Honra e Gloria aos que tão novos lá deixaram a vida. Foram pela C.C. S.-Manuel Domingos Silva!C.Caç. -1558- - Antonio Almeida Fernandes- Alberto Freitas - Higino Vieira Cunha-José Vieira Martins - Manuel António Segundo Leão-C.Caç-1559-Antonio Conceição Alves (Cartaxo) -C.Caç-1560-Manuel A. Oliveira Marques- Fernando Silva Fernandes-José Paiva Simões-Carlos Alberto Silva Morais- Luis Antonio A. Ambar!~
R. T. P 3....R.T.P 2....R.T.P.MEMÓRIA....SPORT TV

segunda-feira, 27 de abril de 2015

PEDRO SALAZAR,OFICIAL POR TRADIÇÃO FAMILIAR

Pedro Eduardo Alvares Salazar de Campos, nasceu em Lisboa a 19 de Maio de 1942. na Freguesia da Penha de França.

FORMAÇÃO:
Colégio S.João de Brito  de 1949/50 a 1959/60
Faculdade de Ciências de Lisboa-1º Ano de Engenharia Química Industrial
  Universidade Tecnica de Lisboa

SERVIÇO MILITAR:
EPI(Mafra) Curso de Oficiais Milicianos 4 de Maio/Outubro de 1965 CIOE(Lamego) 22 de Novembro a 23 Dezembro de 1965
RI 6 (Porto) Janeiro a Março de 1966
Santa Margarida (IAO) 28 de Abril de 1966-Batalhão de Caçadores 1891
30 de Abril de 1966-A bordo do Paquete "Pátria" rumo a Moçambique.


                                              
           No Distrito da Zambézia


A CCS do BCAÇ 1891,à qual o ALf.Salazar pertencia ficou estacionada no Alto Molócué,onde chegou a 26 de Maio de 1966 e permaneceu até 17 de Março de 1967.
Em visita a esta localidade,uma delegação do Movimento Nacional Feminino, chefiada pela sua Presidente D.Cilinha Supico Pinto e acompanhada pela sua secretária D.Renata Cunha e Costa,ao deparar com Pedro Salazar,e para espanto de todos,abraçou-o efusivamente e tratando-o por PEDRINHO,daí ele começar a ser chamado de Alferes Pedrinho. 


Na Zambézia o Pelotão de Reconhecimento,comandado por si,na sua Missão de patrulhamento da zona de acção da sua Companhia,percorreu por picadas,caminhos,trilhos ou mesmo a corta mato,povoação a povoação,para conhecer os seus chefes naturais e fazendeiros.Assim esteve além do ALTO MOLÓCUÉ,o Alferes Salazar e o seu Pelotão estiveram em:NAUELA,INAGO,ALTO LIGONHA,GILÉ,ILE-ERRÊGO,NAMARRÓI.
A 24 de Dezembro,em NAUELA o Pelotão preparava-se para passar e festejar a Ceia de Natal,a primeira entre todo o pessoal longe da família.O Furriel Cabrita foi ao Alto MOLÓCUÉ recolher a ceia que consistia numa posta de bacalhau,batatas e uma cerveja para cada militar.Ao ver isto o Chefe do Posto Administrativo,Sr. Costa,insurgiu-se dizendo que tinha enviado para o Quartel borregos,e leitões assados,bolos-rei e só vos mandam isto?O Salazar a tentar sanar o "Milando" lá dizia que estavam em Missão.A ceia foi bem passada visto que os familiares do Sr.Costa juntaram-se à tropa com mais e melhor comida.No final da ceia alguns militares deslocaram-se à Igreja da Missão de Nauela onde assistiram à Missa do Galo prestando as devidas honras militares.
                                                                                                                                                                .



