Honra e Gloria aos que tão novos lá deixaram a vida. Foram pela C.C. S.-Manuel Domingos Silva!C.Caç. -1558- - Antonio Almeida Fernandes- Alberto Freitas - Higino Vieira Cunha-José Vieira Martins - Manuel António Segundo Leão-C.Caç-1559-Antonio Conceição Alves (Cartaxo) -C.Caç-1560-Manuel A. Oliveira Marques- Fernando Silva Fernandes-José Paiva Simões-Carlos Alberto Silva Morais- Luis Antonio A. Ambar!~
R. T. P 3....R.T.P 2....R.T.P.MEMÓRIA....SPORT TV

segunda-feira, 23 de março de 2015

A CCAÇ 1560 no NIASSA

Em 1 de Outubro de 1966, foi recebido no Comando do Batalhão, uma ordem para deslocar 3 GC da Companhia de Caçadores 1560, para o MUOCO no Distrito do Niassa. 1 GC desta Companhia ficou no GILÉ, no Distrito da Zambézia, que foi comandado pelo Alferes Torres da CCAÇ 1558.

No dia 3 Outubro de 1966, uma extensa coluna auto, transportando os 3 GC da CCaç 1560, saiu do GILÉ, iniciou o movimento por ALTO MOLÓCUÉ, MALEMA, MUTUALI, NOVA FREIXO, tendo chegado ao MUOCO, no dia determinado, depois dum percurso difícil, onde uma das pontes tinha sido queimada pelo IN. A maneira como o Comandante do Batalhão e a CCAÇ 1560 reagiram à ordem recebida mereceu de Sua Exª, o General Comandante da RMM referências elogiosas. 
Durante a sua permanência no MUOCO a CCAÇ 1560 passou a depender operacionalmente do BART 1893.
Clic Aqui para ver a Crónica,: Viagem do Muoco  a Maniamba

Em 15 de Dezembro de 1966  a CCAÇ 1560, depois de ter reunido o GC que tinha deixado no GILÉ e de ter sido rendida no MUOCO pela CART 1626, concentrou-se em NOVA FREIXO e partiu em viaturas próprias para VILA CABRAL, donde seguiu para MANIAMBA no Subsector AME.

Clic  Aqui para ver a crónica do grave acidente  de 28 de Março de 1967
As duas viaturas acidentadas no desastre de 27 de Fevereiro de 1967
Em 27 de Março de 1967 um grupo IN não estimado flagelou o aquartelamento de MANIAMBA, durante 3 minutos, com armas automáticas e LGF, sem consequências

De 30 de Março a 2 de Abril de 1967, a CCAÇ 1560 realizou a operação "ALCIDES" na região do RIO MESSINGE e COLOMA com a finalidade de detectar bases ou actividades IN.

Em 19 de Abril de 1967, saíram de MANIAMBA para o BANDECE 2 GC da CCAÇ 1560, sob o comando do CMDT da Companhia, Cap. António Campinas a fim de efectuar a operação "SEGUNDA VEZ" que se previa com a duração de 5 dias e tinha por finalidade destruir acampamentos acampamentos IN referenciados na SERRA JUZACOMBE.
Em 20 durante a noite os 2 GC saíram do BANDECE a fim de fazerem um golpe mão à base de LICONHIRE que um preso referenciara na região. às 05h30 a base foi atingida mas estava abandonada. Quando as NT se dirigiam para outro acampamento IN avistado nas proximidades, foi referenciado um grupo de 13 elementos armados. Feita uma emboscada imediata o grupo debandou, sendo capturado: 2 Pistolas metralhadoras; 150 cartuchos; 2 carregadores circulares; 1 cinturão; 3 cantis; 1 bolsa para LGF; 3 chapéus; 1 par de botas; 2 camisas; 3 calças. Foram queimadas 30 palhotas. As NT não sofreram baixas, regressando ao BANDECE.
Carlos Morais (Lisboa) ferido em combate
em 28 de Fevereiro de 1967,

vindo posteriormente a morrer
Em 1 de Maio de 1967, a CCAÇ 1560 a 2 GC, sob o comando do Alferes do QP Germano Rio Tinto, saiu de MANIAMBA, em coluna auto, com destino ao BANDECE, a fim de realizar a  "OPERAÇÃO LISBOA (CARLOS MORAIS)", que consistia num golpe de mão a um acampamento IN referenciado pela FAP na SERRA MACUTA.
Em 2 de Maio, a força saiu do BANDECE pela estrada de VILA CABRAL, como medida de decepção, internando-se no mato para a esquerda depois de andados cerca de 2 Kms em direcção à zona do objectivo. Depois de atravessado o RIO MESSINGE e cerca das 13 H foi localizado um acampamento de população com 5 palhotas onde foi capturada uma mulher, fugindo duas outras. A mulher capturada serviu de guia para umas machambas próximas onde foram capturados mais 26 elementos da população e 1 canhangulo.
Deixando duas Secções de guarda aos capturados, a restante força continuou a operação, atingido o RIO NOSSI cerca das 18h, onde se instalou para pernoitar. Durante a última parte do trajecto foram ouvidos tiros isolados do IN avisando da proximidade das NT. 
No dia seguinte, dia 3, às 04h30 iniciou-se a progressão para Norte ao longo do vale do Rio, sendo atingida a zona do objectivo pelas 12h sem nada ser detectado. Feita um batida na zona foram localizadoas palhotas dispersas onde foram capturadas mais 15 elementos da população e um outro canhangulo. Em virtude de, pelo interrogatório dos presos, se concluir que na zona não havia qualquer base IN, apenas passando por ali grupos da base de UNANGO, foi feito o regresso ao BANDECE, onde a força chegou no dia 4 às 10h30


