actuamente 95% da população é cristã. Desde a chegada dos primeiros missionários a esta área começaram a formar-se escolas de catequese o que, com as visitas embora esporádicas, preparou a vinda dos missionários, que se estabeleceramdefinitivamente aqui sob a orientação do PADRE COX.

- Foram muitos os Missionários que aqui trabalharam?

- Não. O PADRE COX permaneceu durante 30 anos e, desde 1947 até 1958, esteve o PADRE PICKARD  (actualmente Bispo Auxiliar da Diocese de Joanesburgo).
Foi este que vim substituir tendo conseguido assim uma continuidade quecontribuiu muito para conquistar a confiança deste povo.

- A obra e a zona em que trabalham parece-nos demasiado grande. Que colaboradores tem tido.?

- Actualmente temos 7 padres  Africanos dos quais 5 foram instruídos na Missão  Anglicana perto de JOÃO BELO e os outros dois foram instruídos na Missão de LIKOMA.
Antes do terrorismo tinhamos 62 capelas no mato que eram visitadas de longe a longe. Agora, devido à concentração das populações em núcleos, além de MESSUMBA temos: CHUANGA; METANGULA; NOVA COIMBRA (MEVTCHUMA) OLIVENÇA; NGOO; CÓBUÉ e outras pequenas capelas perto de VILA CABRAL (LICHINGA). No CÓBUÉ e NOVA COIMBRA a Missão Anglicana não tem Igreja e, por isso serve-se da IGREJA CATÓLICA.


Aldeamento de Chuanga
Instrução


 - Pelo contacto que temos tido comeata Missão, vimos admirando o elevado número de cranças  que frequentam as vossas escolas. Quer dizer-nos algo  sobre o aspecto escolar?

- Logo desde 1928 alguns nativos daqui começaram a instruir-se na ILHA de LIKOMAsob a orientação dos Missionários e de professores ingleses que tinham sido formados em Língua Portugues pela Universidade de Coimbra. Em 1930 começaram aqui a fundar-se as escolas com três professoras europeias que, em cursos de 3 a 4 anos foram preparando professoes africanos. PPelo contacto que temos tido com esta Missão, vimos admirandooelevado número de crianças que resentemente, temos três centros escolares: um aqui, outro em CHUANGA e outro em NGOO, totalizando cerca de 1250 alunos. MESSUMBA tem 1050 alunos, CHUANGA tem 73 alunos e o NGOO tem 127 alunos

CHUANGA 1972. Inauguração pelas autoridades Portuguesas Posto Escolar
- Como conseguem ensinar tão elevado número de alunos?

- Temos 34 professores que foram instruídos aqui na missão



- Temos notado que elevado número de pessoas falam bastante, bem o português.
 Pode fazer-nos uma apreciação da percentagem de nativos que têm uma certa cultura?

- Em cada ano, cerca de 35 alunos ficam aprovados no exame da 4ª Classe. Este é um número razoável se atendermos ao facto de que os pais não se preocupam muito com a instrução dos filhos. Muito embora os pais queiram que eles frequentem a escola, a maior parte, após a 1ª Classe, deixa-a para os ajudar em casa, muito especialmente as raparigas. É de salientar que todos os homens, com menos de 45 anos, falam português. As mulheres, pelo contrário, poucas o falam, embora tenham frequentado a escola, nunca mais falam o português em família. O povo NIANJA é considerado mais civilizado que as outras raças desta regiã

Estatística Escolar


Assistência

 - Quase todos os dias notamos movimentos de pessoasjunto ao posto de Socorros.
Quer dizer-nos alguma coisa sobre o aspecto assistencial, na Missão?

Em vez de nos responder directamente, o Padre Peaul chamou uma das enfermeiras, IRENE ALICI, que trabalava na Província desde 1950 e que nos acompanhou numa visita às instalações hospitalares. Começámos pelo Posto de Socorros onde se têm tratado onde se têm tratado alguns dos nossos soldados aí destacados. Observámos grande número de pessoas que esperavam à porta, enquanto uma equipa numerosa de enfermeiros nativos procediam a curativos.

- Quisemos saber qual o número de pessoas tratadas diariamente neste Posto de Socorros.

Disse-nos a Enfermeira que nos acompanhou:
- Cerca de 200 pessoas são aqui tratadas diariamente

Dali seguimos para as restantes instalações e visitámos uma enfermaria para homens, outra para mulheres, uma maternidade, uma casa para doenças infecciosas e outra para pequenas operações. Em todas estas instalações havia elevado número de pessoas em tratamento com pequenas equipas de enfermagem absorvidos pelos cuidados que os doentes necessitam constantemente. Notámos que algumas pessoas estavam sentadas em esteiras e então quisemos saber o motivo. respondeu-nos:

- Temos apenas 40 camas para todas as nossas necessidades o que nos obriga a,frequentemente, usarmos estas esteiras.

- Quantas pessoas se ocupam no serviço de assistência aos doentes?

- Somos duas enfermeiras europeias diplomadas em LONDRES e LISBOAe colaboram connosco 17 ajudantes africanos.

- Há quanto tempo estão aqui?

- Eu, como disse, estou em MESSUMBA, desde 1950 e a minha colega PEARL AGNESS  eencontra-se nesta Missão desde 1966

- Que experiência tem de África?

- Em 1947 cheguei a LIULI no TANGANICA, principal porto do LAGO NIASSA. A PEARL chegou à Missão Anglicana , perto de JOÃO BELO, em 1958.

- Tínhamos a maior parte dos dados que nos interessavam e que achámos suficientes para que o leitor tivesse uma ideia do trabalho desenvolvido por esta Missão.


       Messumba,27-8-1967.Noivos à espera do Bispo para os casar                                                                         
 
Estatística Assistêncial



De novo a enfermeira nos acompanhou à residência do Padre Peaul que nos ofereceu uma bebida. Enquanto a tomávamos, abordámos ainda outros problemas, que precisávamos esclarecer.

- Acabámos de visitar as vossas instalações hospitalares. Qual o apoio que têm para prestar assistência a tão elevado número de pessoas?

- Somente para medicamentos gastamos anualmente 80 contos (HOJE 400€). Além deste dinheiro, temos, para despesas normais, mensalmente, a quantia de 50 contos (HOJE 250€) que são gastos para pagar a professores, enfermeiros, padres e obras. Algum deste dinheiro ainda é ocupado em medicamentos. Somos subsidiados pelo Governo da Província, pela, pela Inglaterra e pela África do Sul.

- Como o Padre Peaul já cá vive há muito tempo, poderá dizer-nos qualquer coisa acerca do modo de vida das pessoas?

- O povo NIANJA não tem muito espírito comercial. Cultiva e pesca apenas para si. A agricultura aqui nesta região é muito pouca, quer porque o terreno não permite o seu desenvolvimento em grande escala, quer porque o povo, cultiva apenas para as imediatas necessidades. 


Os nativos têm certas necessidades. Como conseguem adquirir o dinheiro para as satisfazer?- 

Antigamente, trocavam os produtos mas, actualmente, a maior parte consegue dinheiro arranjando trabalho na Missão, no Exército, ou na Marinha e outros ainda vendendo alguns produtos e gado. Antes do terrorismo havia cantinas aqui à volta. Presentemente há poucas em virtude de se tornar difícil o transporte para os produtos quer porque a estrada não permite o acesso fácil a VILA CABRAL (LICHINGA) sem escolta militar.

Perguntando-lhe como tem reagido a população à presença da tropa?

Disse-nos que os nativos aqui não estavam habituados a contactar com brancos, a não ser com os missionários que consideravam como pais. Além disso a FRELIMO havia feito muita propaganda dizendo que a tropa vinha só para matar. Actualmente as coisas mudaram e eles verificam as vantagens que têm em ser protegidos.

Aquartelamentos do Ditrito da Zambézia. 1964 - 1974
Alto Molócué
Companhias Residentes:

Companhia de Caçadores 172
Companhia de Cavalaria 568
Batalhão de Caçadores 729
Batalhão de Caçadores 1891
Batalhão de Cavalaria  1879
Companhia de Cavalaria 1507
Companhia de Caçadores 1558
Companhia de Caçadores 1793
Companhia de Cavalaria 2377
Companhia de Caçadores 2470
Companhia de Cavalaria 2766

Cecília Supico Pinto de visita ao Alto Molócué em 1966,
a recebê-la o Ten. Coronel Rodrigues da Matta, comandante
do B.CAÇ 1891
<< O Comando e a CCS deslocaram-se para o ALTO MOLÒCUÉ onde ocuparam umas instalações da Companhia de Algodões de Moçambique que anteriormente tinham sido adaptadas a quartel da CCAV 568. Tais instalações eram manifestamente reduzidas para o novo fim a que se destinavam, pelo que foi necessário proceder a vários melhoramentos nas mesmas e instalar grande parte dos serviços fora do aquartelamento da CCS, o qual foi, por sua vez, beneficiado e aumentado. Das obras levadas a efeito salientam-se, a padaria, o forno, a sala de praças e uma Capela>> (1)

Militares da CCS do 1891 no Alto Molócué
<< Em ALTO MOLÓCUÉ eram encontrados aquartelamentos improvisados e dispersos. A CCS ficou instalada num barracão, pertença de recrutadores de autóctones para as plantações, que não estava em bom estado, tendo a vantagem de ser amplo.
O Comando ficou numa casa da Companhia de Algodões, construída no velho estilo colonial português, com algumas dependências anexas.>> (2)
Vista aérea do aquartelamento
(1) História da Unidade - Batalhão de Caçadores  729
(2) História da Unidade - Batalhão de Caçadores 1891


Chire
Visita do brigadeiro Barreto ao aquartelamento do Chire
Companhias Residentes:

Companhia de Caçadores 1503
Companhia de Cavalaria   1509
Companhia de Caçadores  1633
Companhia  de Caçadores 1796
2ª/Batalhão de Caçadores 15
Grupo Especial 403
Grupo Especial 406

A Povoação de CHIRE, localizada a cerca de 5 quilómetros da fronteira com  Malawi e a 162 e a 160 de MORRUMBALA e MILANGE, respectivamente, começou, desde muito cedo, a receber Unidades miilitares a nível de Companhia. A sua proximidade com o Malawi levou em linha de conta esta decisão.
O aquartelamento, delimitado por uma cerca de arame farpado, foi evoluindo à medida que as Companhias se sucediam. O Comando, por exemplo, encontrava-se em instalações cedidas pela Administração. A Companhia de Cavalaria 1509 deixou a sua presença assinalada com um obelisco em memória dos seus mortos e a Companhia de Caçadores 1633 construíu a porta de armas, etc...