No dia de Natal as autoridades Administrativas almoçaram com os Oficiais do Comando e o Chefe de Posto de Nauela,mostrou junto do Ten.Coronel Rodrigues da Matta a sua estranheza de tão pouca comida ter sido distribuída aos soldados em Missão em Nauela.ESTÃO EM MISSÃO! foi a resposta seca do Comandante.Quando regressou ao quartel,no fim da patrulha,o Salazar foi chamado ao Comando para "receber uma reprimenda".A ela, o Salazar respondeu: Quando embarquei fui nomeado Alferes,não o pedi.Com os meus Avós,Coronéis condecorados,aprendi que se deve defender sempre os mais desprotegidos,os soldados;além de que,no mato,é com eles que conto,e não com o senhor aqui sentado.
RETIRE-SE IMEDIATAMENTE PARA O SEU ALOJAMENTO.JÁ!...
Ao passar pela Sala de Operações o então Capitão Vaz Serra disse-me:Estás feito,podes até apanhar prisão.
Assim fez e nada aconteceu,mas o resultado foi:
Não ter sido autorizado a ir a Quelimane onde seu avô estivera como Administrador na execução do lançamento da linha do caminho-de-ferro até MOCUBA e, no início da construção do seu porto de mar.
Não ser autorizado a ir a NAMPULA visitar o 2º Comandante da Região Militar Norte,o Brigadeiro Inácio de Barros Teixeira da Mota,amigo de sempre de seu pai.

                                             
             No Distrito do  NIASSA 

A 17 de Março de 1967,o BCAÇ1891,deslocou-se para o NIASSA,onde chegou no dia 21,tendo a CCS,à qual o Pelotão do Pedro Salazar pertencia,ficado estacionado em METANGULA.
Apesar de não ser essa a sua especialidade o Cmdt.resolveu atribuir-lhe a função de fazer escoltas.

CCS em Metangula; 1558 Nova Coimbra que fica bem próximo deMessumba
1559 no Cóbué e 1560 em Maniamba
A sua primeira coluna iniciou-se a 26 de Março,acompanhado pelo Alferes Luís Andrade Âmbar, Oficial do quadro permanente,o qual nos levou  a NOVA COIMBRA-MANIAMBA-BANDECE-CANTINA DIAS-VILA CABRAL-LIONE-MASSANGULO e CATUR onde chegaram dois dias depois sem qualquer acidente.No regresso,tudo bem até MANIAMBA,aonde o Alferes Âmbar ficou,juntando-se à CCAÇ 1560.No dia 6 de Abril,depois da saída de Maniamba,a cerca de 13 Kms de NOVA COIMBRA,numa descida para atravessar uma ponte sobre um rio,as viaturas estancaram repentinamente porque a ponte fora destruída pelo inimigo.Comunicou o facto a Metangula,seriam cerca das 14h30.Mas não podiam ficar estáticos,pois ainda faltavam algumas horas para o anoitecer.Tentaram improvisar uma passagem,
pois o rio não era largo nem profundo e havia por ali muitas pranchas de madeira da primitiva ponte.