Destacamento do Bandece
Em 10 de Maio de 1967, a CCAÇ 1560 a 2 GC deu início à operação "MARRETADA II", com duração de 4 dias, e cuja finalidade era emboscar a região de acesso à base de geral de MANIAMBA onde fora feito anteriormente um golpe de mão, ( Operação MARRETADA) para proceder à destruição física desta base, a recuperação de população e destruição dos seus meios de vida. A força dirigiu-se para a antiga povoação de COLOMA onde foi vista população na colheita de machambas. Em virtude do terreno ser descoberto as NT foram detectadas pondo-se toda a população em fuga só sendo capturada uma criança. Na região havia um acampamento com cerca de 20 palhotas pelo que foi resolvido emboscar os seus acessos durante a noite, mas não resultou. No decorrer da noite as NT foram largamente flagelados com fogo de LGF e armas automáticas , mas como se julgava que o IN queria referenciar as NT, não foi respondido ao fogo.
No dia 11 de Maio de 1967 pela manhã foram destruídas as palhotas  e machambas, tendo sido encontrado documentos como propaganda da FRELIMO e relato de acções. Retomada a marcha emdirecção ao objectivo este foi atingido às 16h. montando-se imediatamente emboscadas nos seu acessos que se mantiveram até às 4h do dia seguinte, mas sem resultados. Seguidamente foi passada revista à base a qual não mostrava indícios de ter sido reocupada. Montaram-se de novo emboscadas até às 10h do dia 13 mas também sem sucesso. Seguidamente foi destruída a base e iniciou-se uma nomadização na zona durante a qual foram encontradas machambas e palhotas, que foram destruídas.

Em 12 de Maio de 1967 um grupo estimado em 20 elementos, aproximando-se a coberto duma noite muito escura, conseguiu surpreendes as NT no destacamento do BANDECE, desencadeando um forte ataque à distância de 100 M. O ataque foi realizado em 3 direcções e iniciado com dois tiros simultâneos de LGF e fogo intenso de armas automáticas. A pequena guarnição (24 homens operacionais), reagiu tão pronta e eficazmente que após 7 minutos de combate pôs o IN em debandada. A guarnição manteve-se em estado de alerta toda a noite e aos primeiros alvores fez uma batida ao local tendo encontrado o cadáver dum elemento IN, muitos rastos de sangue ao longo do itinerário da retirada, mais o seguinte material: 1 Espingarda automática e 2 carregadores.
Alf. do QP, Luís Ambar, morto em combate
Em 16 de Maio de 1967, um GC da CCAÇ 1560, sob o comando do Alferes do QP, Luís Ambar, com mais alguns milícias, saiu de MANIAMBA para o BANDECE a fim de ali iniciar a operação"LEOPARDO", com a finalidade executar um golpe de mão à base de  LICONHIRE, que dois guias fornecidos pelo SECTOR diziam conhecer. 
No dia 17, às 16h saiu a força do BANDECE, mas depois de 6h de marcha os guias declararam que não conseguiam encontrar o caminho pelo que, no dia seguinte, foi feita uma batida à região, de que resultou a destruição de acampamento da população num total se 16 palhotas.
Em 18, à tarde as NT regressaram ao BANDECE, donde no dia seguinte regressarama MANIAMBA
Fernando Fernandes morto em combate em 28-2-1967
Em 17 de Maio de 1967 saíram de MANIAMBA, em coluna auto, com destino ao BANDECE, a 2 GC da CCAÇ 1560 a fim de explorar um preso cedido pelo Sector e que dizia conhecer a localização da base do BANDECE ou NASSINGE. Chegada a força, foi imediatamente inicia da a "OPERAÇÃO "FERNANDES", a fim de realizar um golpe de mão à referida base. Às 4h as NT estavam sobre a base e verificou-se que tinha sido abandonada há bastante tempo. Feita uma batida na região foram referenciadas várias machambas onde se capturou população, entre a qual um homem idoso com um canhangulo, que disse conhecer uma base junto ao RIO MICHEZA. Imediatamente montado um novo golpe de mão, foi esta base também encontrada mas abandonada recentemente. Foram montadas emboscadas e em determinada altura foi visto um grupo IN em direcção ao local. Possivelmente devido à população capturada as NT foram referenciadas de que resultou uma troca de tiros. Fez-se a perseguição do IN mas sem resultados. 
No dia 29, as  NT regressaram ao BANDECE procedendo imediatamente ao interrogatório do pessoal capturado. Como um dos homens declarasse conhecer uma base junto ao RIO LUCEOA, e  como era próximo  do BANDECE foi resolvido fazer um golpe de mão no dia seguinte.
O guarda redes era o Simões, morto em combate em 28 -02-1967
Em 30 de Maio de 1967 saíram os mesmos 2 GC para efectuarem a "OPERAÇÃO SIMÕES" e na madrugada do dia 31, foi feito um golpe de mão à referida base que estava abandonada. A força regressou ao BANDECE e seguidamente em coluna auto para MANIAMBA onde chegou às 10h.
Resultados finais das operações "FERNANDE" e "SIMÕES"
Capturados: 2 homens,16 mulheres  e 2 crianças
Destruídos 3 acampamentos