Gilé
Militar da CCAÇ 1560, na porta de armas no Gilé.
Ao fundo parte das instalações do aquartelamento.
Companhias Residentes:

Companhia de Caçadores  301
Companhia de Caçadores  615
Companhia de Caçadores 1560
Companhia  de Cavalaria 1505
Companhia de Caçadores 1794
Companhia  de Cavalaria 2375
Companhia de Caçadores 2665
No interior da viatura, que serpenteia a picada, seguem além
de outros , três viajantes que "residiram" no Gilé, integrados na
sua Unidade a CCAÇ 1560
O GILÉ fica situado junto às margens do rio MOLÓCUÉ, numa região onde as formações montanhosas CHIRE-NAMÚLI se esbatem para dar lugar à planície litoral. O monte GILÉ é uma referência de aproximação à vila, já que, a quilómetros de distância, a sua imponência sobressai de toda a paisagem envolvente.
Quanto ao "quartel", um velho armazém de algodão: << Esta Companhia encontrou instalações, improvisadas, mas muito amplas e com todo o material de aquartelamento necessário. Estava, no entanto, em mau estado de conservação tendo a Companhia tido um trabalho deveras grande, para o pôr em condições de habitabilidade e conforto>> (1)

(1) História da Unidade - Batalhão de Caçadores 1891 - Companhia de Caçadores 1560

Ile / Errêgo
O mastro da Bandeira encontra-se colocado
sobre o Brasão do BCAÇ 1891, do qual fazia
parte a CCAÇ 1558, estreante do novo quartel
Companhias Residentes:

Companhia de Caçadores  1503
Companhia de Caçadores  1558
Companhia de Cavalaria   1506
Companhia  de Caçadores 1552
Companhia de Artilharia   1626
Companhia de Caçadores  1803
Companhia de Cavalaria    2399
Companhia de Caçadores  2664
2ª/Batalhão de Artilharia   6224/74

O moderno e Aquartelamento do Ile-Errêgo, inaugurado, em
Maio de 1966 pela CCAÇ 1558
<< A Companhia de Caçadores 1558, ao chegar ao Ile/Errêgo, teve que ficar instalada num bivaque durante uma semana. Findo este período mudou-se para um quartel novo, amplo e com magníficas instalações, as ainda por acabar>> (1)

<< Desconhece-se a natureza das instalações das Companhias do Batalhão, com excepção da CCAÇ 1803 que sabe-se estar instalada, no ILE/ERRÊGO, num quartel moderno e funcional.>> (2)

Tivemos conhecimento, por mero acaso, que a última Unidade a estacionar no ILE/ERRÊGO, foi a 2ª do BART 6224/74. Como já dissemos, a nossa base de pesquisa não refere as Unidades que embarcaram posteriormente a 25 de Abril de 1974. Esta Companhia, depois de um mês na BEIRA, foi ocupar o ILE/ERRÊGO que, entretanto, se encontrava desactivado. Durante o trajecto, entre NAMACURRA e MOCUBA, a coluna em que a Companhia seguia integrada sofreu uma forte emboscada de que resultaram dois mortos e vários feridos. Segundo parece, este foi o último ataque às NT perpetrado pela Frelimo (3)

Distribuição do correio, o momento mais desejado .
(1) História da Unidade - Batalhão de Caçadores 1891 - Companhia de Caçadores 1558
(2) História da Unidade - Batalhão de Caçadores 1937 - Companhia de Caçadores 1803
(3) Informação verbal prestada por um graduado da 2ª/Batalhão de Artilharia 6224/74

Mabo - Tacuane
Um graduado da CART.2646, defronte da messe dos Furrieis.
Companhias Residentes:

Companhia de Cavalaria 570
Companhia de Caçadores 1504
Companhia de Cavalaria  1510
Companhia  de Caçadores 1634
Companhia de Artilharia 2372
Companhia de Caçadores 2472
Companhia de Artilharia 2646
Companhia de Cavalaria 2750
Companhia de Caçadores 3357
Companhia de Caçadres 3471
Companhia de Caçadres 3555

A Frelimo começou, desde muito cedo, a desenvolver acções no sentido de se infiltrar em força na Zambézia, nomeadamente na zona de MABO - TACUANE como se pode ler:

<< O IN na zona atribuíada ao batalhão não passou à fase activa, apesar de já ter feito tentativas de introdução de material de guerrae de combatentes na Zambézia. Em relação a essas tentativas saliente-se a acção desenvolvida pelo IN no começo de 1965, em que conseguiu dominar as populações de uma grande área da região MABO - TACUANE, tendo então entrado abertamente na fase activa. As acções desenvolvidas pelas NT em esteita ligação  com as Autoridades Administrativas, levaram à eliminação do principal quartel terorista naquela área, à captura de muito material de guerra e ao refúgio do grupo no país vizinho.>> (1)

(1) História da Unidade - Batalhão de Caçadores 1891

Milange

Milange

Companhias Residentes:

Companhia de Caçadores de Milange
Companhia de Caçadores 1796
Companhia de Artilharia 2373
Companhia de Caçadores 2468
Companhia de Artilharia 2647
Companhia de Cavalaria 2751
Companhia de Caçadores 3356
Grupo Especial 402
Companhia de Caçadres 3470
Companhia de Caçadores 3554

A entrada da Frelimo no quartel de Milange. Agosto de 1974. Os membros
da Frelimo estão sinalizados a amarelo.
Chegámos a MILANGE em 20 20 de Janeiro de 1974, vindos de MOCUMBURA/NURA, no Distrito de TETE, junto à fronteira com a Rodésia, depois de quatro dias de viagem onde o transporte foi em coluna auto, comboio e avião.
Deparou-se-nos um quartel militar (finalmente), que logo comparámos a um hotel.
A Vila de MILANGE tinha tudo o que se podia almejar, uma vez que vinhamos do mato.
Possuía posto da PIDE/DGS (era o QG da Zambézia da informação), e um  travão à guerrilha
Em meados de Junho a PIDE/DGS desmontou o QG, e foram para a Metrópole, deixando a Província sem informação dos movimentos da guerrilha.
Doze dias depois da festa do final da Comissão, uma viatura militar foi emboscada a 6 Kms de MOCUBA, de que resultou 9 mortos e vários feridos ligeiros (alguns militares tinham deixado as armas no quartel).

3 de Julho de 1974. Festa do final da Comissão 
O destacamento no MONGOÉ Clica aqui para leres a crónica "Os Padres da minha vida", que tinha um grupo GE e meio pelotão, foi desactivado imediatamente e viemos para MILANGE.
Alguns dias depois concordou-se em estabelecer-se contactos com a FRELIMO, o que foi feito.
Clik aqui para ler a crónica. "E a entrada da Frelimo na Zambézia" 

Texto de Francisco Mota Dores, Furriel Miliciano do BCAÇ 3886 - CCAÇ 3554





Mocuba

Um aspecto do quartel, bastante amplo com se pode verificar

Companhias Residentes:

BCAÇ 161                                        Pel. Intendência 2014
CCAÇ 176                                        BART 2847
Dest. Intendência 341                      PAD 2214 
BCAV 571                                        BCAÇ 2880
CCAV 570                                        PAD 2281   
Dest. Móvel  663                              Com. Agrup.  2972
Dest. Intendência 1074                    BCAÇ 2908
BCAÇ 1878                                       BCAV 2923
PAD 1139                                          Pel. Intendência 3103
BCAV 1880                                       Com. Agrup. 3954
Des. Apoio directo 1                         BCAÇ 3843
BCAÇ 1899                                       PAD 9774/72
Dest. avan. Munições MC                BCAÇ 3867
Pel. Intendência 2070                        BCAÇ 3886
Dest. Intendência 1157                      8º Dest. Terminal
PAD 2081                                           Com. Agrup. 6007/72
BCAÇ 1937                                        Pel. Intend. 9370/72


A porta de armas do quartel. Imagem captada, em 2006
MOCUBA podia considerar-sea"capital" militar no Distrito da Zambézia, pois ali estacionaram, a partir de 1963, nada mais que treze Batalhões, independentemente de muitos outros serviços de apoio logístico, dispersos pela vila. Relativamente às condições de habitabilidade do quartel, as mesmas eram, segundo lemos na História do B CAÇ 1937: << As instalações do Comando e CCS são bastante amplas e dotadas dos requisitos essenciais à vida das tropas. Verifica-se apenas insuficiência das instalações destinadas à Secção de Operações e Informações.>>

Molumbo
Içar da Bandeira Nacional. Maio de 1968
Companhias Residentes:

Companhia de Caçadores 1559
Companhia de Cavalaria 1507
Companhia de Caçadores 1552
Companhia de Caçadores 1795
Companhia de Cavalaria 2376
Companhia de Caçadores 2471
Companhia de Artilharia 2468
Companhia de Cavalaria 2752
Companhia de Caçadores 3355
Companhia de Caçadores 3469
Companhia de Caçadores 3553
Grupo Especial 408

A velha prisão (aquartelamento) em 2004. Não seria possível despender
uns parcos recursos e aproveitar aquele espaço?
No torreão da direita encontram-se bem visíveis as 5 quinas símbolizando
os 5 mouros que mouros que D.Afonso Henriques derrotou na Batalha de Ourique

<< Esta companhia (CCAÇ 1559) não  tinha aquartelamento nem qualquer espécie de instalações.
Ficou o pessoal acampado num campo de futebol. O piso do campo estava enlameado e sempre que chovia ficava ensopado.
Passados 16 dias mudou-se a Companhia para o velho edifício prisão depois de lhe term aumentado um telheiro de modo que lá coubessem as camas de todo o pessoal. Mesmo assim as camas ficaram, nas partes mais altas, com quatro andares. O pessoal estava muito mal instalado. Quando chovia o telheiro deixava passar a água e enlameava tudo. Só melhoraram ligeiramente, quando passados dois meses receberam 15 barracas cónicas que lhe permitiram alojar 50 homens. a estas dificuldades, juntaram-se as de natureza logísticas.>> (1)
Ao longo dos anos as más condições de habitabilidade do MOLUMBO foram sendo colmatadas pelos sucessivos ocupantes, construindo, com o material disponível e improvisado, algumas "habitações". Todavia, avelha prisão, "ícone" daquela terra, fez sempre parte integrante do diminuto e precário "complexo militar"
(1) História da Unidade - BCAÇ 1891, CCAÇ 1559

Morrumbala
Porta de armas com a inscrição: BCAÇ 1899 - CCAÇ 1632
Companhias Residentes:

Companhia de Caçadores 173
Companhia de Cavalaria  569
Companhia de Caçadores 1502
Companhia de Cavalaria  1508
Companhia de Caçadores 1632
Companhia de Caçadores 1798
Companhia de Artilharia  2374
Companhia de Caçadores 2467
Companhia de Caçadores 2759

2ª/Batalhão de Caçadores 15
Grupo Especial 404
Grupo Especial 405

<< O quartel de MORRUMBALA possui instalações que se podem considerar como razoáveis. Um quartel pequeno mas simpático com o mínimo exigido nas actuais circuntâncias e situação. As instalações para Oficiais e  Sargentos, a funcionar em residências cedidas pela Administração do Concelho, foram também um problema a equacionar.>> (1)

(1) Uma CCAÇ no Norte de Moçambique 1967-1969 - Episódios de Guerra


Comunicado de Guerra da Frelimo - Zambézia

Em 10-7-1974 - Nossos camaradas atacaram dois carros militares  na estrada MORRUMBALA - QUELIMANE na zona de MATONDO. Resultado dez soldados inimigos mortos e vários feridos. No mesmo dia cercámos a vila de MORRUMBALA cortando todas as vias de comunicação. As nossas acções obrigaram o inimigo a abandonar os postos de MULELEMBA e MARRUNDO na zona de MORRUMBALA.

Em 17-7-1974 - Um carro civil que transportava soldados das lojas de MARRUNDO para MORRUMBALA caiu na nossa mina. Resultado dezassete soldados inimigos mortos o condutor gravemente ferido e o carro totalmente destruído.

Quelimane
Vista aérea de Quelimane
Companhias Residentes:

2ª/Batalhão de Caçadores 15
DAvIntMov 663A
Comando Agrupamento 20
Comando Agrupamento 25
Comando Agrupamento  1985
Comando Agrupamento  1977
Comando Agrupamento  1986
Comando Agrupamento  2955
Comando Agrupamento  2963
Secção de Despacho de Quelimane
Psto Militar de Correio 114
Batalhão de Artilharia 6224/74

À esqª o jardim piscina. À dirª a esquina da Av. Salazar, o hotel e o Riviera
QUELIMANE, face à sua localização geográfica, não foi considerada, durante os 10 anos do conflito, uma "cidade militar", cabendo esse protagonismo a MOCUBA.
As únicas Unidades operacionais que ali estacionaram foram apenas a CCAÇ de QUELIMANE, mais tarde designada por 2ª/BAÇ 15 e o e Abril.BART 6224/74, este já no conturbado período, pós 25 de Abril.
Em Dezembro de 1966 registaram-se alterações de importância assinalável, sobretudo com a absorção do Sector Independente do Distrito da Zambézia, que passou a designar-se, apartir desta data, por SECOR D, com o respectivo comando instalado em QUELIMANE.