Ponte destruída pela Frelimo.
Foi aqui que o Filipe o "18", está com a picareta na mão
e um Fuzileiro foram gravemente feridos
Iniciaram os trabalhos com o auxílio dos guinchos das Berliets ...algo tinham conseguido,quando foram surpreendidos por um estrondo e gritos:dois homens estavam feridos,sendo eles,o "18" o Filipe e um Fuzileiro,que ao saltarem para um pedra junto à ponte,para irem buscar água ao rio,accionaram uma armadilha.De imediato o Salazar pediu apoio pois o Filipe estava gravemente ferido e suplicava-me:não me deixe morrer sem antes ver a minha filha que nasceu há poucos dias.!!! de facto ambos tinham ainda no Alto Molócué abordado o nascimento da sua filha.
Cerca das 17horas,enviei uma mensagem ao Comando a anunciar a existência de dois feridos graves,que precisavam de apoio médico urgente.Em código,recebi ordem para preparar os feridos para passar a noite na picada.Mas,como?...se:Não dispúnhamos de qualquer meio de substência.
O Filipe continuava a perder muito sangue apesar do"garrote"
O Fuzileiro,também estava a perder sangue,sem o podermos controlar.
Via Rádio,creio que um CHP-1,transmiti em linguagem determinada:
Se querem que fique com os feridos aqui na picada preciso:um enfermeiro qualificado,sangue,soro,pensos,ligaduras,etc...
CALE-SE IMEDIATAMENTE!...a que se seguiu o corte da comunicação.
Reforçámos a segurança.Colocámos os dois feridos sobre colchões de ar,debaixo das viaturas,tapando-os com todas os agasalhos que tínhamos(temía a hiportemia,principalmente no caso do Filipe que perdia sangue sempre que se mexia).Tentava eu acalmá-los,dizendo:Calma,já aí vem o socorro!Aguardem com calma!O tempo passava...passava,talvez duas
 a três horas(o tempo parecia imenso)sentíamos algo a aproximar.Ouvia-se o barulho dum motor...Era o Alferes Sancho da CCAÇ 1558 de Nova Coimbra.Trazia consigo o Furriel Enfermeiro Vasco Pesado e,algum material de assistência,mas também ordens do Comando:O FURRIEL ENFERMEIRO FICA A CUIDAR DOS FERIDOS.SERÃO EVACUADOS AMANHÃ!!!o meu grupo tem de regressar a Nova Coimbra.Ordens do Comandante do Batalhão.Passei-me.Sinceramente,perdi de todo a cabeça.NÃO,NÃO PODIA SER!!!Com uma bala na câmara da G3,como mais velho,ordenei ao Alferes Sancho:Daqui ninguém sai.Ficam aqui connosco a ver os homens feridos a morrer.Cuidadosamente,sobre os colchões de ar,colocámos os dois feridos na viatura que tinham trazido e,sob a vigilância do Furriel Enfermeiro da CCaç 1558, Vasco Pesado,regressaram a NOVA COIMBRA.No dia seguinte e ao fim de longas horas,e passadas todas as viaturas ,chegámos a METANGULA ao cair da noite.Foi-me então dito: O Comandante está lixado contigo!!!Deixa lá,logo veremos...


Acaba de rebentar mais uma mina. O Pelotão de Reconhecimento
da CCS do BCaç 1891 foi sua vítima
Na passagem por NOVA COIMBRA vim a saber que dada a gravidade do estado do Filipe,este e o Fuzileiro foram transportados para Metangula,onde receberam a primeira assistência médica.Durante a noite e com a pista iluminada,com latas de cerveja com mechas de gasolina,foram transportados para VILA CABRAL,onde de imediato o Filipe ("18") foi operado e de imediato evacuado para a Metrópole,após breve passagem pelo Hospital Militar de Nampula.Apesar de o ter recomendado às amigas do Movimento Nacional Feminino,nunca mais soube dele.Em 1978 durante um almoço convívio do BCAÇ1891 em Lisboa e na concentração no Parque Eduardo VII,uma jovem abordou-me,pendurando-se no seu pescoço e,ao dar-lhe um beijo,disse:OBRIGADO POR TER SALVO O MEU PAI!.Surpreso e confuso e reparou no seu amigo Filipe o "18".As lágrimas rolaram pela sua cara.É sempre o mesmo,disse-me o Filipe,após um forte abraço

Durante a sua estadia no NIASSA,o Pedro Salazar,com o seu Pelotão de Reconhecimento esteve com colunas de reabastecimentos práticamente todo o norte do Niassa,com evidencia Maniamba,Nova Coimbra,Lunho,Miandica e Metangula, locais onde estavam instalados as Companhias do BCAÇ 1891.Além das colunas participou activamente em várias operações de combate com a CCAÇ 1560,para onde foi destacado em Agosto de 1967. Paricipou com o seu Pelotão, entre muitas outras na Operação "ALFERES AMBAR"à base da Frelimo "LICONHIRE" 14 de Setembro de 1967 (CLIK AQUI),e participou na Operação "CARAVANA I" no dia 22 de Setembro de 1967 (CLIK AQUI) e participou no dia 8 de Outubro de 1967 (CLIK AQUI) na operação "CARAVANAII" na zona de Miandica, no ataque à Base Central de Mepoche da Frelimo.