No dia 1 de Junho de 1967, chega ao comando do Batalhão a notícia que o IN ia realizar uma coluna com material de guerra que, de MITOMAI (TANZÂNIA), seguiria para o NIASSA, tendo o COM. SEC. A ordenado que se procurasse interceptar essa coluna. Embora se considerasse pouco provável a intercepção da referida coluna, dada a extensão da linha de infiltração e o facto de passar muito afastada das bases das NT, deu ordem à CCAL 73 e CCAÇ 1560 que montasse emboscadas permanentes: A CCAÇ 73 na região 3519.1246 (a Este do RIO MESSINGE) com 1 GC e a CCAÇ 1560 nas regiões 3510.1240 (junto ao RIO LUALECE) e 3519.1246 (próximo da base geral de MANIAMBA) com 1 GC.
Os GC seriam rendidos de 4 em 4 dias na vizinhança daquelas regiões e as emboscadas mantidas até 16 de Junho. Para o efeito a CCAÇ 1560 foi reforçada com o Pelotão de Reconhecimento  e com 1 GC da CCAÇ 1558.
No decorrer destas emboscadas, a CCAÇ 73, cuja região emboscada se situava no Subsector vizinho, referenciou trilhos muito batidos, sinal evidente da passagem do pessoal vindo de MITOMONI, mas não conseguiu resultados. O GC da CCAÇ que emboscava do LUALECE, no dia 5 referenciou um acampamento com 13 palhotas, tendo executado um golpe de mão imediato de que resultou: 1IN morto e 1 Espingarda SIMONOV capturada.

No dia 6 de Junho de 1967 um GC da CCAÇ 1560 que regressava da mesma região detectou uma emboscada IN, tendo efectuado imediatamente um ataque de resultou a captura de 3 homens, 4 mulheres e 5 crianças.

No dia 11 de Junho de 1967, o GC da CCAÇ 1560, que se dirigia para a região da antiga base de MANIAMBA, foi subitamente surpreendido, na região 3510.1243, por um grupo estimado em 50 elementos que, instalado em posições dominantes, atacou com fogo intenso de metralhadora pesada, armas automática e granadas. As NT mantiveram o combate durante 5 minutos mas, perante o risco de se esgotarem as munições, conseguiram manobrar de forma a regressar a MANIAMBA sem consequências.
Esta sucessão de emboscadas, que obrigou as NT a um esforço esgotante, terminou no dia 16 sem mais incidentes.

