Honra e Gloria aos que tão novos lá deixaram a vida. Foram pela C.C. S.-Manuel Domingos Silva!C.Caç. -1558- - Antonio Almeida Fernandes- Alberto Freitas - Higino Vieira Cunha-José Vieira Martins - Manuel António Segundo Leão-C.Caç-1559-Antonio Conceição Alves (Cartaxo) -C.Caç-1560-Manuel A. Oliveira Marques- Fernando Silva Fernandes-José Paiva Simões-Carlos Alberto Silva Morais- Luis Antonio A. Ambar!~
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quarta-feira, 15 de abril de 2015

A CCAÇ 1559 NO NIASSA

9 de Maio de 1966,a CCAÇ 1559 a desfilar em Lourenço Marques
No dia 10 de Março de 1967 o 1º escalão da CCaç1559 marchou do MOLUMBO (ZAMBÉZIA) para IAPALA e daqui de comboio para o CATUR e depois em coluna auto para VILA CABRAL. 

No dia 12, seguiram em coluna auto até MEPONDA, onde embarcaram em lanchas da Marinha  para METANGULA
 dia 13, a Compnhia seguiu em lanchas da Marinha para o CÓBUÈ mas, deixou um GC em NGOO a fim de render em MIANDICA (ESTREMOZ A NOVA) o GC da CCav 1507 ali destacado.
No dia 21 o  2º escalão da CCaç 1559 chegou finalmente ao CÓBUÉ. Entretanto um GC do 1º escalão em lanchas da Marinha foi para NGOO.

No dia 13 de Abril de 1967, um GC da CCaç 1559 saiu do CÓBUÉ
 com a missão de patrulhar a região de confluência dos rios MECONDECE e NEXIUR. Quando no dia 4 o Cipaio que servia de guia se preparava para atravessar a vauo Rio LISSANGECE, accionou uma mina sendo projectado para o rio. Simultaneamento da outra margem ouviu-se grande gritaria e começou nutrido fogo obre as NT, que rapidamente reagiram com fogo violento obrigando o IN a debandar. Em seguida, o Cipaio foi retirado do rio, verificando-se que tinha ficado sem um pé. Feito reconhecimento ao local donde o IN fez fogo foram vistos rastos de sangue que penetravam no mato.
Miandica, 30 de Abril de 1967.
Elementos da CCaç 1559 a festejar
 o 1º Aniversário da Comissão
De 6 a 9 Maio de 1967 a CCaç 1559 a 2 GC realizou a operação "PATO" nomadizando na região comprendida entre os meridianos 3448.3454 e os paralelos 1209.1215, sem ter contacto com o IN.
No regresso da operação o Cmdt da Companhia Capitão Veiga levantou uma mina anti-pessoal (PONZ-2), que foi detectada pelo cipaio que servia de guia, na região 3449.1210.

Em 14 de Abril de 1967 uma patrulha da CCaç 1559 à PONTA MATACA avistou a poucos metros uma embarcação com motor fora de bordo tripuladoa por um branco. Sabendo-se detectado seguiu velozmente para a ILHA de LIKOMA

Em 8 de Maio de 1967 quando um GC da CCaç 1559 estava destacado em MIANDICA, um grupo IN estimado em 30 elementos atacou por duas vezes das 11 às 11h30 e das 15 às 16h o destacamento com LGF e armas automáticas. O IN, que estava instalado em 3 posições diferentes, fez fogo sem restrições durante o ataque, mas foi forçado a retirar perante a forte reacção da NT.