RETORNO À ZAMBÉZIA
SERRA NAMÚLI, AO FUNDO UMA PLANTAÇÃO DE CHÁ.
As plantações de chá estendiam-se de NAUELA até LIOMA


A 15 de Fevereiro de 1967,integrado no 1º Escalão do Batalhão,regressou à Zambézia,onde após escala em MUTUÁLI,chegou ao GURUÉ a 17 do mesmo mês.Esta cidade,também chamada de VILA JUNQUEIRA,em homenagem a José Junqueiro que foi um dos grandes impulsionadores do cultivo do chá nesta localidade.A sua permanência no GURUÉ pode dividir-se em duas partes.A primeira,além de acompanhar o 2ºCmdtº Major Viana nos contactos com as populações e as Fábricas de chá,dormia e fazia as refeições na Messe dos Oficiais.Na segunda fase,após a chegada do Comando a 19 de Março,só dormia no quartel e fazia as refeições no Restaurante Dominó.Aproveitou o seu retorno à sua bem querida Zambézia para revisitar os amigos feitos na sua anterior passagem por aquelas terras.Assim visitou NAUELA onde reencontrou o Almerindo Ferreira,o seu amigo-irmão Mião Gonçalves,que de imediato prepararam em sua honra uma "carilada" muito saborosa.No ALTO MOLÓCUÉ foi petiscar ao Duro e no "Manel" saboreou umas fresquinhas Lurentinas,foi a NAMARRÓI e no LIOMA esteve destacado com o seu Pelotão.No GURUÉ em patrulha,esteve na SERRA NAMÚLI,dominada pelo Pico do mesmo nome,que com os seus 2780 Metros é o ponto mais alto de Moçambique.O seu excelente relacionamento com as Altas Individualidades da Região,foi aproveitado pelo Ten.Cor.Rodrigues da Matta,Cmdt do BCAÇ1891,que fez de Pedro Salazar o seu relações públicas de modo a ter contactos e acesso àquelas individualidades.

REGRESSO

No "VERA CRUZ"
Pedro Salazar,Fernando Oliveira e Gustavo Monteiro

Até que finalmente chegou o dia 11 de Agosto de 1968.saímos do Gurué para o Mutuáli,onde apanhámos o comboio para Nacala com paragem em Nampula.A 13 do mesmo mes embarcámos no "Vera Cruz",que foi até Mocimboa da Praia,para desembarque e embarque de tropas.Regressámos a Nacala para novo embarque de tropas.Passámos por Lourenço Marques no dia 20.Ao dobrar o Cabo da Boa Esperança fomos confrontados com uma violenta tempestade.Depois duma breve paragem em Luanda,chegarámos finalmente a Lisboa a 4 de Setembro. No cais da Rocha Conde de Óbidos,o Alferes Pedro Salazar,tinha à sua espera todos os seus familiares com destaque para seu irmão com a farda de Oficial de Marinha.

Texto e fotos extraído do livro"Memórias de África" de Pedro Salazar

quarta-feira, 15 de abril de 2015

A CCAÇ 1559 NO NIASSA

9 de Maio de 1966,a CCAÇ 1559 a desfilar em Lourenço Marques
No dia 10 de Março de 1967 o 1º escalão da CCaç1559 marchou do MOLUMBO (ZAMBÉZIA) para IAPALA e daqui de comboio para o CATUR e depois em coluna auto para VILA CABRAL. 