Vila Junqueiro - Gurué

O BCAÇ 1891 em Vila Junqueiro, no dia do 2º Aniversário da sua Comissão
Companhias Residentes:

Companhia de Sapadores 287
Companhia de Caçadores 369
Companhia de Caçadores 689
Companhia de Caçadores 1475
Batalhão de Cavalaria 1879
Batalhão de Caçadores 1891
Batalhão de Caçadores 1934
Batalhão de Cavalaria 2848
Batalhão de Caçadores 2863
Companhia de Caçadores de Vila Manica
2ª/Batalhão de Artilharia 6251/74

O Aquartelamento de Vila Junqueiro
A povoação do GURUÉ, que tomou o nome de VILA JUNQUEIRO (1951) em homenagem a SARAIVA JUNQUEIRO grande impulsionador da cultura do chá na região, ficava situada numa zona montanhosa de rara beleza, sendo apelidada, por esta razão, de "Sintra de Moçambique".
Foi logo a partir de 1964 que a primeira Unidade, a nível de Companhia, ali se instalou. Com o evoluir da situação na Província, VILA JUNQUEIRO passou a ser desde Novembro de 1967, sede de Batalhão. O quartel, situado a cerca de dois quilómetros da povoação, era dotado de boas instalações, pois fora construído de raiz.


domingo, 29 de novembro de 2015

Aquartelamentos de Moçambique, Distrito de Tete (Formatado




BAUÉ
Posando para a posteridade, junto a um dos "edifícios"
Companhias Residentes:

2ª/ Batalhão de Caçadores 17

Companhia de Caçadores 3569

<< Este aquartelamento, situado dentro dum laranjal, era composto por um misto de precárias instalações. A grande maioria dos militares habitavam em tendas de campanha. Para os serviços administrativos foram construídas habitações de madeira. Perto do BAUÉ corria um rio que o pessoal utilizava para a sua higiene diária. Para lá do arame farpado fora construída uma pista de aviação com cerca de 800 metros onde, em Junho de 1972, ocorreu um acidente no momento da aterragem da aeronave, sem consequências graves>> (1)

(1) Elementos gentilmente cedidos por Eduardo Paulino, CMDT da 2ª/ BCaç 17

BENE

Testemunho deixado pela CCaç 1556, pioneira do Bene

Companhias Residentes:

Companhia de Caçadores 1556

Batalhão de Cavalaria 2850
Companhia de Caçadores 2358
Companhia de Cavalaria 1730
Batalhão de Artilharia 2897
Esquadrão de Cavalaria 3
Companhia de Artilharia 2627
Companhia de Cavalaria 2652
Companhia de Caçadores 3498
2ª/ Batalhão de Caçadores 6223/73
O estado em que ficou o quartel, após a 
passagem de um enorme vendaval
<< No BENE existiam para além de 3 casernas em blocos, sem portas, uma casinha com quatro divisões e uma casa de banho, uma barraca feita de chapas de zinco, um forno, instalações sanitárias para oficiais e sargentos, tudo, obviamente rudimentar. As praças não tinham, praticamente, instalações sanitárias. Todas as Subunidades receberam barracas de lona, mas em número insuficiente, pelo que não chegavam simultaneamente oara o pessoal eo material. assim, ou se guardava o material ou se "guardavam" os homens. Como não era época de chuva, guardava-se o material....>>> (1)
Enquanto presente no BENE, a CCS do BART 2897 remodelou e ampliou as instalações recebidas, protegendo e fortificando camaratas, messes, postos de sentinela, posições de morteiro 81 e abrigo subterrâneo. Montou ainda, uma barraca metálica "Magnoport" onde funcionava a secretaria do BART, o gabinete do comandante da CCS, a secretaria de material de guerra, uma outra barraca do mesmo tipo para funcionamente da secretaria da CCS e depósitos de géneros. Foram construídas também para as praças uma cozinha e refeitório, balmeário/sanitários e a cantina da unidade. (2)

(1) História da Unidade - Batalhão de Cavalaria 2850
(2) Texto adaptado das informações prestadas pelo Sr. Coronel Francisco Abranches Félix. Comandante da CCS do Batalhão de Artilharia 2897.


Entrada para um abrigo subterrâneo
CALDAS XAVIER
Um aspecto do "Open Space" (divisórias com troncos e
cobertores) quartos, casernas, espaço para refeições, etc...
Companhias Residentes:

Batalhão de Artilharia 2897

Batalhão de Caçadores 3865
Grupo Especial 601
Companhia de Caçadores 5014/73
3º Pelotão de Pisteiros 
Batalhão de Caçadores 6223/73
7ª Companhia de Comandos
Companhia de Comandos 2045/73
Companhia de Comandos 4040/72

A Vila de CALDAS XAVIER passou a dispor de dispositivo militar a partir de Outubro de 1971, tendo sido sua ocupante a CCS do BART 2897, que ali permaneceu durante 15 dias. Foi esta Unidade encontrar, para alojamentos, um inacabado armazém metálico com duas pareses laterais e o tecto em chapas de zinco onde instalou, em "open space" ( divisórias com troncos e cobertores) quartos, casernas, espaço para refeições, etc...No exterior construiu, com implantação de fossas sépticas,cozinha, instalações sanitária e balneários. Tudo era improvisado. O Pelotão de Sapadores, reforçado com o Pelotão de Reconhecimento, preparou o terreno ( desmatação e nivelamento) reservado ao aquartelamento da Unidade de rendição. (1)

Posando junto a um local onde o inimigo tinha pernoitado
Tentámos saber, através da leitura nas Histórias das Unidades sucessoras, qual a evolução, se existiu, em termos de melhorias deste aquartelamento. Nada conseguimos obter, a não ser o que se transcreve: << Após uma longa viagem, sem quaisquer incidentes, chegou o Batalhão 3865 ao seu local de destino em 5 de Novembro de 1971, onde foi recebido pelo Comando e pessoal da CCS do BART 2897, Unidade a render. Ficou o Batalhão instalado nas mais precárias condições, idênticas às vividas pelo anterior, num armazém do Instituto de Cereais de Moçambique>> (2)
<< É em Novembro de 1973 que os primeiros escalões das subunidades do Batalhão 5014/73  entram na zona de acção do subsector "FCX">> (3)

(1) Texto adaptado das informações prestadas pelo Sr. Coronel Francisco Abranches Félix. Comandante da CCS do Batalhão de Artilharia 2897.
(2) História da Unidade - Batalhão de Artilharia 3865
(3) História da Unidade - Batalhão de Caçadores 5014


CANGOMBE


Companhias Residentes:

Batalhão de Cavalaria  2399

Companhia de Caçadores 2421
Companhia de Artilharia 2628

<< A Companhia recebeu um "morro de pedras, muitas pedras", só pedras e algum capim . Desse morro de pedras saiu o estacionamento que ali temos. Tudo em trabalho bruto, braçal. Tudo sozinhos desde o início. Recebeuesta Subunidade barracas de lona, onde viveu durante cinco meses>> (1)

(1) História da Unidade - BCAV 2850 - CCAV 2399

CANTINA DO OLIVEIRA
Vista aérea
 Companhias Residentes:

Companhia de Artilharia 2452
Companhia de Caçadores 2653
Companhia de Caçadores 3356
2ª/ Batalhão de Caçadores 4810/72

<< Em 29 de Agosto de 1969 foi destacado um Grupo de Combate para a CANTINA do OLIVEIRA, cujo objectivo era a construção de um aquartelamento para servir de nova morada à Companhia de Artilharia 2452.
Entretanto, a Companhia procedia à construção total do aquartelamento, tendo as principais defesas sido concluídas em finais de Novembro. Foi um trabalho exaustivo, que só foi possível devido a uma indomável força de vontade porquanto a falta de matérias-primas obrigou ao uso quase exclusivo de troncos.


Sugestiva "sala de convívio". Para lá dos troncos
"tudo o que mexesse" era hostil...

O inimigo, nesta zona, mostrou-se bastante activo, salientando-se o ataque ao aquartelamento em 18 de Dezembro de 1969 em que actuou com canhões sem recuo, morteiros 82, lança granadas foguete, etc... A pronta reacção pô-lo em retirada causando-lhe algumas baixas, embora este tenha também provocado alguns estragos materiais e pessoais.
Em fins de Fevereiro de 1970 a CCAV 2653, rendeu a Companhia em CANTINO do OLIVEIRA. (1)

(1) Históri da Unidade - Companhia de Artilharia 2452

CAPIRIZANJE

"SALOON welcome to Capirizangeville

 Companhias Residentes:

3ª/ Batalhão de Caçadores 5014/73

Este local ficava situado, a meio do eixo rodoviário MOATIZE / ZOBUÉ. O estacionamento, onde habitava a 3ª Companhia do BCAÇ 5014, unica Unidade que ali permaneceu e por muitopouco tempo, era dificiente. Tinha, como base de alojamento, tendas de campanha. Todavia, "edificaram-se" algumas "dependências", tais comocozinha, messe de sargentos, etc... utilizando-se para esse efeito troncos de árvores para sustentar as chapas de zinco. A Companhia tinha como missão, além das inevitáveis operações, proteger, até ao ZOBUÉ, as viaturas civis que por ali passavam, em transito rumo ao Malawi .
Tinha esta Unidade uma secção destacada no morro "MOSCA" dado se tratar de um local estratégico de observação e defesa (1)

Texto adaptado segundo o relato de Fernando Pepe Toninho, da 3ª/ Batalhão de Caçadores 5014/73


CARINDE
Convivendo ao ar livre....
Companhias Residentes:

Companhia de Caçadores 3552
Grupo Especial 701

O destacamento de CARINDE era considerado pelos seus ocupantes como um local de alto risco, pelo que foi designado por destacamento dos "sete passos", uma vez que quem desse mais que estes passos corria o risco de já não voltar vivo. É óbvio que esta é uma expressão enfática que servia para realçar o modo como se ali se vivia. As condições de habitabilidade eram, todas elas, subterrâneas. Este destacamento funcionava apenas em épocas mais secas, quando o ZAMBEZE corria com pouco caudal. Era uma zona preferencial de passagem do inimigo. (1)

(1) Texto adaptado das informações prestadas por António Valentim do BCAÇ 3885

CASSACATIZA

Propaganda da Frelimo encontrada pela NT.
Companhias Residentes:

Companhia de Artilharia 1515
Companhia de Cavalaria 2398

<< Nos primeiros dias ficou a CCAV 2398 no estacionamento em que estivera uma outra Unidade, onde não existiam quaisquer condições de habitabilidade. Uma semana depois transferiou-se a companhia para novo local, distanciado cerca de dez quilómetros para Sul do anterior iniciando-se aí, desde o queimar do capim, um novo estacionamento>> (1)
Na verdade, segundo relato que ouvimos de um dos graduados da CART 1515, primeira Unidade que ocupou  CASSACATIZA, as únicas instalações que encontraram no local foi uma velha habitação, que pertencera ao corpo de Polícia, onde passou a funcionar o comando e as transmissões. O pessoal vivia em barracas de campanha e em algumas palhotas feitas de improviso, com troncos e capim.
Segundo um documento da PIDE/DGS de MOçambique relativo à "penetração e implantação da Frelimo em Tete" este movimento conseguiu a adesão de grande parte dos autóctones da regedoria de CASSACATIZA e outras.>>(1)

(1) História da Unidade - BCAV 2850 - CCAV 2398
CASSUENDE
Vista aérea do estacionamento
Companhias Residentes:

Companhia de Caçadores 1569
Companhia de Artilharia  2385
Companhia de Cavalaria  2400
Companhia de Artilharia  2452

<< Em 15 de Março iniciou-se o deslocamento para CASSUENDE.
Não há quartel... Volta-se aosprimitivos postos de vigilância em sistema de abrigos. Por colchão, apenas a terra, e por cobertor, o céu....
O isolamento agora, mais que nunca, faz-se sentir na vida dos nossos rapazes. Tratava-se de uma zona isolada, não ocupada civilmentee ligada ao "mundo civilizado" por uma picada em péssimas condições de utilização>> (1)