Em 12 de Maio de 1967 a CCAÇ 1559 continuou os seus esforços para localizar qualquer actividade IN, mas sem resultados positivos.
A FA entretanto referenciado um grande acampamento IN na região 3455.1228, junto à nascente do rio "MEPOCHE". Como o acesso a esta base se provou ser dificílimo partindo de Sul, pois tinha recente da 4ª Companhia de Comandos, com vista a atingir esta base, não tinha resultado devido à impossibilidade de orientação numa zona com capim superior a 2 metros de altura, resolveu-se tentar atingir a referida base partino do Norte. Para o efeito foi designado a CCaç 1559 pois se aproveitava a rendição do destacamento de MIANDICA como medida de decepção. Depois do Cmdt da Companhia, acompanhado do Cmdt do Batalhão Ten Cor. Rodrigues da Matta, um em cada avião, ter feito um RVIS na região do objectivo, marcou-se o nício da operação para o dia 15, para ser efectuado o golpe mão no dia 19 de madrugada. A operação denominou-se "NOVO RUMO"
Quartel do Cóbué
No dia 15 de Maio de 1967, a companhia partiu do CÓBUÉ em lancha da Marinha com destino ao NGOO, onde desembarcou e imediatamente iniciou a marcha para MIANDICA. A chegada chegou no dia seguinte pelas 15h, tendo o prcurso, embora estafante, decorrido sem novidade.
 No dia 18, depois de feita a rendição do destacamento, iniciou-se a progressão para as posições combinadas com a FAP e onde seria aguardado o fim do bombardamento da base para ser efectuado o assalto. Cerca de 5 horas andadas foi encontrada uma picada com sinais evidentes de ser utilizada. Seguindo-a cautelosamente foi detectada uma machamba onde se encontravam 3 elementos IN, um dos quais armado, junto duma palhota. Feito imediatamente o envolvimento, conseguiu-se surpreender os referidos elementos que foram abatidos, sendo-lhes capturada uma metralhadora DETYAREV /RPD) com um carregador cheio de munições e uma espingarda SIMONOV. Reiniciada a progressão e seguindo a mesma picada, foi detectado um posto de sentinela (que devia pertencer aos elementos abatidos).
A progressão continuou com o Cmdt da Companhia à frente, e e quando este afastava o capim, 3 metros à frente fazendo o mesmo 3 elementos IN armados. Os elementos inimigos estancaram de surpresa o que foi aproveitado pelo Cmdt da Companhia para abater um, tendo ferido os outros, resultando a captura de uma espingarda MOSIN MAGANT com munições.
Entretanto atingiram-se as posições ( pelo menos assim se supunha) onde se ia aguardar a chegada da FAP. Às 16h previstas, 2 aviões T6 estavam sobre o objectivo tendo as NT referenciado a sua posição com uma granada de fumos. Entretanto o Cmdt dos T6 informava que a posição de partida para o assalto era a linha de alturas à frente daquela onde as NT estavam. Imediatamente à ordem do Cmdt de Companhia as NT, em corrida, percorreram em 10 minutos o que normalmente levaria 45 minutos, ficando ferido durante o percurso o Furriel Eduardo Mendonça que caiu e foi evacuado de helicóptero no dia seguinte. 
T 6
Findo o bombardeamento, 2 GC fizeram o assalto à base, que apresentava indícios de ser muito recentemente abandonada. Era constituída por 45 palhotas individuais, uma caserna para 30 homens, um refeitório, uma enfermaria com macas improvisadas, 2 casa de banho, um mastro para a bandeira e vários postos de sentinela à volta.
Depois de destruída a base, a força instalou-se numa elevação para pernoitar. Cerca das 3h foram flageladas com 2 tiros de LGF e intenso fogo de armas automáticas. Como o fogo era ajustado, as NT não responderam a fim de não revelar a posição.
Em 18 às 7h45 foi iniciado o regresso seguindo trilhos recentes até ao Rio MEPOCHE, onde foi destruído um acampamento tipo quartel com 12 palhotas, e mais à frente um de população com 7 palhotas. Cerca das 13h30 foi capturada uma mulher e uma criança e pernoitou-se próximo de NOVA COIMBRA. No dia seguinte foi percorrido o resto do percurso até à praia do MONDUÉ, onde no dia 21, de manhã, as forças embarcaram numa lancha da Marinha com destino ao CÓBUÉ.

Resultados finais da operação

Sofridos pelo IN: 4 Mortos; 2 feridos; 1 mulher e 2 crianças capturadas.
Material capturado: 1 Metralhadora Degtyarev (RPD); 1 Espingarda semi-automática; 4 Tambores com cartuchos; 2 Granadas de mão; 4 Almotolias; 2 Bolsas para carregadores; 3 Marmitas; Mala com roupa; Documentos diversos
Destruídos: 2 Bases IN; 1 Acampamento de população
Sofridas pela NT: 1 Furriel ferido por desastre.