No dia 12, seguiram em coluna auto até MEPONDA, onde embarcaram em lanchas da Marinha  para METANGULA
 dia 13, a Compnhia seguiu em lanchas da Marinha para o CÓBUÈ mas, deixou um GC em NGOO a fim de render em MIANDICA (ESTREMOZ A NOVA) o GC da CCav 1507 ali destacado.
No dia 21 o  2º escalão da CCaç 1559 chegou finalmente ao CÓBUÉ. Entretanto um GC do 1º escalão em lanchas da Marinha foi para NGOO.

No dia 13 de Abril de 1967, um GC da CCaç 1559 saiu do CÓBUÉ
 com a missão de patrulhar a região de confluência dos rios MECONDECE e NEXIUR. Quando no dia 4 o Cipaio que servia de guia se preparava para atravessar a vauo Rio LISSANGECE, accionou uma mina sendo projectado para o rio. Simultaneamento da outra margem ouviu-se grande gritaria e começou nutrido fogo obre as NT, que rapidamente reagiram com fogo violento obrigando o IN a debandar. Em seguida, o Cipaio foi retirado do rio, verificando-se que tinha ficado sem um pé. Feito reconhecimento ao local donde o IN fez fogo foram vistos rastos de sangue que penetravam no mato.
Miandica, 30 de Abril de 1967.
Elementos da CCaç 1559 a festejar
 o 1º Aniversário da Comissão
De 6 a 9 Maio de 1967 a CCaç 1559 a 2 GC realizou a operação "PATO" nomadizando na região comprendida entre os meridianos 3448.3454 e os paralelos 1209.1215, sem ter contacto com o IN.
No regresso da operação o Cmdt da Companhia Capitão Veiga levantou uma mina anti-pessoal (PONZ-2), que foi detectada pelo cipaio que servia de guia, na região 3449.1210.

Em 14 de Abril de 1967 uma patrulha da CCaç 1559 à PONTA MATACA avistou a poucos metros uma embarcação com motor fora de bordo tripuladoa por um branco. Sabendo-se detectado seguiu velozmente para a ILHA de LIKOMA

Em 8 de Maio de 1967 quando um GC da CCaç 1559 estava destacado em MIANDICA, um grupo IN estimado em 30 elementos atacou por duas vezes das 11 às 11h30 e das 15 às 16h o destacamento com LGF e armas automáticas. O IN, que estava instalado em 3 posições diferentes, fez fogo sem restrições durante o ataque, mas foi forçado a retirar perante a forte reacção da NT.