Aspecto bem demosntrativo de como se vivia em Cassuende
<< A Companhia (2400) foi encontrar três casernas feitas em troncos ao alto e chapas de zinco, forno
 uma barraca Magnaport. Recebeu barraca de lona que montou para tudo o que era necessário>(2)
<< Este aquartelamento deixou de existir em finais de Setembro de 1969 e foi destruído pela CART 2452>> (3)

(1) História da Unidade - Companhia de Caçadores 1569
(2)  História da Unidade - BCAV 2850 - CCAV 2400
(3)   História da Unidade - Companhia de Artilharia 2452

CASULA
Vista aérea do aquartelamento
Companhias Residentes:

Companhia de Caçadores 2421
Companhia de Cavalaria  2722
Companhia de Cavalaria  2903

Batalhão de caçadores     3875
Companhia de Caçadores 3569
1ª/Batalhão de Caçadores 6223/73

<< A povoação de CASULA fica situada entre TETE e FURANCUNGO, 101 e 70 Kms tespectivamente. Quanto ao quartel, ou melhor dizendo, ao local onde a tropa está alojada, há muito a dizer dada a carência de tudo. O pessoal graduado está instalado numa cantina, outrora pertencente a um comerciante.Quanto aos soldados, esses, vivem em palhotas feitas a capim as quais de tempos a tempos as intempéries se encarregam de desmantelar. Mas o maior problema é a água cuja falta se faz sentir duma forma alarmante. A principio íamos recolher a água ao rio MAVUDZI a cerca de 7 Kms. Depois este rio secou e a partir de Julho tivemos de recorrer ao rio PONFI distanciado a cerca de 17 penosos quilómetros.
Entretanto, chegou o motor da água e a luz. A nossa primeira preocupação foi pois começar a construir um quartel. O local escolhido foi juntoà pista de aviação. Nesta altura (29 de Julho de 1970) aproveitando a passagem de uma máquina de Engenharia, esta CCAV abriu uma picada que em linha recta ligava a população ao quartel.Neste período foram construídas cinco barracas metálicas e colocado o arame farpado...É espantoso como nos deixam viver nestas condições e não nos dão um abraço para nos ajudar...>>>(1)

(1) História da Unidade - Companhia de Cavalaria 2422

CAUNDA
Operacionais instalados no Distrito de Tete
Companhias Residentes:

Esquadrão de Cavalaria
Companhia de Caçadores de Inhambane

O Esquadrão de Cavalaria 3 e a Companhia de Caçadores de Inhambane, que em Agosto de 1973 recebe a designação de 4ª do Batalhão de Caçadores 18, ocuparam este local entre Dezembro de 1969 a Dezembro de 1970  e Dezembro de 1970 a Julho de 1971, respectivamente. No Arquivo Histórico - Militar não consta a História de qualquer uma destas Unidades, pelo que não foi possível colher quaisquer informações sobre este local. Pelo mesmo motivo, não conseguimos obter contacto de algum ex-militar daquelas Unidades.



CHANGARA
Aspecto do estacionamento deixado pela CCaç 3552
Companhias Residentes:

Companhia de Caçadores 3352

Grupo Especial Páraquedista 002
Companhia de Artilharia 2763
Batalhão de Artilharia 7220/72
2ª/ Batalhão de Artilharia 7220/72
3ª/Batalhão de Caçadores 17
3ª/Batalhão de Caçadores 18
Grupo Especial Páraquedista 005
Grupo Especial 609

Esta localidade, situa-se nas imediações do rio LUENHA, encontrava-se, por estrada, a 97 Kms da Cidade de TETE.
A partir de Maio de 1971 ali se instalara a primeira Unidade militar a nível de Companhia, a CCAÇ 3552, que foi encontrar instalações insuficientes para alojar pessoal e serviços. Apenas cinco exíguas casas destinadas a alojamento dos graduados, messe e secretaria, pelo que teve de recorrer a tendas de campanha para alojamento do restante pessoal. Com esforço e tenacidade, esta Unidade, além das sucessivas patrulhas e protecção permanente à ponte sobre o rio LUENHA, meteu ombros à difícil tarefa de construção do aquartelamento, o que veio a conseguir, dois meses mais tarde, após a sua chegada à CHANGARA (1)


A cozinha
(1) Texto elaborado de acordo com informações prestadas por Joaquim Malaquias da CCaç 3552

Tentámos obter, através das Histórias de  outras Unidades aqui referidas, mais elementos sobre a forma como evoluiu este estacionamento, mas nada mais conseguimos, uma vez que apenas referem a sua actividade operacional.Concluímos, pela leitura, que uma das principais missões das forças estacionadas em CHANGARA , a par das operações de patrulhamento, era a protecção aos trabalhos de asfaltagem da estrada CHANGARA - TETE, EN 103.

CHICOA
Aspecto do aquartelamento, certamente já sem os morcegos
Companhias Residentes:

21ª Companhia de Comandos

28ª Companhia de Comandos
Companhia de Caçadores 2755
1ª Companhia de Comandos de Moçambique
 Batalhão de Cavalaria 3837 
Companhia de Caçadores 2757
34ª Companhia de Comandos
Batalhão de Caçadores 3886

<< Sendo CHICOA uma pequena vila desprovida de instalações adequadas para receber um considerável efectivo de tropas, havia que montar um estacionamento que bastasse à instalação do pessoal e, simultaneamente,satisfizesse, no mínimo, as indespensáveis condições de vida para tropas em campanha. Nada existia que servisse de ponto de partida para o trabalho que era necessário realizar, a não ser uns pobres casebres cujos forros servia de guarida a milhares de morcegos e um vasto capinzal. Erguendo tendasde campanha onde se foi acomodando o material e instalando o pessoal, cavando latrinas, improvisando sistemas de filtragem de água, organizando cozinhas, cavando abrigos, etc...conclui-se a primeira fase do que se havia planeado>> (1)
4º Grupo Combate da 2744
Já numa segunda e terceira fase: << Foram montadas 8 barracas metálicas, construíram-se instalações sanitárias e um depósito reservatório com capacidade para 4000 Litros de água, organizou-se um refeitório para as praças, criou-se uma Messe e sala de Sargentos, colocaram-se novos forros na construção existentes, expulsando os morcegos, caiou-se, pintou-se, colocaram-se vidros e assim surgiu o edifíciodo Comando...Pela conduta do pessoal da CCS/BCav 3837 ficaram bem patenteadas em terras de TETE as extraodinárias qualidades de obediência, coragem, espírito de sacrifício, adaptação rápida às diversas circuntâncias tão características do Soldado Português>> (1)

(1) História da Unidade - Batalhão de Cavalaria 3837

CHIMADZI
Pormenor do aquartelamento
Companhia Residente:

2ª/ Batalhão de Caçadores 17


Este Aquartelamento, criado nas proximidades de TETE, para defesa desta cidade, era constituída por tendas de campanha que serviam de caserna para o pessoal. O comando e a arrecadação encontravam-se num enorme barracão de zinco. Existiam também razoáveis banheiros para todo o pessoal. (1)

(1) Elementos cedidos por Eduardo Paulino. Comandante da 2ª do BCaç 17

CHIOCO 

Companhias Residentes:

Companhia de Caçadores 2757

2ª/Batalhão de Caçadores 18
Grupo Especial Pára-quedista 001

Apesar de termos envidado todos os esforços no sentido de obter imagens sobre o CHIOCO, as novas tentativas junto de vários elementos da Companhia de Caçadores 2757, saíram goradas (1). A própria história da Companhia, existente no AHM, nada refere quanto ao aquartelamento existente nesta localidade, apenas sabemos que se situava a cerca de 120 quilómetros da cidade de TETE.

CHIPERA
Vista aérea do aquartelamento
Companhias Residentes:

Companhia de Cavalaria 2416

Batalhão de Caçadores 2875
Companhia de Caçadores 2756
COFI - Comando Op. Forças Intervenção
Batalhão de Caçadores 3843
Companhia de Caçadores 2758
Batalhão de Caçadores 4810/72
Companhia de Caçadores 4241/72
Companhia de Artilharia 7258/73

População de Chipera
<< O BCAÇ 2875 recebeu, na CHIPERA, cinco barracas metálicas ocupadas pela CCAV 2416 que eram insuficientes para a instalação dos vários serviços e alojamentos do seu pessoal. Como primeiros recursos foram cedidas pela ADM a moradia do Administrador e a Escola para instalar os graduados. As praças ficaram a "viver" em barracas de lona. Dada a urgência requerida por tal situação, iniciou-se a construção de três barracas metálicas. Na primeira ficou instalado o Comando do Batalhão; a segunda parte do pessoal e a terceira foi ocupada pelo Comando da CCS e arrecadação de material. Contudo, a engenharia militar iniciava a construção das futuras instalações que foram surgindo gradualmente>> (1)

História da Unidade - Batalhão de Caçadores 2875

CHIRINGA
Vista aérea do aquartelamento, na sua versão inicial
Companhias Residentes:

Companhia de Artilharia 2497

Companhia  de Caçadores 2756
Companhia de Caçadores 3357
3ª/Batalhão de Caçadores 4810/72
Memorial deixada pela CArt 2497
O Aquartelamento por cinco casernas em zinco, um forno e uma cozinha. As três pequenas palhotas, dentro do círculo, serviam de cantina e, inicialmente, foram dormitório de algum pessoal. Na parte "exterior" das instalações existentes duas machambas e um poço. Foi também construído um "aerodromo", na medidaem que era através da via aérea que recebíamos os frescos e o correio. Tudo isto foi foi trabalho dos incansáveis da Companhia, já que aquando da ocupação praticamente nada existia. (1)

Texto adaptado das informações prestadas por Constantino Alberto Abrantes Rodrigues - CArt 2497.


CHIUTA
Um aspecto do aquartelamento.
Companhias Residentes:

Companhia  de Caçadores de Milange


Situava-se a Norte da cidade de TETE, do outro lado do ZAMBEZE, na margem esquerda, e distava de MATUNDO mais ou menos 90 kuilómetros.Partindo de MUTAPA, junto à picada TETE - BENE, onde se localizava a cantina do sr. Monteiro, "Flor do Mato", iniciava-se então a subida do vale e a encosta da serra da CHIUTA. A Companhia de Caçadores de Milange instalou-se neste local com o fim de tratar da construção de um novo aquartelamento no SABONDO (1)

(1) http://olharopassado.blogspot.com/2007/05/zona-aco-disp-iii.html

CHIZAMPETA

Uma panorâmica do aquartelamento

Companhias Residentes:

Companhia  de Cavalaria 2654
Companhia de Caçadores 3500
1ª/batalhão de Artilharia 7221/73
Vista aérea do aquartelamento
<< O aquartelamento era um quadrado de cerca de 100m por 100m, protegido por duas filas de arame farpado e uma vala em zig-zag que circundava as instalações.
Com uma implantação em esquadria que lhe dava um ar de quartel, no interor do arame farpado havia 8 construções pré-fabricadas em chapas de zinco, onde a parte mais dura que oferecia maior resistência à penetração por um objecto era o chão cimentado.

Uma das construções era destinada a alojamento de Oficiais e Sargentos, respectiva messe e secretaria, três para alojamentos de cabos e praças, uma para armanezar géneros alimentares e outros materiais, outra para posto de rádio e enfermaria, outro para oficina auto, outra para refeitório e uma última para os mainatos miudos que lavavam, cosiam e passavam a ferro a nossa roupa. A decorar o exterior das casernas  havia, imagine-se, canteiros de lírios vermelhos e amarelos, que alguém deveria ter trazido da Metrópole, que eram bordejados por latas de cerveja semi enterradas. No centro do aquartelamento estava, construído em cimento, o brasão da companhia que tínhamos rendido... Junto ao brasão estava um poste, não muito grande onde, de início, diariamente faziamos gala em hastear a Bandeira Nacional já muito velhinha, bastante rota, numa quase provocação à Frelimo...>>(1)
Todos os dias fazíamos gala em hastear a já
velhinha Bandeira Nacional.
(1) Respigado do livro "Mato e Morro" editado pela Prefácio e da autoria de João Fernandes (pseudónimo) de um graduado de uma Companhia sedeada em CHIZAMPETA.