No dia 18 de Maio de 1967, o IN, com um numeroso grupo, conseguiu cercar completamente o destacamento de MIANDICA e, de várias direcções fez fogo cruzado sobre as máquinas da CEngª, que estavam protegidas por uma secção do pelotão da CCaç 1559 que estava no destacamento de MIANDICA, impedindo a sua retirada para o interior do destacamento. Só ao fim de 2 horas de combate foi possível retirar as máquinas sempre debaixo de fogo IN, embora já não com a violência inicial, acabando o IN por retirar. 
No mais aceso do combate distinguiram-se o Furriel Aníbal Ventura da Silva, o soldado José Moreira e um soldado da CEngª 1531 que ficou ligeiramente ferido, os quais percorreram debaixo de fogo várias centenas de metros para ir ao destacamento buscar munições para eles e seus camaradas.
Furriel Aníbal Ventura da Silva em Miandica
 

Após o combate o Cmdt do destacamento, verificou que estava praticamente sem munições para repelir novo ataque, pelo que comunicou o facto ao Comando do Batalhão. Entretanto era noite e o reabastecimento aéreo, único processo de reabastecimento, não era possível. Solicitou-se ao Sector o reabastecimento na madrugada do dia 19, o que de facto foi feito por um helicóptero. Entretanto o COMANDO do SECTOR "A", tinha sugerido ao Comdt do Batalhão que fizesse recolher a MIANDICA as forças da operação "NOVO RUMO", que se encontravam a cerca de 15 Kms daquele destacamento. Ponderada esta hipótese o Cmdt do Batalhão resolveu não o fazer, temendo forte armadilha montada pelo IN prevendo esta hipótese. Na verdade assim acontecia, conforme declarações de um IN capturado posteriormente. 
Correu-se no entanto o risco de um novo ataque IN criar uma situação muito crítica para o destacamento, dada a falta de munições.

No dia 19 de Maio de 1967 o IN voltou de novo a MIANDICA, flageando com armas automáticas durante 5 minutos sem consequências 

Em consequência de o pessoal que estava destacado em MIANDICA ter visto um acampamento na região 3455.1223 onde quer de dia quer de noite se observa uma certa actividade. Com vista à sua detecção e destruição foi ordenado à CCaç 1559 que efectuasse a operação "MAIS ALÉM".
No Cóbué, ao volante do Jeep o Cap. Veiga, Cmdt da CCaç 1559
No dia 6 de Junho de 1967, a CCaç 1559, que continuava com insistência o reconhecimento da sua ZA, saiu a 2 GC para efectuar a operação "MAIS ALÉM", com a duração prevista de 5 dias, e com a finalidade de tentar localizar o acampamento que fora referenciado pelo destacamento de MIANDICA, fazendo um golpe de mão.
Depois de batida uma extensa área na região onde se presumia que estivesse o acampamento IN, as NT regressaram ao CÓBUÉ no dia 10, sem nada terem detectado.

No dia 7 de Junho de 1967, grupo IN não estimado atacou 2 Secções de MIANDICA que escoltavam a viatura de transporte de água, com armas automáticas durante 15 minutos, sem consequências. O IN tentou impedir o regresso das Secções ao acampamento mas foi obrigado a retirar perante a reacção das NT