Em 23 de Junho de 1967, Fez um RVIS sobre a região da basa geral de MANIAMBA, nas fraldas da SERRA MACUTA, após o que elaborou a ORDEM de OPERAÇÕES nº 40/67 para a realização, pela CCAÇ 1560 reforçada, da operação "4 CAMARADAS" em homenagem aos 4 mortos sofridos por esta Companhia.
A Leopardo Niassa, mascote da CCAÇ 1560
Em 27 de Junho de 1967, a CCAÇ 1560 a 3 GC com mais 1 GC da CCAÇ 1558, dá início à operação "4 CAMARADAS", com a finalidade de fazer um golpe de mão a uma base IN localizada pela FAP na região 3510.1243. O golpe de mão seria antecedido de um bombardeamento  pela FAP. As forças chegaram ao RIO MESSINGE às 8 h e iniciaram imediatamente a sua travessia, que foi muito morosa e difícil devido ao grande caudal do rio, dando a água pelo pescoço aos homens.
Terminada a travessia do rio, as forças seguiram em marcha um pouco acelaradaem direcção ao objectivo, a fim de ganhar o tempo perdido na travessia do rio.
às 12h previstas 3 aviões T6 surgiram no horizonte. As NT tentaram a ligação Terra/Ar por meio do rádio e depois por granadas d fumo, mas ambos os processos falharam, pelo que recorreram às telas; conseguindo ser localizados pelos aviões, que iniciaram imediatamente o bombardeamento.
Entretanto as NT continuavam a progressão, com o dispositivo de linha de colunas. Passara pela base destruída na operação "MARRETADA II" e pelo local onde o GC foi emboscado no dia 11. Momentos depois foi ultrapassado um acampamento abandonado um pouco tempo antes. Seguidamente o GC do flanco direito é emboscado, enquanto que o do flanco esquerdo detecta e faz gorar outra emboscada. Após alguns minutos de fogo intenso o IN retira precipitadamente em direcção ao objectivo da operação, sendo perseguido por 2 GC que pretenderam emboscar, os quais entretanto optaram pelo dispositivo "em linha". No decorrer da perseguição do IN pela NT desembocaram num vale, completamente descampado, com cerca de 800m de profundidade, ladeado por duas serras e cortado à frente por uma linha de alturas. Quando as NT já tinham penetrado na zona descampada do vale, em perseguição do grupo IN que tinha emboscado o nosso flanco esquerdo, foram subitamente alvejados por violento fogo frontal de morteiro, metralhadoras pesadas, LGF, metralhadoras ligeiras e armas automáticas, numa frente  estimada em 2 KM.
As NT reorganizaram imediatamente o seu dispositivo, reforçandocom 1 Secção, cada um dos GC em primeiro escalão e que tinham sido detidos pelo fogo IN. 1 GC é instalado na cobertura dos flancos e rectaguarda. Uma esquadra de morteiros de 80 m/m foi imediatamente instalada à rectaguarda do 1º escalão, começando a bater as posições do IN. O Posto de Comando (PC) da Companhia estava nas proximidades da esquadra de morteiros. Todas as forças (NT e IN) se empenharam num duelo violento com o fogo de todas as suas armas. Um dos aviões T6 que tinha feito o bombardeamento da base sobrevoava a zona de combate, mas sem possibilidade de intervir em virtude do seu rádio não funcionar.



Subitamente uma granada de LGF IN rebenta a 3 metros do PC da Companhia ferindo mortalmente o Milícia ASSANEUma granada de morteiro IN também rebenta à rectaguarda do PC, causando 1 ferido grave e outro ligeiro às NT.
As NT a progredir na mata

Após cerca de hora e meia de combate o IN mantinha-se nas suas posições perfeitamente organizado no terreno, pelo que foi dada ordem aos 2 GC em primeiro escalão (Alf.Ambar e Alf Oliveira) para fazer o assalto das fortes posições IN, à frente dos seus GC, aqueles valorosos oficiais progredindo de frente para o inimigo, aproveitando os limitados abrigos que o descampado do terreno oferecia, conseguiram progredir até à distancia de assalto donde, irresistivelmente, caíram sobre o IN, que entretanto se pôs em fuga desordenada.
À retaguarda das posições inimigas encontrava-se uma base com 15 palhotas e um acampamento de população com cerca de 200 palhotas, que foram imediatamente destruídas, assim como grandes armazéns de mantimentos com cerca de 3 toneladas, principalmente de farina e milho.
Seguidamente foi pedida a evacuação do morto e feridos que foi imediatamente feita por um helicóptero.
As NT mantiveram-se emboscadas na região até ao dia 2 regressando a MANIAMBA onde chegaram às 18 h sem mais incidentes.
Esta operação  que não teve resultados materiais dignos de realce, teve certamente forte efeito psicológico sobre o IN pois este montou uma armadilha perfeita às NT que não resultou em virtude de ter aberto fogo prematuramente e porque as NT dando provas de um brio, tenacidade e mentalização para o combate excepcionais , conseguiram levar de vencida o IN, cujo número se aproximava da centena, e que estava preparado para deter a progressão das NT. 

Nesta operação distinguiram-se os seguintes militare 

CLIC  Aqui  Combatentes do B. CAÇ 1891 heróis de Portugal

- Capitão António Campinas, que embora a região do se Posto Comando fosse especialmnte visada pelo IN, manteve serenidade suficiente para criteriosamente comandar e coordenar o ataque.
- Furriel Milº Mário Costa Oliveira que, com a sua Secção, acompanhou sempre o Cmdt do seu GC na primeira linha durante todo o combate, assalto e exploração do sucesso.
Furriel Milº José Cardoso Reis, que embora pertencesse ao GC em 2º escalão, participou voluntáriamente com a sua Secção, no assaltoàs posições do In , sendo o último a regressar da persiguição ao IN.
Furriel Milº José Manuel Gomes Jesus, que também voluntariamente, participou com a sua Secção, no assalto embora pertencesse ao GC em 2ºescalão.
Soldado António Maria Nobre, que com o seu LGF acompanhou sempre na primeira linha o seu Cmdt de Secçãofazendo fogo a peito descoberto sobre as posições inimigas
Soldado Ramiro Paiva Santos que pertencendo ao GC em 2ºescalão e vendo os seus camaradas empenhados no combate, solicitou autorização para ir em auxílio dos seus camaradas, o que fez com o seu LGF, arrastando consigo o seu municiador e os carregadores de granadas, sendo o último a regressar com a secção do Furriel José Cardoso Reis.A 7 de Julho de 1967, a CCaç 1560 a 2 GCsaiu de MANIAMBA para o destacamento do BANDECE, a fim de realizar a operação "MARMELEIRO", com a finalidade de efectuarem um golpe de mão a um acampamento IN localizado pela FAP na região 3509.130. Em virtude de não se possuírem guias para o acampamento  as NT unicamente possuíam as coordenadas fornecidas pelas FAP. Nesse mesmo dia do BANDECE pela estrada de VILA CABRAL, abandonando as viaturas cerca de 15 kms à frente e internando-se no mato em direcção ao provável local do objectivo.
No dia 8, de madrugada começaram por bater cautelosamente a região até que, guiados por um trilho existente, conseguiram localizar o objectivo que foi imediatamente atacado, mas estava abandonado.Era tipo quartel, feito com 20 palhotas. Feita uma batida à região, foi avistado um elemento IN, que foi alvejado e ferido mas conseguiu fugir.
No dia 10 as NT regressaram ao BANDECE e daqui em coluna auto para MANIAMBA onde chegaram às 10h30.