Em 12 de Maio de 1967 a CCAÇ 1559 continuou os seus esforços para localizar qualquer actividade IN, mas sem resultados positivos.
A FA entretanto referenciado um grande acampamento IN na região 3455.1228, junto à nascente do rio "MEPOCHE". Como o acesso a esta base se provou ser dificílimo partindo de Sul, pois tinha recente da 4ª Companhia de Comandos, com vista a atingir esta base, não tinha resultado devido à impossibilidade de orientação numa zona com capim superior a 2 metros de altura, resolveu-se tentar atingir a referida base partino do Norte. Para o efeito foi designado a CCaç 1559 pois se aproveitava a rendição do destacamento de MIANDICA como medida de decepção. Depois do Cmdt da Companhia, acompanhado do Cmdt do Batalhão Ten Cor. Rodrigues da Matta, um em cada avião, ter feito um RVIS na região do objectivo, marcou-se o nício da operação para o dia 15, para ser efectuado o golpe mão no dia 19 de madrugada. A operação denominou-se "NOVO RUMO"
Quartel do Cóbué
No dia 15 de Maio de 1967, a companhia partiu do CÓBUÉ em lancha da Marinha com destino ao NGOO, onde desembarcou e imediatamente iniciou a marcha para MIANDICA. A chegada chegou no dia seguinte pelas 15h, tendo o prcurso, embora estafante, decorrido sem novidade.
 No dia 18, depois de feita a rendição do destacamento, iniciou-se a progressão para as posições combinadas com a FAP e onde seria aguardado o fim do bombardamento da base para ser efectuado o assalto. Cerca de 5 horas andadas foi encontrada uma picada com sinais evidentes de ser utilizada. Seguindo-a cautelosamente foi detectada uma machamba onde se encontravam 3 elementos IN, um dos quais armado, junto duma palhota. Feito imediatamente o envolvimento, conseguiu-se surpreender os referidos elementos que foram abatidos, sendo-lhes capturada uma metralhadora DETYAREV /RPD) com um carregador cheio de munições e uma espingarda SIMONOV. Reiniciada a progressão e seguindo a mesma picada, foi detectado um posto de sentinela (que devia pertencer aos elementos abatidos).
A progressão continuou com o Cmdt da Companhia à frente, e e quando este afastava o capim, 3 metros à frente fazendo o mesmo 3 elementos IN armados. Os elementos inimigos estancaram de surpresa o que foi aproveitado pelo Cmdt da Companhia para abater um, tendo ferido os outros, resultando a captura de uma espingarda MOSIN MAGANT com munições.
Entretanto atingiram-se as posições ( pelo menos assim se supunha) onde se ia aguardar a chegada da FAP. Às 16h previstas, 2 aviões T6 estavam sobre o objectivo tendo as NT referenciado a sua posição com uma granada de fumos. Entretanto o Cmdt dos T6 informava que a posição de partida para o assalto era a linha de alturas à frente daquela onde as NT estavam. Imediatamente à ordem do Cmdt de Companhia as NT, em corrida, percorreram em 10 minutos o que normalmente levaria 45 minutos, ficando ferido durante o percurso o Furriel Eduardo Mendonça que caiu e foi evacuado de helicóptero no dia seguinte. 
T 6
Findo o bombardeamento, 2 GC fizeram o assalto à base, que apresentava indícios de ser muito recentemente abandonada. Era constituída por 45 palhotas individuais, uma caserna para 30 homens, um refeitório, uma enfermaria com macas improvisadas, 2 casa de banho, um mastro para a bandeira e vários postos de sentinela à volta.
Depois de destruída a base, a força instalou-se numa elevação para pernoitar. Cerca das 3h foram flageladas com 2 tiros de LGF e intenso fogo de armas automáticas. Como o fogo era ajustado, as NT não responderam a fim de não revelar a posição.
Em 18 às 7h45 foi iniciado o regresso seguindo trilhos recentes até ao Rio MEPOCHE, onde foi destruído um acampamento tipo quartel com 12 palhotas, e mais à frente um de população com 7 palhotas. Cerca das 13h30 foi capturada uma mulher e uma criança e pernoitou-se próximo de NOVA COIMBRA. No dia seguinte foi percorrido o resto do percurso até à praia do MONDUÉ, onde no dia 21, de manhã, as forças embarcaram numa lancha da Marinha com destino ao CÓBUÉ.

Resultados finais da operação

Sofridos pelo IN: 4 Mortos; 2 feridos; 1 mulher e 2 crianças capturadas.
Material capturado: 1 Metralhadora Degtyarev (RPD); 1 Espingarda semi-automática; 4 Tambores com cartuchos; 2 Granadas de mão; 4 Almotolias; 2 Bolsas para carregadores; 3 Marmitas; Mala com roupa; Documentos diversos
Destruídos: 2 Bases IN; 1 Acampamento de população
Sofridas pela NT: 1 Furriel ferido por desastre.