No dia 24 de Junho de 1967, a CCaç1559 com 2 GC deu início à operação "REPETIÇÃO", com a finalidade de tentar novamente localizar e destruir o acampamento que não foi localizado na operação  "MAIS ALÉM". Possuía-se mais, como elementos de referência, o azimute e a distância em relação à Igreja de MIANDICA (velha), que foram obtidos pelo Cmdt do Batalhão num RVIS efectuado.
As forças saíram do CÓBUÉ em direcção ao Rio LISSANGESSE, o qual seguiram até ao Rio MECONDECEe, este rio foi seguido durante um certo tempo, tomando em seguida o rumo a MIANDICA. Pelo caminho foram encontradas machambas e palhotas abandonadas que foram destruídas. A igreja de MIANDICA foi atingida no dia 26. A partir daqui foi seguido o rumo 35º durante cerca de 3 kms. A região é muito arborizada e não tempontos altos para observação, pelo que o objectivo não foi localizado 
A CCaç 1550 no cais de embarque do Cóbué a caminho de NGOO
No dia 4 de Julho de 1967, a CCaç 1559 a 3 GC saíu do CÓBUÉ numa lancha da Marinha para o NGOO onde desembarcou, dando imediatamente início à operação "BISBILHOTICE" que consistia nomadizar e emboscar a região montanhosa a Este de NGOO com vista a detectar qualquer actividade do IN. Durante 3 dias foi penosamente percorrida aquela região muito montanhosa, mas sem contacto com o inimigo.
No dia 7 às 7h15 as NT embarcaram numa lancha da Marinha, chegando ao Cóbué às9h45.

No dia 14 de Julho de 1967, a CCaç 1559 a 3 GC saíu do CÓBUÉ a fim de realizar a operação "NOVAMENTE", com a finalidade de render o destacamento de MIANDICA e bater o vale de do rio MECONDECE.A operação decorreu sem incidentes,encontrando-se toda a região despovoada, até que no dia 15 ao passar próximo de MIANDICA um Furriel accionou uma armadilha sem 

consequências, em virtude do detonador ter falhado. As NT chegaram a MIANDICA na tarde deste dia, iniciando o regresso no dia 17 depois de feita a rendição do destacamento. A chegada ao CÓBUÉ deu-se no dia 18,sem se ter qualquer contacto com o IN, nem encontrar vestígios da sua presença ou população.

No dia 27 de Agosto de 1967, porque a CCaç 1558 apresentava grande número de baixas, com diminuição muito sensível da sua eficiência para o combate foi reforçada com 1 GC da CCaç 1559.

No dia 7 de Setembro de 1967, um grupo IN com cerca de 15 elementos atacou o aldeamento do NGOO com morteiros ligeiros, LGF e armas automáticas, durante 25 minutos sem consequências.
Retirando a forte reacção das milícias reforçadas com 3 praças da CCaç 1559, que ali se encontram permanentemente deslocadas como reforço. As NT foram também apoiadas por uma lancha da Marinha, acidentalmente ali abrigada devido ao estado do Lago.
Considerou-se este ataque como represália por ter sido preso o sobrinho do RÉGULO MANHIÇA,por suspeitas de chefiar uma rede de reabastecimento ao IN com base no NGOO.

No dia 14 de Setembro de 1967 a CCaç 1559 participou em MANIAMBA, conjuntamente com a CCaç 1560 na operação "Alferes Ambar".CLIC  AQUI

No dia 22 de Setembro de 1967, em conjunto com a CCaç 1558 na operação"CARAVANA ", com a finalidade em reabastecer de géneros, munições e combustíveis o destacamento de Miandica e proceder à rendição deste destacamento.CLIC  AQUI
Na Picada Nova Coimbra-Lunho, com destino a Miandica.
Operação "CARAVANA1"
No dia 8 de Outubro de 1967 a CCaç 1559 com 1 GC em conjunto com a CCaç 1558, participou na operação"CARAVANA I", que consistia em atacar a Base Central do Niassa, que se situava na região de MIANDICA  CLIC  AQUI

No dia 13 de Outubro de 1967, saíu do CÓBUÉ 1 GC da CCaç 1559 a fim de tentar localizar um acampamento referenciado pela FAP na região 3454.1214, o que não conseguiu. Na madrugada do dia 14, emboscou-se na regiãocom vista a interceptar possíveis grupos IN em fuga da Base Central, mas sem resultados. Regressou ao CÓBUÉ no dia 16.

No trimestre de Dezembro de 1967 a Fevereiro de 1968, a CCaç 1559 tem apenas no CÓBUÉ um GC e duas Secções, pois reforça a CCaç 1558 e 1560. Por este motivo a sua actividade é inferior
 à das restantes Companhias, mas mantém alternada e permanentemente em actividade o GC e Secção. 

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