Maniamba, 1967. Soldado José Pereira
junto ao Memorial aos mortos da Ccaç 1560
Maniamba Outubro de 2004. O Ex.Alferes Oliveira.
junto ao Memorial que a CCaç 1560 lá deixou.
A memória perdura
A 24 de Julho de 1967, a CCaç 1560 a 2 GC sob o comando do alferes Ambar, deu início à operação "SOBE_SOBE" com a finalidade de efectuar um golpe a uma base situada na região 3458.1253, junto à SERRA JUZACOMBE.
Como medida de segurança as NT saíram de MANIAMBA por secções e apeadas, subindo para as viaturas que dissimuladamente já se encontrava na estrada para o BANDECE. Seguindo o itenerário escolhido pelo guia, chegaram a 500 metros do objectivo às 4h, tomando imediatamente o dispositivo para o golpe de mão. O IN estava completamente desprevenido , pois avistavam-se 3 elementos junto a uma fogueira. O Alferes Luís Ambar, depois do dispositivo tomado, deslocou-se sozinho, à frente, em reconhecimento. Entretanto as NT tinham-se aproximado até 100 metros da base. O Alferes Ambar chegou até junto das palhotas e regressou dizendo que devia ter sido detectado, tendo alguns elementos fugido. Acto contínuo deu voz de fogo a 2 LGF e voz de assalto, lançando-se ele à frente dos seus homens, aos quais se adiantou cerca de 20 metros. Neste momento o IN lançou uma granada de mão que atingiu o Alferes Ambar , e fez dois disparos de LGF que atingiram alguns homens. As NT abriram fogo nutrido sobre o IN que se pôs em fuga.Feito o balanço da operação, verificou-sr que o Alferes Ambar tivera morte instantânea e  que as NT tinham mais dois feridos graves e um ligeiro. Foi encontrada uma criança morta e muitos rastos de sangue internando-se no mato. Assumiu o comando das forças o Alferes Oliveira, que imediatamente comunicou ao Batalhão os resultados da operação e solicitava a evacuação do morto e feridos.
Pouco tempo depois eram feitas as evacuações em helicóptero.
Numa breve batida feita ao local foi capturado uma mulher e 3 crianças. O acampamento era constituído por 4 palhotas que foram destruídas  , assim como utensílios domésticos e alimentação.
Distinguiram nesta operação os seguinte militares:

Alferes Luís Ambar de óculos
Alferes Luís António Andrade Ambar, na foto com óculos, oficial do Quadro Permanente foi um jovem irrequieto, sempre pronto tomar parte nas operações, quando em combate galvanizava, pelo seu exemplo, audácia e temeridade, todo o seu pessoal, que era levado a segui-lo em arrancadas audaciosas contra o IN.
Vítima da sua temeridade, caiu em defesa do solo sagrado de Moçambique.
Condecorado a título póstumo com a CRUZ de GUERRA de 1ª Classe

Furriel Milº José Reis

Furriel Milº José Reis, na operção 4 CAMARADAS, comandou uma uma das Secções de assalto que, a peito descoberto, atacou com os seus homens a posição inimiga onde estavam 2 LGF.
Condecorado com a CRUZ de GUERRA de 3ª Classe
Soldado António Nobre
Soldado António Maria Nobre, o único soldado Português a ser condecorado na mesma Comissão com 2 CRUZ de GUERRA e Prémio Governador Geral de Moçambique.
Condecorado com a CRUZ de GUERRA de 1ª Classe na Operação 4 CAMARADAS e com a CRUZ de GUERRA de 3ª Classe na Operação SOBE-SOBE

Soldado Maqueiro Alcides que apesar de gravemente ferido ao tentar socorrer um camarada debaixo de fogo IN manteve uma  lucidez extraordinária, ministrando todos os socorros aos feridos.