DAQUE



Vista aérea do aquartelamento de Daque
 Companhias Residentes

Companhia de Caçadores 2759

Companhia de Caçadores 3555
Grupo Especial 702
Grupo Especial 703
3ª/Batalhão de Caçadores 4215/73
Obelisco que assinala a passagem da
CCAÇ  2759 pelo Daque
Este local era também conhecido por TAÍBO. Porém na Resenha Histórico Militar só há referência a este nome e nunca a DAQUE, o que nos causou, inicialmente, algumas dificuldades em contactar alguém que esteve em "TAÍBO", pois todos era unânimes em afirmar que não comheciam tal denominação e que a sua Companhia que nunca lá tinha estado de certeza absoluta. Rendidos à evidência das afirmações, substituímos então o nome de TAÍBO por DAQUE. Contudo, a curiosidade mantinha-se, pelo que fomos ler a História das Unidades em cima mencionadas. Nem uma referência a TAÍBO. Até que ao desfolhar o Historial da CCaç 2759 lemos. << Em 5 de Novembro de 1971, a Companhia deslocou-se, em meios autos, para TAÍBO, onde chrgou a 7.>> mais adiante << A Companhia (-) na sede, além da ajuda nos transportes de matérias e víveres para a população, efectuava o patrulhamento e picagem do itenerário TAÍBO/MAGOÉ e TAÍBO/CHINHANDE.>> Duas páginas mais à frente desaparece este vocábulo e: << No mesmo período foram executadas as seguintes acções com a Companhia a 2GC. Com a duração de 8 dias efectuaram-se trabalhos e protecção ma picada DAQUE/CHINHANDE....Semanalmente era efetuada a picagem do itenerário DAQUE/MAGOÉ>>,

DOA

Uma perspectiva do quartel.
 Companhias Residentes

Companhia de Caçadores 3465

1ª/Batalhão de Caçadores 5014/73
Mina no comboio DOA - CALDAS XAVIER
DOA foi mais um dos vários aquartelamentos criados para protecção da linha férrea MUTARARA/MOATIZE, esta inaugurada em Junho de 1949. Foram aproveitados os poucos "edifícios" da velha estação para servirem de instalações ao pessoal. Não sendo os mesmos suficientes para esse efeito, recorreu-se, como sempre ao improviso. (1)

(1) Lê-se no guião da CCaç 3465, "DOA A QUEM DOER"


DÓMUÉ

Entrada para o aquartelamento. Lá bem no alto,
 no improvisado mastro, a Bandeira Nacional.
Companhias Residentes:

Companhia de Cavalaria 2766

Grupo Especial 603
Grupo Especial 703
Grupo Especial 801
Companhia de Artilharia 7252/72
As tendas à esquerda eram algumas da habitações das praças
O DÓMUÉ , é localizado perto de VILA COUTINHO, situava-se no planalto da ANGÓNIA, perto da fronteira com o MALAWI. As elevações dignas de registo eram os montes ANGÓNI a NE e CAPIRIUTA a NW.
Talvez pelo facto da grande actividade de patulhamento por parte das Unidades ali sedeadas e pelos destacamentos que tinham na PALULA e mais tarde em BINZE, tratava-se de uma zona de guerrilha pouco intensa. Apesar disso, ainda aquelas Unidades tiveram, infelizmente, a sua quota parte em termos de baixas. Quanto às instalações para alojameeu a CArtnto do pessoal e serviços e eram as mesmas muito precárias.
Em 7 de Outubro de 1974 deu a CArt 7252/72 por terminada a sua missão, sendo as instalações entregues à Frelimo.(!)

(1) Texto adaptado das informações prestadas por António Teixeira da CArt 7252


ESTIMA
Aspecto geral do aquartelamento, à data habitada pela CCaç 3355

Companhia Residentes:


Companhia de Caçadores 2515
Companhia de Caçadores 3355
2ª Companhia de Comandos de Moçambique
COBCB - Comando Operacional Defesa cabora Bassa
1º Pelotão de Pisteiros
32ª Companhia de Comandos
 4ª Companhia de Comandos de Moçambique
 5ª Companhia de Comandos de Moçambique
1ª/Batalhão de Caçadores 4042/72
34ª Companhia de Comandos
 Companhia de Comandos 4040/72
7ª Companhia de Comandos de Moçambique


Elementos da 4ª CCMDS-Moç, em Estima junto ao avião da
SAFAIR, que transportava material para CABORA BASSA.
Com o início da construção da barragem de CABORA BASSA, houve a necessidade de criar infra-estruturasde toda a ordem, sendo a principal a instalação de locais estratégicos, onde se fixaram forças militares. Foi o caso de  ESTIMA que a partir de 1970 era o principal estacionamentonos arredores de CABORA BASSA. Ali se alojou em Agosto de 1971, o Comando Operacional da Defesa de Cabora Bassa, (CODCB) cuja missão era: 
Estabelecer a defesa próxima, imediata e interna de CABORA BASSA
Garantir a segurança da circulação dos materiais e equipamentos necessários à circulação da Barragem na sua zona de Acção (ZA)
Garantir a segurança na linha de transporte de energia na sua ZA
Efectuar o controle das populações e dos recursos essenciais na su ZA



FAQUEIRO
Nos aldeamentos as BANJAS, eram fundamentais
para captar a confiança das populações.
Companhia Residentes:


Companhia de Caçadores 2710
Grupo Especial 601

<< Continua em curso o aldeamento do FAQUEIRO, no qual estão no momento 42 famílias, que além de trabalharem nas machambas, controem, com a ajuda da CCaç 2710, o respectivo aquartelamento. Quanto a este aldeamento pode considerar-secomo consolidade e materializado o sucesso sobre o inimigo por se lhe ter retirado ao controlo as populações da regedoria de NHALUIRO até então por eles controladas e  até alguns elementos desactivados pertencentes aos bandos. Mantêm-se as forças militares até se conseguir um desanuviamento na zona que impeça qualquer actuação violenta do inimigo, sobre o aldeamento. De registar que a realização de operações inopinadas, executadas pelas Companhias de Caçadores 2709e 2710 tiveram como origem as informações obtidas pela rede montada no aldeamento do FAQUEIRO>> (1)


(1) História da Unidade - BCAÇ 2915 -CCAÇ 2710.




DAQUE


Vista aérea do aquartelamento de Daque
 Companhias Residentes

Companhia de Caçadores 2759

Companhia de Caçadores 3555
Grupo Especial 702
Grupo Especial 703
3ª/Batalhão de Caçadores 4215/73
Obelisco que assinala a passagem da
CCAÇ  2759 pelo Daque
Este local era também conhecido por TAÍBO. Porém na Resenha Histórico Militar só há referência a este nome e nunca a DAQUE, o que nos causou, inicialmente, algumas dificuldades em contactar alguém que esteve em "TAÍBO", pois todos era unânimes em afirmar que não comheciam tal denominação e que a sua Companhia que nunca lá tinha estado de certeza absoluta. Rendidos à evidência das afirmações, substituímos então o nome de TAÍBO por DAQUE. Contudo, a curiosidade mantinha-se, pelo que fomos ler a História das Unidades em cima mencionadas. Nem uma referência a TAÍBO. Até que ao desfolhar o Historial da CCaç 2759 lemos. << Em 5 de Novembro de 1971, a Companhia deslocou-se, em meios autos, para TAÍBO, onde chrgou a 7.>> mais adiante << A Companhia (-) na sede, além da ajuda nos transportes de matérias e víveres para a população, efectuava o patrulhamento e picagem do itenerário TAÍBO/MAGOÉ e TAÍBO/CHINHANDE.>> Duas páginas mais à frente desaparece este vocábulo e: << No mesmo período foram executadas as seguintes acções com a Companhia a 2GC. Com a duração de 8 dias efectuaram-se trabalhos e protecção ma picada DAQUE/CHINHANDE....Semanalmente era efetuada a picagem do itenerário DAQUE/MAGOÉ>>,

DOA

Uma perspectiva do quartel.
 Companhias Residentes

Companhia de Caçadores 3465

1ª/Batalhão de Caçadores 5014/73
Mina no comboio DOA - CALDAS XAVIER
DOA foi mais um dos vários aquartelamentos criados para protecção da linha férrea MUTARARA/MOATIZE, esta inaugurada em Junho de 1949. Foram aproveitados os poucos "edifícios" da velha estação para servirem de instalações ao pessoal. Não sendo os mesmos suficientes para esse efeito, recorreu-se, como sempre ao improviso. (1)

(1) Lê-se no guião da CCaç 3465, "DOA A QUEM DOER"


DÓMUÉ

Entrada para o aquartelamento. Lá bem no alto,
 no improvisado mastro, a Bandeira Nacional.
Companhias Residentes:

Companhia de Cavalaria 2766

Grupo Especial 603
Grupo Especial 703
Grupo Especial 801
Companhia de Artilharia 7252/72
As tendas à esquerda eram algumas da habitações das praças
O DÓMUÉ , é localizado perto de VILA COUTINHO, situava-se no planalto da ANGÓNIA, perto da fronteira com o MALAWI. As elevações dignas de registo eram os montes ANGÓNI a NE e CAPIRIUTA a NW.
Talvez pelo facto da grande actividade de patulhamento por parte das Unidades ali sedeadas e pelos destacamentos que tinham na PALULA e mais tarde em BINZE, tratava-se de uma zona de guerrilha pouco intensa. Apesar disso, ainda aquelas Unidades tiveram, infelizmente, a sua quota parte em termos de baixas. Quanto às instalações para alojameeu a CArtnto do pessoal e serviços e eram as mesmas muito precárias.
Em 7 de Outubro de 1974 deu a CArt 7252/72 por terminada a sua missão, sendo as instalações entregues à Frelimo.(!)

(1) Texto adaptado das informações prestadas por António Teixeira da CArt 7252


ESTIMA
Aspecto geral do aquartelamento, à data habitada pela CCaç 3355

Companhia Residentes:



Companhia de Caçadores 2515
Companhia de Caçadores 3355
2ª Companhia de Comandos de Moçambique
COBCB - Comando Operacional Defesa cabora Bassa
1º Pelotão de Pisteiros
32ª Companhia de Comandos
 4ª Companhia de Comandos de Moçambique
 5ª Companhia de Comandos de Moçambique
1ª/Batalhão de Caçadores 4042/72
34ª Companhia de Comandos
 Companhia de Comandos 4040/72
7ª Companhia de Comandos de Moçambique


Elementos da 4ª CCMDS-Moç, em Estima junto ao avião da
SAFAIR, que transportava material para CABORA BASSA.
Com o início da construção da barragem de CABORA BASSA, houve a necessidade de criar infra-estruturasde toda a ordem, sendo a principal a instalação de locais estratégicos, onde se fixaram forças militares. Foi o caso de  ESTIMA que a partir de 1970 era o principal estacionamentonos arredores de CABORA BASSA. Ali se alojou em Agosto de 1971, o Comando Operacional da Defesa de Cabora Bassa, (CODCB) cuja missão era: 
Estabelecer a defesa próxima, imediata e interna de CABORA BASSA
Garantir a segurança da circulação dos materiais e equipamentos necessários à circulação da Barragem na sua zona de Acção (ZA)
Garantir a segurança na linha de transporte de energia na sua ZA
Efectuar o controle das populações e dos recursos essenciais na su ZA



FAQUEIRO
Nos aldeamentos as BANJAS, eram fundamentais
para captar a confiança das populações.
Companhia Residentes:


Companhia de Caçadores 2710
Grupo Especial 601

<< Continua em curso o aldeamento do FAQUEIRO, no qual estão no momento 42 famílias, que além de trabalharem nas machambas, controem, com a ajuda da CCaç 2710, o respectivo aquartelamento. Quanto a este aldeamento pode considerar-secomo consolidade e materializado o sucesso sobre o inimigo por se lhe ter retirado ao controlo as populações da regedoria de NHALUIRO até então por eles controladas e  até alguns elementos desactivados pertencentes aos bandos. Mantêm-se as forças militares até se conseguir um desanuviamento na zona que impeça qualquer actuação violenta do inimigo, sobre o aldeamento. De registar que a realização de operações inopinadas, executadas pelas Companhias de Caçadores 2709e 2710 tiveram como origem as informações obtidas pela rede montada no aldeamento do FAQUEIRO>> (1)


(1) História da Unidade - BCAÇ 2915 -CCAÇ 2710.