No dia 18 de Maio de 1967, o IN, com um numeroso grupo, conseguiu cercar completamente o destacamento de MIANDICA e, de várias direcções fez fogo cruzado sobre as máquinas da CEngª, que estavam protegidas por uma secção do pelotão da CCaç 1559 que estava no destacamento de MIANDICA, impedindo a sua retirada para o interior do destacamento. Só ao fim de 2 horas de combate foi possível retirar as máquinas sempre debaixo de fogo IN, embora já não com a violência inicial, acabando o IN por retirar. 
No mais aceso do combate distinguiram-se o Furriel Aníbal Ventura da Silva, o soldado José Moreira e um soldado da CEngª 1531 que ficou ligeiramente ferido, os quais percorreram debaixo de fogo várias centenas de metros para ir ao destacamento buscar munições para eles e seus camaradas.
Furriel Aníbal Ventura da Silva em Miandica
 

Após o combate o Cmdt do destacamento, verificou que estava praticamente sem munições para repelir novo ataque, pelo que comunicou o facto ao Comando do Batalhão. Entretanto era noite e o reabastecimento aéreo, único processo de reabastecimento, não era possível. Solicitou-se ao Sector o reabastecimento na madrugada do dia 19, o que de facto foi feito por um helicóptero. Entretanto o COMANDO do SECTOR "A", tinha sugerido ao Comdt do Batalhão que fizesse recolher a MIANDICA as forças da operação "NOVO RUMO", que se encontravam a cerca de 15 Kms daquele destacamento. Ponderada esta hipótese o Cmdt do Batalhão resolveu não o fazer, temendo forte armadilha montada pelo IN prevendo esta hipótese. Na verdade assim acontecia, conforme declarações de um IN capturado posteriormente. 
Correu-se no entanto o risco de um novo ataque IN criar uma situação muito crítica para o destacamento, dada a falta de munições.

No dia 19 de Maio de 1967 o IN voltou de novo a MIANDICA, flageando com armas automáticas durante 5 minutos sem consequências 

Em consequência de o pessoal que estava destacado em MIANDICA ter visto um acampamento na região 3455.1223 onde quer de dia quer de noite se observa uma certa actividade. Com vista à sua detecção e destruição foi ordenado à CCaç 1559 que efectuasse a operação "MAIS ALÉM".
No Cóbué, ao volante do Jeep o Cap. Veiga, Cmdt da CCaç 1559
No dia 6 de Junho de 1967, a CCaç 1559, que continuava com insistência o reconhecimento da sua ZA, saiu a 2 GC para efectuar a operação "MAIS ALÉM", com a duração prevista de 5 dias, e com a finalidade de tentar localizar o acampamento que fora referenciado pelo destacamento de MIANDICA, fazendo um golpe de mão.
Depois de batida uma extensa área na região onde se presumia que estivesse o acampamento IN, as NT regressaram ao CÓBUÉ no dia 10, sem nada terem detectado.

No dia 7 de Junho de 1967, grupo IN não estimado atacou 2 Secções de MIANDICA que escoltavam a viatura de transporte de água, com armas automáticas durante 15 minutos, sem consequências. O IN tentou impedir o regresso das Secções ao acampamento mas foi obrigado a retirar perante a reacção das NT

No dia 24 de Junho de 1967, a CCaç1559 com 2 GC deu início à operação "REPETIÇÃO", com a finalidade de tentar novamente localizar e destruir o acampamento que não foi localizado na operação  "MAIS ALÉM". Possuía-se mais, como elementos de referência, o azimute e a distância em relação à Igreja de MIANDICA (velha), que foram obtidos pelo Cmdt do Batalhão num RVIS efectuado.
As forças saíram do CÓBUÉ em direcção ao Rio LISSANGESSE, o qual seguiram até ao Rio MECONDECEe, este rio foi seguido durante um certo tempo, tomando em seguida o rumo a MIANDICA. Pelo caminho foram encontradas machambas e palhotas abandonadas que foram destruídas. A igreja de MIANDICA foi atingida no dia 26. A partir daqui foi seguido o rumo 35º durante cerca de 3 kms. A região é muito arborizada e não tempontos altos para observação, pelo que o objectivo não foi localizado 
A CCaç 1550 no cais de embarque do Cóbué a caminho de NGOO
No dia 4 de Julho de 1967, a CCaç 1559 a 3 GC saíu do CÓBUÉ numa lancha da Marinha para o NGOO onde desembarcou, dando imediatamente início à operação "BISBILHOTICE" que consistia nomadizar e emboscar a região montanhosa a Este de NGOO com vista a detectar qualquer actividade do IN. Durante 3 dias foi penosamente percorrida aquela região muito montanhosa, mas sem contacto com o inimigo.
No dia 7 às 7h15 as NT embarcaram numa lancha da Marinha, chegando ao Cóbué às9h45.