Em 14 de Setembro de 1967 a CCaç 1560 a 2 GC reforçada com 1 GC da CCaç 1559 e o Pelotão de Reconhecimento deu início à operação "ALFERES AMBAR" com a finalidade de em colaboração com a FAP, realizar um golpe de mão à base de LICONHIRE. Servia de guia a irmã do chefe da base capturada durante a operação "SOBE-SOBE". As NT saíram do BANDECE, para onde tinham ido em coluna auto, em direcção ao objectivo, tendo chegado ao RIO LUALECE às 18h onde descansaram.Retomada a marcha caminharam toda a noite até que às 3h do dia seguinte, quando estava a cerca de meia hora do objectivo, ouviram vozes e choro de crianças.
A fim de evitar cair num dos acampamentos de população que costumava haver à volta das bases foi resolvido aguardar ali até ao nascer do dia. Às 5 horas chegaram 3 aviões T6 com os quais foi estabelecida ligação rádio, tendo a posição das NT sido localizada com uma granada de fumos.
Iniciada a progressão com o dispositivo de ataque, deparou-se um acampamento de população com 30 palhotas abandonado, abandonado momentos antes, que foi ultrapassado .
Numa ravina larga e pantanosa foi capturada população. Pouco depois surgiu um acampamento tipo quartel, com 4 palhotas novas, donde surgiram 2 elementos armados; um deles deu dois tiros em direcção na direcção do Cmdt da Companhia que  acabou por o capturar assim como a sua arma (Espingarda semi-automática Simonov). Entretanto surgiram mais dois acampamentos de população que foram destruídos. Entretanto os T6 bombardeavam o objectivo , que foi seguidamente pelas NT. Estava instalado num ponto dominante, debaixo de árvores frondosas e era constituído por 14 palhotas, comando, cozinha e refeitório. Estava abandonado à cerca de 5 dias. Depois de todos os acampamentos destruídos, as NT regressaram ao BANDECE às 15h e seguiram para MANIAMBA em viaturas.
Resultados finais:
Destruído: Base de LICONHIRE abandonada e 3 acampamentos de população num total de 70 palhotas.
Capturado: 1 elemento IN; 1 homem: 1 mulher; 1 criança e 1 espingarda Simonov.

Em 2 de Outubro de 1967 um GC da CCaç 1560 iniciou a operação "TROTE", a fim de explorar um prisioneiro.. A força saiu de MANIAMBA a fim de efectuar um golpe de mão a um acampamento na região 3454.1256, mas regressou no dia 3 sem resultados em virtude do guia não ter conseguido encontrar o caminho para o acampamento. A mesma força saiu  no dia 4 com destino à região 3452.1245 onde efectuou um golpe de mão sobre um acampamento com 5 palhotas, ferindo um elento inimigo. O acampamento e uma grande machamba ali existentes foram destruídos.

Em 26 de Outubro de 1967, a CCaç 1560 a 2 GC saiu de MANIAMBA com destino ao BANDECE para iniciar a operação "5 CAMARADAS" com a finalidade de efectuar um golpe de mão na região 3451.1252. Quando a coluna passava sobre a ponte do RIO LUALECE foi accionado um engenho explosivo sem consequências. Quando as forças se aproximavam do objectivo, foram ouvidos tiros isolados e visto um very-light, sinal evidente que tinham sido detectados.
Por este motivo simularam a retirada mas emboscaram-se na região até ao dia 28, sem resultados, pelo que regressaram ao BANDECE.
Outubro de 2004, neste lugar  ocorreu o acidente de 28-2-1967.
Na foto Fernando Oliveira e Pedro Dias
Em 6 de Novembro de 1967 saiu de MANIAMBA com destino ao BANDECE um GC da CCaç 1560. Aqui juntou-se-lhe mais um GC e nesse dia às 22h deram início à operação " OU VAI OU RACHA II". A finalidade era fazer um golpe de mão em acampamento que uma mulher capturada dizia conhecer na região entre os RIOS LUALECE e NAMAGUANHA. A progressão sem novidade até ao LUALECE onde um GC ficou emboscado. As restantes forças  continuaram para o objectivo, mas logo que o atingiram verificaram tratar-se de 2 palhotas antigas. As forças regressaram ao BANDECE onde a mulher foi novamente interrogada e acariada com um guia das NT que disse conhecer a região e sabia lá ir.
No dia 7 às 7h foi reiniciada a operação e próximo da região do primeiro objectivo foi capturada uma mulher e uma criança. Imediatamente explorada, esta mulher levou à captura de mais 5 mulheres e 7 crianças, que declararam estar ali há muito tempo, e para onde tinham sido levadas por bandos armados que tinham abandonado a região. As NT regressaram a MANIAMBA no dia 8 sem mais ocorrências.