Maroeira


"Porta de entrada" para a Maroeira
Companhias Residentes:

Companhia de Arilharia 2786

Companhia de Comandos 2043

Este aquartelamento perto do SONGO, servia de entrada para esta localidade e CABORA BASSA.
Poder-se-á dizer que era uma espécie de fronteira, onde se podia observar o campo de minas com cerca de doze quilómetros, montado entre duas redes de três metros de altura e aproximadamente quatro metros de largura.
As instalações resumiam-se a tendas de campanha, uma por pelotão, mais outras para sargentos e oficiais, transmissões e enfermaria. O restante era construído com troncos de árvores e colmos (1)

(1) Informação prestada por Costa Almeida e José Cabruja.

Matundo
Panorâmica do aquartelamento
Companhias Residentes:

Companhia de Arilharia 2784

Companhia de Caçadores 2669
Companhia de Caçadores 3499

<< De 1 a 18 de Janeiro de 1971 a Companhia ficou instalada num anexo do A.B 7 em reforço e defesa desta Unidade.
Em 19 de Janeiro cessou as suas funções de defesa do A.B.7, tendo-se deslocado para uma zona situada entre o Aeródromo e o MATUNDO, vindo a ocupar barracas de campanha do tipo 16/20. De salientar que a zona foi desmatada e capinada, bem como todas as operações necessárias à montagem do aquartelamento, pelo pessoal, possuidor de um verdadero espírito de colaboração, sacrifício e interesse. Neste periodo  um GC passou a estar empenhado, diariamente, na defesa do aquartelamento>> (1)
Por informações colhidas entre junto de antigos militares da CCAÇ 3499, que "encerrou as portas em MATUNDO", as condições de habitabilidade naquele local eram praticamente iguais às existentes no início da ocupação.(1)

(1) Históia da Unidade - Companhia de Artilharia 2784

Mavuzi
A "porta de armas", sem porta...Arame farpado e troncos
de árvores, faziam a segurança
Companhias Residentes:

Companhia de Cavalaria 182

Companhia de Caçadores 549
Companhia de Engenharia 2770
Companhia de Caçadores de Inhambane
Companhia de Engenharia 3531
6ª Companhia de Comandos/Moç

A região era considerada uma zona de certa importância mineralógica pois ali existia um minério radioactivo, o mavuzite. Talvez por esta razão, desde muito cedo, Fevereiro de 1963, para ali se deslocou a primeira Unidade militar, a CCAV 182, que foi substituída pela CCAÇ 549 que ali se manteve durante toda a sua comissão de serviço, Novembro de 1963 a Fevereiro de 1966.
Até 1970 não mais estacionaram, no local, Unidades a nível de Companhia, mas apenas pelotões destacados a fim de darem protecção à SCPEL, construtoras de estradas.
A partir deste ano, passou a estar sempre estacionada no MAVUZI uma Companhia de Engenharia. Em 1971 para ali se deslocou a CCAÇ de Inhambane que, mais tarde, recebe a designação de 4ª do BCAÇ 18.
Embora a Resenha Histórica-Militar não o referencie, sabemos que existiam dois estacionamentos distintos no MAVUZI, MAVUZI PONTE e MAVUZI MINAS.

Mazoe
Os alojamentos do pessoal da Companhia
Companhias Residentes:

Companhia de Cavalaria 7220/72

7ª Companhia de Comandos Moç

Esta localidade ficava situada na estrada CHANGARA/TETE Junto ao rio MAZOE. Os alojamentos do pessoal eram basicamente formados por tendas de campanha. Existiam dois edifícios em tijolo que foram destinados ao comando, centro de transmissões e enfermaria. A Companhia, além das habituais operações, tinha ainda a missão de dar apoio às colunas que se destinavam a TETE e CHIOCO (1)

(1) Informação prestada por Manuel Ezequiel Lucas Carvalho - 1ª Cart/Bart 7220

M`Cito
Aspecto geral do aquartelamento.

Companhias Residentes:

32ª Companhia de Comandos Moç

2º Pelotão Pisteiros
Comoanhia de Caçadores 4941/72

Situado, junto à linha de Caminhos de Ferro, MUTARARA - MOATIZE, ao KM 148,5, o M´CITO distava cerca de 130 quilómetros da sede do Distrito, TETE, e aproximadamente 15 quilómetros da fronteira do MALAWI. O aquartelmento, paralelo à linha férrea, dispunha de um edifício dos Caminhos de Ferro onde, além de servir de alojamento para os graduados funcionavam os serviços administrativos. As praças, por falta de instalações apropriadas, estavam alojadas em barracas de campanha (1)

(1)  História da Unidade - Companhia de Caçadores 4941/72

Mocumbura
Vista aérea de Mocumbura
Companhias Residentes:

Companhia de Caçadores 2759

Companhia de Caçadores 3554
Grupo Especial 702
Grupo Especial 703
COFI
Companhia de Comandos 4040/72
32ª Companhia de Comandos
Companhia de Caçadores 3393
Companhia de Cavalaria 3559
Batalhão de Caçadores 4215/73


Militar da CCAÇ 3554 junto ao posto
de fronteira

MOCUMBURA situava-se a sudeste da cidade de TETE, na margem esquerda do rio MOCUMBURA, que lhe deu o nome, e que serve de fronteira entre Moçambique e a Rodésia (actualmente Zimbabwe) onde por sinal, existe uma localidade situada na margem direita cujo nome é M`KUMBURA. Possuía posto Administrativo, à frente da qual estava um Administrador coadjuvado por 6 cipaios; um Posto de fronteira com dois agentes da PIDE, dois aldeamentos com milhares de pessoas, encontrando-se o quartel entalado entre a população.
A cerca de três quilómetros da picada de NURA encontrava-se uma Missão de padres Bascos, para apoio a estes aldeamentos.
Em Dezembro instalou-se neste local a ZOM (Zona Operacional da Mocumbura) (1)

(1) Texto elaborado de acordo com informações prestadas por Francisco Mota Dores, da CCAÇ 3554 do BCAÇ 3886

Missão Nazareno

Companhias Residentes:

2ª/ Batalhão de Caçadores 17

Um grupo de Pisteiros da 2ª/Baç 17, algures no Distrito de Tete
Esta unidade, da guarnição normal da Província, inicialmente designada por 2ªBCAÇ 17. Por se tratar de guarnição normal, esta Unidade percorreu, ao longo da sua existência vários locais no Distrito de Tete, tais como, ZAMBUÉ, FINGOÉ, PONTE do RIO LUIA, VILA GAMITO, FURANCUNGO, BAUÉ, CHIMANDZI, etc...Também os seus comandos e restante pessoal sofria, por força do término da sua comissão de serviço, sucessivas alterações.

Quanto à localidade de MISSÃO NAZARENO, apesar de termos tentado obter algumas informações, nada conseguimos, a não ser que se situava, sensivelmente, a meio caminho entre a CASULA e FURANCUNGO e que ali existia uma Missão. Este estacionamento era normalmente ocupado por um pelotão das Companhia sedeadas na zona.





Moatize
Aspecto do aquartelamento
Companhias Residentes:

Companhia de Artilharia 559

Companhia de Caçadores 174
Companhia de Caçadores 605
Companhia de Artilharia 1512
Companhia de Cavalaria 1728
Companhia de Cavalaria 1730
Companhia de Caçadores 2319
Companhia de Caçadores 2421
Companhia de Caçadores 2359
Companhia de Caçadores 2515
Companhia de Caçadores 2514
Companhia de Caçadores 3353
Pelotão de Canhões 3022
Pelotão de Intendência 3110
2ª/Batalhão de Artilharia 6220/72
4ª/Batalhão de Caçadores 17
Pelotão de Intendência 9377/73

MOATIZE começou a receber forças militares muito antes de deflagrar o conflito armado em Moçambique. A região, com um subsolo rico em carvão e ferro, cedo foi alvo das atenções dos governantes, pelo que nos primeiroas anos da década de 30 se inicia a exploração daquele minério, contribuindo para a sua exportação para um equilíbrio da balança comercial!
A vila, servida por uma linha dos Caminhos de Ferro de Moçambique, foi palco durante muitos anos de grande movimentação militar, com chegadas e partidas constantes. Também por essa razão, ali se encontravaminstalados Serviços de Intendência. O aquartelamento era, segundo alguns relatos que conseguimos obter, suficiente quanto às suas instalações.

Mucangadzi

Elementos do destacamento Policial do Songo, estacionados
neste local, com a população civil mais jovem

Companhias Residentes:

Companhia de Caçadores 2790


Esta Unidade estacionou em MUCANGADZI apenas entre Julho a Novembro de 1971.
<< No período em que esta Companhia esteve estacionada no local, somente quatro meses, a maior parte do tempo foi ocupada na construção dos aldeamentos.
Os trabalhos do Aquartelamento em  MUCANGADZI prosseguiram, tendo-se registado a colocação de arame farpado e o começo da edificação de abrigos para defesa desta Unidade.>> (1)

(1) História da Unidade - Companhia de Caçadores 2729



Muchena
Grupo de Comandos helitransportados
Companhias Residentes:

29ª Companhia de Comandos

MUCHENA, localizada sisivelmente a Nordeste da cidade de TETE, foi apenas "anfitrã" da 29ª 
Companhia de Comandos  e por um curto esoaço de tempo, de Novembro de 1971 até ao início de Janeiro do ano seguinte. Esta Companhia de Comandos, tal como todas as outras, tinha a sua base principal de aquartelamento em MONTEPUEZ, Cabo Delgado, sendo chamados a actuar nas mais diversas zonas onde o conflito armado se deflagrara. Estabelecendo a sua base de estacionamento em locais estratégicos, daí partiam, helitransportados, para as zonasonde tinham lugar as operações previamente programadas.
Na História das Companhias de Comandos, que lemos no Arquivo Histórico Militar, regra geral, não há referências aos aquartelamentos por onde essas unidades passaram, sendo este facto compreensivo, dada a sua especifidade operacional, hoje aqui, amanhã ali.