No dia 14 de Julho de 1967, a CCaç 1559 a 3 GC saíu do CÓBUÉ a fim de realizar a operação "NOVAMENTE", com a finalidade de render o destacamento de MIANDICA e bater o vale de do rio MECONDECE.A operação decorreu sem incidentes,encontrando-se toda a região despovoada, até que no dia 15 ao passar próximo de MIANDICA um Furriel accionou uma armadilha sem 

consequências, em virtude do detonador ter falhado. As NT chegaram a MIANDICA na tarde deste dia, iniciando o regresso no dia 17 depois de feita a rendição do destacamento. A chegada ao CÓBUÉ deu-se no dia 18,sem se ter qualquer contacto com o IN, nem encontrar vestígios da sua presença ou população.

No dia 27 de Agosto de 1967, porque a CCaç 1558 apresentava grande número de baixas, com diminuição muito sensível da sua eficiência para o combate foi reforçada com 1 GC da CCaç 1559.

No dia 7 de Setembro de 1967, um grupo IN com cerca de 15 elementos atacou o aldeamento do NGOO com morteiros ligeiros, LGF e armas automáticas, durante 25 minutos sem consequências.
Retirando a forte reacção das milícias reforçadas com 3 praças da CCaç 1559, que ali se encontram permanentemente deslocadas como reforço. As NT foram também apoiadas por uma lancha da Marinha, acidentalmente ali abrigada devido ao estado do Lago.
Considerou-se este ataque como represália por ter sido preso o sobrinho do RÉGULO MANHIÇA,por suspeitas de chefiar uma rede de reabastecimento ao IN com base no NGOO.

No dia 14 de Setembro de 1967 a CCaç 1559 participou em MANIAMBA, conjuntamente com a CCaç 1560 na operação "Alferes Ambar".CLIC  AQUI

No dia 22 de Setembro de 1967, em conjunto com a CCaç 1558 na operação"CARAVANA ", com a finalidade em reabastecer de géneros, munições e combustíveis o destacamento de Miandica e proceder à rendição deste destacamento.CLIC  AQUI
Na Picada Nova Coimbra-Lunho, com destino a Miandica.
Operação "CARAVANA1"
No dia 8 de Outubro de 1967 a CCaç 1559 com 1 GC em conjunto com a CCaç 1558, participou na operação"CARAVANA I", que consistia em atacar a Base Central do Niassa, que se situava na região de MIANDICA  CLIC  AQUI

No dia 13 de Outubro de 1967, saíu do CÓBUÉ 1 GC da CCaç 1559 a fim de tentar localizar um acampamento referenciado pela FAP na região 3454.1214, o que não conseguiu. Na madrugada do dia 14, emboscou-se na regiãocom vista a interceptar possíveis grupos IN em fuga da Base Central, mas sem resultados. Regressou ao CÓBUÉ no dia 16.

No trimestre de Dezembro de 1967 a Fevereiro de 1968, a CCaç 1559 tem apenas no CÓBUÉ um GC e duas Secções, pois reforça a CCaç 1558 e 1560. Por este motivo a sua actividade é inferior
 à das restantes Companhias, mas mantém alternada e permanentemente em actividade o GC e Secção.