Em 6 de Janeiro de1968, um GC da CCaç 1560 iniciou a operação "ZAGALA" com a finalidade de efectuar um golpe de mão a um acampamento na região 3458.1300 junto ao limite sul da sua zona.depois de uma longa caminhada o  acampamento foi  localizado mas estava abandonado há bastante tempo. Era tipo Quartel, com 4 palhotas e cozinha. As NT regressaram a MANIAMBA, onde chegaram no dia 9 sem qualquer ocorrências. Devido às condições atmosféricas desfavoráveis a mensagem da CCaç 1560, informando as coordenadas do objectivo, chegou ao Comando do Batalhão já com as forças em movimento. Verificando o SETREP da Marinha desse dia, constatou-se que na mesma região se encontrava um Destacamento de Fuzileiros emboscado. Dada a impossibilidade de contactar as NT, pois já estavam em movimento, foi alrtado o Comando da Marinha, o qual imediatamente enviou uma lancha para o LAGO NIASSA, próximo do objectivo,e, por meio de sinais luminosos e alguns tiros, chamou a atençao do Destacamento de Fuzileiros, que entrou em ligação rádio e recebeu ordens para levantar a emboscada e regressar. Este facto alarmou os dois Comandos ( Marinha e Exército) pois foi sempre perfeita a interligação e coordenação das operações. No entanto a CCaç 1560 esclareceu que as coordenadas do objectivo eram 3458.1300 e não 3448. 1300 como foi recebido no Comando do Batalhão.

Drº Licínio Poças, Oliveira e Salazar.
Dr. Oliveira Salazar
Quem diria em Maniamba (Niassa) no ano de 1967

No dia 22  saiu um GC comandado pelo comandante da Companhia Capitão Campinas, a fim de tentar interceptar o referido grupo IN. No dia 24 às  15h foram avistados 2 inimigos que passaram na na zona de morte criada pelas NT  e não foram atacados , pois devia tratar-se de dois exploradores que antecedem a coluna IN. De facto, momentos depois, entra na zona de morte um grupo de carregadores guardados apenad por dois elementos. Feito fogo, foram abatidos os dois IN e feridos vários elementos, que deixaram muitos com  rastos de sangue. 
Feito o balanço dos resultados verificou-se:
Além dos 2 IN mortos e de vários feridos, foram capturados:
1 Espingarda Automática; 3 carregadores de espingarda; 3 granadas de LGF, 2 granadas de mão defensivas; 144 cartuchos; 1 saco de bagagen e foi destruída muita alimentação.
A operação terminou no dia 25 com o regresso das forças a MANIAMBA sem mais resultados.

No dia 24 de Fevereiro de 1968, o primeiro escalão da CCaç 1560 saiu de MANIAMBA em coluna auto com destino a CATUR e daqui por via férrea até IAPALA de onde em coluna auto foram para GILÉ na ZAMBÉZIA.

No dia 5 de Março de 1968 o 2º escalão da CCaç 1560 saiu de MANIAMBA em coluna auto com destino a VILA CABRAL. Aqui juntou-se às restantes Companhias do Batalhão que em coluna auto se dirigiram para o CATUR e daqui por via férra para IAPALA de onde em coluna auto se dirigiram para o GILÉ na ZAMBÉZIA onde chegaram no dia 9.




segunda-feira, 16 de março de 2015

NÓ GÓRDIO. A VERSÃO DE QUEM LÁ ESTEVE

         Operação "NÓ GÓRDIO"

                                                          Texto de:
                                              Serafim Pereira
                                         1º Cabo da 18ªCCMDS 

Antes da partida do pessoal combatente, para esta operação, foi lida em furmatura geral uma exortação do Comandante-Chefe, General Kaúlza de Arriaga, para todas as forças empenhadas na mesma. Por todos, foi recebida com agrado, e em todos os olhares se via a certeza de que não iriamos negar parcela alguma do esforço que nos era solicitado.
General Kaúlza de Arriaga a dar início à operação Nó Górdio

A 4 de Julho de 1970,
 A 18ª CCMDS foi auto transportados atingimos a região do GOLÉ, fazendo a partir daí uma progressão apeada.
A nossa missão inicial, consistia em montar emboscadas durante vários dias na região LESTE do RIO MUERE. Foram abatidos naquela zona 4 elementos IN armados com granadas e ferido um outro que conseguiu por-se em fuga.
Em virtude de haver dificuldades na localização da base IN " BATALHÃO DE ARTILHARIA GUNGUNHANA" que era o objectivo principal do Agrupamento "IA" e um dos mais importantes a ocupar pelas NT, durante esta operação, foram-nos dadas ordens pelo P.C.V. no dia 6, para tentarmos assaltá-la , visto dispormos ao que parecia o único guia capaz de localizá-la.

No dia 7 de Julho 1970


Pelas 08h00 eliminámos com dois tiros, o sentinela, que se encontrava em cima de uma árvore. Foi a nossa sorte. Cerca da 08h30, entrámos na base sem termos encontrado qualquer resistência. Entrámos naquela que era considerada uma das mais importantes bases inimigas em território Nacional - O BATA LHÃO DE ARTILHARIA GUNGUNHANA.
Material de guerra capturado ao IN
Enquanto uns Grupos mantinham a segurança à base, outros começaram a efectuar patrulhamentos à sua volta, não só para garantirem uma segurança apertada, mas também para procurarem prováveis depósitos de material de guerra. 
Como a base era muito grande e não dispunha  a nossa Companhia de pessoal para todas estas operações, veio em nosso reforço neste dia às 16h00 a 1ªCCMDS de Moçambique

No dia 8 de Julho de 1970 


Continuámos as buscas, tendo o 1º Grupo pelas 08h00 descoberto o primeiro depósito de material. A partir de então, mais depósitos foram descobertos, tendo sido chamado a olaborar a 21ª CCMDS e os GE que também encontraram muito material enquanto a nossa companhia a 18ª CCMDS fazia segurançã à base.