Mussacama


Içar da Bandeira Nacionalem Mussacama

Companhias Residentes:

29ª Companhia de Comandos
3ª/ Batalhão Caçadores 17
3ª/ Batalhão de Caçadores 5014/73

MUSSACAMA, que era atravessada pela estrada internacional com destino ao MALAWI, situava-se a cerca de 60 Kms do ZÓBUÉ. Foi a partir de 1972 que neste local, onde praticamente nada existia, passou a estar sempre sedeada uma Unidade a nível de Companhia. A que mais tempo ali passou foi a 3ª do BCAÇ 17, guarnição mormal da Província. A 3ª do BCAÇ 5014/73 ocupou este destacamento logo após ter chegado da Metrópole, Dezembro de 1973. A missão principal das Companhias aqui estacionadas era prestar segurança às viaturas civis que por ali transitavam a caminho do MALAWI e vice versa: << Em 2 de Fevereiro de 1974 a 3ª do BCAÇ 5014 abandonou as suas instalações em MUSSACAMA, tendo ficado sedeada em CAPIRIZANJE. Esta mudança de dispositivo deve-se ao facto da coluna internacionalpassar a ser executada em moldes diferentes, tendo-se apoiado agora no sistema de patrulhas de abertura de itinerários com protecção descontínua, de molde a que a coluna faça o seu percurso conjungando a velocidade com a segurança>>(1)

(1) História da Unidade - Batalhão de Caçadores 5014/73 - 3ª Companhia

Mutarara
1-Refeitório das Praças; 2-Bar e Cantina das Praças;
3-Comando e Transmissões
Companhias Residentes:

Companhia de Artilharia 178

Companhia de Caçadores 299
Companhia de Caçadores 536
Companhia de Artilharia 1516
Companhia de Artilharia 1513
Companhia de Cavalaria 1729
Companhia de Caçadores 2320
Companhia de Caçadores 2357
Companhia de Caçadores 2513
Companhia de Caçadores 3354
Grupo Especial 602
Companhia de Caçadores 3500
Grupo Especial 605
3ª/Batalhão de Artilharia 6220/72

O quartel foi construído pelo Governo da Província, com apoio da Engenharia Militar e destinado, inicialmente, a Unidades da guarnição normal da Província.
Com o início das operações militares, passou a albergar Unidades de reforço, vindas do Continente, à guarnição normal.
Das instalações iniciais faziam ainda parte: No perímetro anterior, um furo e depósito elevado para água, e um campo de futebol; no exterior, residência para o comandantee bloco residencial com quatro apartamentos. Posteriormente, sob o comando do capitão Hélio Xavier, foi construída uma piscina com bar/esplanada. A cerca de 1 Km do aquartelamento

Igreja de Mutarara
A cerca de 1 Km do aquartelamento foi ainda edificada a Capela sob o comando do  capitão Franco Xarais.
A CART 1516, comandada pelo tenente Abranches Félix dotou, em 1966, o aquartelamento com infra-estruturas permanentes de segurança, de desporto e de administração/logística
Finalmente, junto ao Posto Norte de Vigilância e controlo da ponte sobre o rio Zambeze, uma esploração agrícola (2000 metros quadrados) com registo de propriedade em nome de Comando Militar de MUTARARA (1)

(1) Texto elaborado com informação prestada pelo sr. Coronel Francisco Abranches Félix, comandante da CCART 1516.

Muze
Aquartelamento em Muze à chegada da CART 1516
Companhias Residentes:

Companhia de Artilharia 1516

Companhia de Caçadores 1653
Companhia de Caçadores 2421
Companhia de Caçadores 2471
Companhia de Caçadores 27
Companhia de Caçadores 3551

Com início emMaio de 1967, sepois de um mês instalado em bivaque, a CART 1516 foi durante longos e cruéis meses, progressiva e sucessivamente, levantando, ampliando e melhorando infra-estruturas recorrendo, de início, à construção típica africana (palhotas) e, mais tarde, à construção mista em trocos/zinco e blocos/zinco. Decorridos os primeiros meses,vencidos os contratempos resultantes da destruição parcial pelo incêndio de 13 de Maio de 1967, o pessoal e os serviços dispunham já de condições mínimas em conforto e fyncionalidade, factores determinantes para a aposta em fazer mais e melhor.


13 de Maio de 1967, o aquartelamento foi parcialmente
destruído por um incêdio
Em Julho de 1967, tiveram início os trabalhos de preparação para a implementação das instalações definitivas e de progressiva construção dos edifícios que ficariam a constituir o aquartelamento, obra de orgulho dos "Sabres Verdes".


Nachinanga
Na "parada" tendo como sentinela um imbondeiro
Companhias Residentes:

1ª/Batalhão de Artilharia 6220/72

2ª/Batalhão de Artilharia 7220/72
Companhia de Comandos 2040/72

As Unidades aqui estacionadas, nomeadamente a 1ª/BART 6220/72 de cuja história respigámos alguns elementos, tinham uma vasta área de acção à sua responsabilidade, pelo que prestavam atenção aos extensos itenerários a percorrer, nomeadamente a picada NACHINANGA/CHANGARA. Foi também exercida intensa campanha de actividade psicológica no sentido de melhorar, na medida do possível, as condições de vida das populações aldeadas, sendo que, mais de 50 crianças eram alimentadas diariamente com as sobras do rancho recebendoainda alguns géneros.
Relativamente ao estacionamento poucas referências lemos a seu respeito, a não ser que a falta de água era um problema presente e de difícil resolução, dado os sucessivos fracassos na abertura de poços onde se pudesse captar esse precioso líquido. Nas pesquisa efectuadas, tomou-se conhecimento que um violento incêndio destruiu, em Novembro de 1973, praticamente todas as instalações do aquartelamento, cujas construçõeseram basicamente de madeira e capim.

Nhluiro

Companhias Residentes:

Companhia de Caçadores 2729


O aldeamento de NHALUIRO foi construido de raiz, pelo Destacamento Policial do Songo, para receber a população que habitava na zona da futura albufeira da Barragem de Cabora Bassa.





Nhantaro
Avião preparado com altifalante para transmitir propaganda
Companhias Residentes:

Companhia de Caçadores 2729


Esta Unidade estacionou relativamente pouco tempo neste local, de Março a Julho de 1971.
<< Continua em curso o aldeamento de NHANTARO. Até à presente data já se apresentaram no NHANTARO 20 homens que manidestaram desejo de se aldearem, ficando as mulheres a trabalhar nas machambas.
No que se refere ao aldeamento do NHANTARO pode tamém o mesmo considerar-se como consolidado e materializado o sucesso sobre o inimigo por se lhe ter retirado ao controlo, populações da regedoria de NHANTARO até então por eles controladas e até alguns elementos desactivados pertencentes aos bandos. Mantêm-se ainda forças militares no CHANTARO até se conseguir uma tranquilidade na zona que impeça qualquer actividade violenta do inimigo sobre o aldeamento.
A rede montada em NHANTARO prestou valiosas informações para a realização de operações inesperadas. (1)

(1) História da Unidade - Batalhão de Caçdores 2915 - Companhia de Caçadores 2729

Nura
Vista do aquartelamento do Nura
Companhias Residentes:

Companhia de Caçadores 3554

32ª Companhia de Comandos
2ª/Batalhão de Caçadores 4215/73



O poço era o melhor que  Nura tinha
NURA, que se situava a cerca de 60 Kms a sul de MOCUMBURA e a 4 da fronteira com a Rodésia (Zimbabwe), recebeu a primeira Unidade em Setembro de 1972, a CCAÇ 3554, que levava como missão a reabertura da picada MOCUMBURA/NURA/CHIOCO, numa extensão de 150 Kms. Esta picada fora encerrada em 1971 devido a ataques da Força Aérea que destruíram por completo a "CANTINA D)O NURA", (explorada por um cantineiro, chamado NURA), a qual era estrategicamente o caminho aberto para a FRELIMO se instalar na GORONGOSA.
A referida Companhia, não encontrou no local condições algumas de habitabilidade pelo que teve de construir o seu próprio estacionamento, utilizando basicamente, o matope, capim e troncos de madeiras para edificar algumas palhotas para alojamento do pessoal. A messe foi erguida com uns escassosblocos de cimento ali existentes. Construiu, ainda, uma pista de aviação com a ajuda de Engenharia, e um campo de futebol. Foi também incumbida de aldear a população que anos antes fugira para o mato. Para esse efeito, foi construída uma enorme machamba, tendo sido distribuída uma parcela de terreno a cada família aldeada. Com esta Unidade coabitou ainda, cerca de 4 meses, a  32ª companhia de Comandos (1)

(1) Texto elaborado de acordo com informações prestadas por Francisco Mota Dores da CCAÇ 3554 do BCAÇ 3886


Ponte do Rio Luia
Ponte sobre o Rio Luia
Companhias Residentes:

2ª/batalhão de Caçadores 17



Sobre o RIO LUIA afluente do Zambeze, e a cerca de 15 kms do BENE, foi construída uma ponte de importância capital, quer para a circulação de viaturas militares quer civis,  que se destinavam ao país vizinho. Pelas razões estratégicas atrás referidas, a partir de certa data, encontrava-se sempre no local uma força militar para a sua protecção, uma vez que, como facilmente se pode comprovar, era aquela ponte um alvo muito apetecido para o IN.

Sabondo
Transporte de água
Companhias Residentes:

Companhia de Caçadores de Milange
3ª Companhia de Comandos/Moç
Batalhão de Caçadores 3875
Grupo Especial Paraquedista 008
Grupo Especial Paraquedista 011

O SABONDO recebeu a primeira Unidade militar, a nível de Companhia, em Novembro de 1969, a CCAÇ de MILANGE a quail, mais tarde, viria a receber a designação de 3ª/BCAÇ 15. Esta força manteve-se no SABONDO até final do conflito armado.
Com as profundas e permanentes remodelações no dispositivo da ZOT, foi suprimido o Subsector HTB, sendo a sua área absorvida pelos Subsectores HFR e HCS, este, posteriormente designado por HSB com ocomando no SABONDO. Foi por esta razão que o BCAÇ 3875 até então na CASULA, se transferiu em Novembro de 1970, para o SABONDO, onde permaneceu até final da Comissão.

Sadzo
Aspecto do Aquartelamento
Companhias Residentes:

Companhia de Cavalaria 2398

Companhia de Artilharia 2629

<< SADZO não era uma localidade, mas sim o nome de um rio que ali passava. A área de intervenção das companhias que estiveram no SADZO era estrategicamente muito importante, porque as principais linhas de infiltração da Frelimo, com destino à zona de TETE, eram feitas por esta fronteira. De facto, esta zona era uma AIL (Zona de Intervenção Livre), e como não havia populações, tudo o que por ali circulasse era hostil.
O SADZO estava longe de tudo e de todos. Na época das chuvas as colunas chegavam a levar um dia para percorrer 19 kms. Os reabastecimentos, feitos por pára-quedas, eram insuficientes e muitas vezes inoperantes. O SADZO era considerado um "inferno" de tal forma que quem se portava menos bem, noutras Unidades, sofria a ameaça de ser destacado para o SADZO>> (1)

(1) Relato de Carlos Manuel Caniçares Barata - Companhia de Artilharia 2629

Songo
Vista geral das instalações do destacamento Policial do Songo
Companhias Residentes:

3º Grupo de Artilharia de Campanha

Companhia de Artilharia 2786
Companhia de Caçadores 4543/72

Além das Unidades que estiveram aquarteladas nesta localidade, é justo recordar a existência  do Destacamento Policial do Songo que, não fazendo parte do Exército, era, contudo, integrado por graduados deste Ramo das Forças Armadas. O objectivo principal  que levou à criação do DPS, foi dar protecção às populações que tiveram de ser deslocadas, para zonas secas, devido ao enchimento da Barragem.
Essas populações foram reunidas em aldeamentos, tais como MUCANGADZI, NHALUIRO, (ou NHENDA) e MECUNHA SÊCO, os quais eram enquadrados por elementos de Destacamento Policial do Songo que faziam um papel de força de quadrícula zelando pela segurançadessas populações. Na região da futura albufeira existiam ainda dois postos guarnecids por forças do DPS que eram o da CACHOMBA e o de CARINDE, estes nas margens do rio ZAMBEZE onde ficavam postos de travessia do rio, servidos por batelões.
A par da segurança dos aldeamentos, o DPS foi o responsável pela segurança da povoação do SONGO (através de agentes da PSP e melícias) e da defesa imediata do conjunto SONGO/BARRAGEM e suas infra-estruturas (1)

(1)Texto elaborado de acordo com informações prestadas por José Bento Machado e Luís Cunha do Destacamento Policial do Songo.

Tchirodzi
Panorâmica do aquartelamento
Companhias Residentes:

Companhia de Caçadores 3466

3ª/Batalhão de Caçadores 18
Companhia de Artilharia 7255/72
Grupo Especial 501

Este aquartelamento foi mais um dos que não conseguimos obter informações quanto às suas infra-estruturas, uma vez que nada consta nas Histórias das respectivas Unidades.

Tembué
Hastear da Bandeira Nacional
Companhias Residentes:

Companhia de Caçadores 2358

Companhia de Cavalaria 2400
Companhia de Artilharia 2627
Batalhão de Artilharia 2897
Grupo Especial 804

<< A CCAV 2400 foi encontrar três casernas feitas com troncos ao alto e chapas de zinco, forno e uma barrca Magnoport. Recebeu barracas de lona que montou para as necessidades>> (1)

Mais tarde ....
<< Em Setembro de 1970 o Comando do BART 2897 e a CCS, trocaram de instalações e de Área  Operacional  com a CART 2627 no TEMBUÉ. Com a mudança, a CCS assumiu responsabilidade de controlo operacional da área e multiplicou-se em esforço para ampliar as instalações recebidas, adaptando-se às necessidades impostas pelos vários serviços.
Durante a permanência, a par das actividades de serviço interno, das tarefas administrativoas e logísticas e das missões operacionais, a CCS, esgotadas as capacidades e potencialidades oferecidas pelas infra-estruturas recebidas, procurou dispor, no tempo, de outras mais para destinar a pessoal para destinar a pessoal, material e serviços, requisitando equipamentos e realizando obras/trabalhos diversos. (2)


Visita ao Tembué do General Tiroa
(1) História da Unidade - Batalhão de Cavalaria 2850 - Companhia de Cavalaria 2400
(2) Texto elaborado de acordo com informação prestada pelo sr. Coronel Francisco Abranches Féliz, Comandante da CCS do BART 2897.






                                       Tete
Helicóptero no hospital de Tete
Ao fundo os pavilhões de medicina
Companhias Residentes:



























Falar da cidade de  TETE em termos militares não é tarefa fácil, uma vez que ali se concentraram, praticamente, todas as Unidades das mais diversas áreas ligadas ao Dispositivo Logístico e Administrativo. Quanto à área operacional , existia na cidade um quartel com as condições apropriadas a fim de receber as Unidades para ali destinadas.
Contudo, nas imediações de TETE, foi uma companhia "aquartelada" num inóspito local "baptizado" por essea própria Unidade de "QUILÓMETRO 19" visto ser esta, sensivelmente, a distância a que ficava da cidade.


KM 19; Uma secção da Companhia sedeada no Matundo
Iremos aqui abordar a estadia da CCAÇ 4244, que ocupou olocal, o KM 19.
A CCAÇ 4244, ainda em Santa Margarida onde se encontrava na Instrução de Aperfeiçoamento Operacional (IAO), recebeu ordens para interromper aquela instrução a fim de embarcar para Moçambique, mais concretamente para TETE. ao chegar a esta cidade, foi de imediato informada que, face ao período conturbado que se vivia, tinha que ir estacionar num local estratégico a cerca de de 19 Kms de TETE, pois a sua presença naquele local daria uma maior segurança às colunas que por ali circulavam no sentido de Cabora Bassa e vice versa. 
Para se ficar com uma ideia das "instalações" que a Companhia foi encontrar, basta dizer o que foi dito quando chegou ao local: Escolha Capitão, tanto faz ficar do lado direito como do lado esquerdo da estrada, fica ao seu critério. Queria isto dizer que, quer de um lado, quer do outro, só existia mato.
A Companhia foi integrada no Comando de Cargas Cristicas. A Companhia tinha ainda a incumbência de fazer escoltas e proteger as colunas que diariamente se dirigiam e voltavam de CABORA BASSA e também para a Rodézia.
                    Temangau e Chinande

Companhias Residentes:

34ª Companhia de Comandos

Por estes dois locais passou apenas a 34ª CCMDS e por um curto espaço de tempo, três meses em cada um deles.
O Jeep que accionou a mina a16-9-1971
 A 4ª Companhia de Comandos de Moçambique tinha acabado de iniciar a sua comissão de serviço, após a instrução, e a deslocação até ao sul de Tete prendeu-se com a necessidadede averiguar as condições em que tinha acontecido a destruição de uma cantina da zona, com morte do seu proprietário.


O Capitão Morais Santos, em Montepuez a ler o Código
Comando, no final do curso da 4ª CCMDS/Moç
A 16 de Setembro de 1971, quando seguia num jeep  na Picada entre,  TEMANGAU - CHINANDA, no Distrito de TETE o Jeep, accionou uma mina. O Capitão Pedro Rodrigo Branco de Morais Santos da 4ªCCMDS/Moçambique teve morte imediata.
No dia fatídico, seguiam na viatura o Capitão Mário Gonçalves Pacheco e 1º cabo Manuel Campos Cardoso da CCAÇ 3352 que estava estacionada em CHANGARA>> (1)

(1) Texto extraído de uma pesquisa de António Carlos August.


                                     Uncanha
Cruzeiro que se encontrava à saída do aquartelamento

Companhias Residentes:


Companhia de Caçadores 2729
Grupo Especial 701
Grupo Especial 705
Companhia de Caçadores 3551

UNCANHA era uma Missão católica de padres alemães que foi abandonada. As construções eram todas em construção europeia. Não havia palhotas como em muitos outros aquartelamentos. No entanto, era um estacionamento de mato. Tinha um mini-hospital com internamento, com 12 a 16 camas, sala de tratamentos, arrecadação, etc... Todavia as praças viviam em instalações construídas em estruturas de Zinco (1)

(1) Informação prestada por Pinto Pais, Grupo Especial (GE) 705

                             Vasco da Gama


   Desmantelamento, por parte das NT, de uma base da Frelimo
Companhias Residentes:

Companhia de Artilharia 2452


<< Falando mais precisamente da VILA de VASCO da GAMA. A situação era bastante precária, na medida em que não havia aquartelamento e os alojamentos do pessoal eram as barracas feitas de pano de tenda, exactamente no tempo das chuvas, o que originava uma mudança constante do local, porque a água, entranhando-se na lona, dava lugar a uma criação de bichos e também porque os haveres do pessoal eram quotidianamente alagados. A função operacional baseava-se em patrulhamentos numa área bastante vasta >>(1)
A VILA de VASCO da GAMA foi uma das primeiras localidades, a par de outras, a sofrer um ataque dos guerrilheiros da Frelimo, sem consequências gravosas, quando este Movimento abriu as hostilidades no Distrito de Tete, no primeiro trimestre de 1968. Passados alguns meses já a Frelimo se encontrava bastante organizada no Distrito.

(1) História da Unidade - Companhia de Artilharia 2452

                            Vila Coutinho
Aspecto geral do Aquartelamento
Companhias Residentes:


Companhia de Caçadores 1553
Companhia de Caçadores  802
Companhia de Caçadores 1710
Companhia de Caçadores  2358
Companhia de Artilharia 2385
Companhia de Caçadores 2421
Companhia de Caçadores  2555
29º Companhia de Comandos
Companhia de Artilharia 2784
Pelotão de Canhões 3023
Grupo Especial 803
Companhia de Caçadores 4144/72

VILA COUTINHO ficava situada no extremo NE do Distrito, junto à fronteira com o Malawi. Tomou o nome do capitão-de-fragata Vítor H. Azevedo Coutinho. Distanciava-se, por estrada, 256 quilómetros da cidade de TETE.
Como pode verificar-se, ao longo dos anos, passaram por este aquartelamento muitas forças militares. Contudo, por estranho que pareça, nada encontrámos digno de registo.

                                Vila Gamito
Vista geral de Vila Gamito
Companhias Residentes:


Companhia de Caçadores 1481
Companhia de Caçadores  1555
Companhia de Caçadores 2357
Companhia de Cavalaria 2652
2ª/Batalhão de Caçadores 17
Companhia de Engenharia 2770

VILA GAMITO era uma localidade no extremo Norte do Distrito de Tete, junto à fronteira com as República do Malawi e da Zâmbia. O estacionamento tinha as condições mínimas para albergar as Unidades que por ali passaram. Este aquartelamento foi palco de um violento por parte da Frelimo, cujo objectivo era arrasá-lo completamente. Estas informações foram prestadas por um indivíduo da população feito prisioneiro pela Frelimo e posteriormente solto


                                                         Vuende

Perspectiva do aquartelamento

 Companhias Residentes:


Companhia de Caçadores 1557
Companhia de Caçadores  2359
Companhia de Cavalaria 2654
4ª/Batalhão de Caçadores  17
Batalhão de Cavalaria 2903
3ª/Batalhão de Caçadores 6220/72
3ª/Batalhão de Artilharia 6223/73

VUENDE situava-se a Oeste de FURANCUNGO, mais ou menos a 30 quilómetros, na picada que ligava este localidade ao BENE e junto ao rio CHIRITSE, na sua margem esquerda. O quartel, numa traça muito rudimentar, foi edificado pelas primeiras tropas, provavelmente em 1967. Instalado numa área plana,com três casernas construídas em blocos de cimento e cobertas com chapas de zinco, no meio duma vasta área cercada com arame farpado. Duas ou três arrecadações em matope, cobertas com capim completavam o aquartelamento....
Mais tarde, com a chegada de um gerador,  electrificaram-se as vedações e todo o aquartelamento. Abriu-se um furo artesiano e montou-se um depósito para a água a qual, anteriormente, era recolhida do rio CHIRITSE (1)

(1) http://olharopassado.blogspot.com/2007/o6/vuende-c-ca-2359-html



Zambué
Aquartelamento



Companhias Residentes:

2.º Batalhão Caçadores 17
Companhia de Artilharia  1514
Companhia de Caçadores  1654
Companhia de Caçadores 2422
!!Companhia de Artilharia 2388
Companhia  de Caçadores  2472
Companhia de Artilharia 2452
Companhia  de Caçadores  2708
Companhia  de Caçadores  3550
Grupo Especial 703

<< ...A tudo o exposto acrescente-se o trabalho desenvolvido na construção do aquartelamento, pois que também no ZAMBUÉ não existiam instalações para a Companhia, trabalho este meritório e de futuras e benéficas repercussões>> (1)
<< Muito pouco nos foi dito sobre o inimigo, durante a curta sobreposição que sucedeu à chegada e tomada de posse da extensíssima área do ZAMBUÉ - " que houve em tempos actividade inimiga, sufocada pela acção das nossas tropas, que se trabalhava em clima de expectativa ede busca, que não era de facilitar na paz que se respirava"...(2)

(1) História da Unidade - Batalhão de Artilharia 1882 - CART 1514
(2) História do BCAÇ 2863. Obra editada no final da comissão.
                                
                                    Zobué




Companhias Residentes:

2ª/Batalhão de Caçadores de Vila Manica
Companhia de Caçadores ;2755
Companhia de Artilharia 7250/73
2ª/Batalhão de Caçadores  5014/73


 Neste novo local que a Companhia conheceu desde que se encontra na RMM, foram finalmente encontradas umas condições de vida um pouco melhores, embora o pessoaltivesse que continuar instalado em barracas de lona. conquanto existisse no local um pavilhão construído em tijolo, com umas quantas divisões, estas eram exíguas para a instalação do pessoal, pelo que  Comando optou que elas servissem de messe, secretaria, depósito de géneros e divisões para alojamento dos sargentos. Os oficiais encontravam-se alojados numa casa cedida pela Admintração local. Sobra a água, tão necessária para a vida do pessoal, esta passou a ser captada num poço da Administração civil pois o aquartelamento em si não possuía qualquer espécie de furo>> (1)

(1) História da Unidade - Companhia de Caçadores 2755

                                  Zunga

Graduados da CCAÇ Tete da guarnição anterior à
ocupação de Zunga      


Companhias Residentes 

Companhia de Caçadores de Tete



A 4ª CCMDS/Moçambique esteve em ZUMBA de
8 de Setembro a 11 de Dezembro de 1972
Esta povoação, localizada sensivelmente a meio entre o FINGOÉ e o BENE, apenas uma Companhia  e por um curtíssimo espaço de tempo (Novembro de 1972 a Fevereiro de 1973).
A Companhia de Caçadores de Tete, mais tarde, alterou a sua designação para 4ª Companhia de Caçadores 17.