 Parte do material de Guerra apreendido pela 
18ª CCMDS na Operação NÓ Górdio

 No dia 9 de Julho de 1970 

A continuaram os patrulhamentos e pelas 19h00, a base foi atacada com 14 granadas de morteiro, tendo as primeiras atingindo o interior da mesma e feito 6 feridos ligeiros nas NT.

No dia 10 de Julho de 1970,

Recebemos ordens para nos deslocarmos para o estacionamento, no sítio da CUVAVA, a cerca de 1,5 Kms da base, onde entretanto fora montado o comando do Agrupamento "IA". Após curto repouso , partimos no 12 de Julho de 1970  para MUEDA, tendo uma viatura accionado uma mina, já no itenerário MUEDA - MITEDA, entre os PA 14 e 13, que nos causou 6 mortos, sendo 4 deles Mainatos.Feridos foram 7 nas NT e 1 Mainato. Foram todos imediatamente evacuados.
A mina, que rebentou nas rodas traseiras, destruiu 
completamente a carroçaria lançando alguns dos seus destroços a dezenas de metros. A cratera aberta, atravessava a picada de lado a lado e, tinha a sua maior profundidade, 2 metros.
Assistência a um ferido
Baixas sofridas:

Mortos:

Soldados CMDS: Manuel Lima Gomes
Mário da Silva Melo
Mainatos: Assido---António---Leonardo---Pervane

Feridos

Fur. Milº CMD Domingos Branco da Silva
1º Cabo CMD Francisco Antero Pires Fernandes
Soldado CMD José António Marques Liceia
Soldado CMD Nelson Ferreira Ribeiro
Soldado CMD António Álvaro De Oliveira
1º Cabo da CCaç de Mocímboa da Praia Victor Manuel Martins  Lino  
Mainato Afonso

No dia 17 de Julho de 1970, regressámos de novo ao Agrupamento "IA", tendo durante os dias 18, 19 e 20 feito emboscadas nos trilhos de acesso à picada recentemente aberta, a fim de evitar que o IN colocasse minas nesse itinerário  Um IN ficou ferido. Fizeram-se ainda vários patrulhamentos para ser garantida a segurança próxima do estacionamento.

No dia 21 de Julho de 1974, voltámos a MUEDA sendo no dia 22 integrados nas forças do "Objectivo C "


Resumo dos Resultados


Nas NT. : 2 Militares mortos---- 4 Mainatos Mortos---

 Feridos: 6 Militares e 1 Mainato

No IN. : 4 Mortos confirmados e 2 Feridos

Material capturado no"Objectivo C"


Se estiver interessado poderá ler outro artigo com o titulo :
Operação Górdio - clic aqui

Devemos referir o entusiasmo e dedicação e boa vontade postos nesta operação, por todos os elementos da 18ª CCMDS.
No dia 22 de Julho de 1970 partimos de MUEDA e fomos mal recebidos em NANGOLOLO, onde estivemos sem sem barracas e sem uma única manta. Passámos muitos dias a comer ração de combate, tndo cada militar sido obrigado a transportar 7 rações para 7 dias previstos para embocadas e 4 dias consecutivos estivemos sem pão. Vez alguma porém os nossos homens esboçaram qualquer murmúrio de protesto procurando antes e em todos os momentos dar o máximo de si próprios .
A nossa Companhia, bem como todas as outras pertencentes ao "Agrupamento IA" foram louvadas por Sua Exçª o General Comandante Chefe das Forças Armadas de Moçambique, Generaal Kaúlza de Arriaga

 Como já atrá afirmámos, no dia 22 de Julho de 1970, saímos de MUEDA ao "objectivo C"que havia anteriormente localizada e destruída pelas NT, a base In denominada "NAMPULA"
Durante a nossa deslocação auto para o local, foram detectadas e destruídas 3 minas anti-carro, 2 fornilhos e 6 minas anti-pessoal. Chegámos no dia 24, ao local onde estava instalado o "Agrupamento IC"
No dia 25 de Julho de 1970, com a missão de garantir a segurança dos trabalhos da CEngª , demos início a uma operação em 5 fases.
1ª Fase: Teve início no dia 25 e terminou em 27 de Julho. Estandoa CEngª a abrir uma picada para o CHINDERILHO partindo da picada que deu acesso à BASE MUERA (Ex. NAMPULA), deslocando-nos para aquela zona a fim de nomadizarmos na área da nova picada a abrir. Tendo o IN, atacado atacado no dia 24, a CEngª e a companhia responsável pela sua protecção durante a abertura do itenerário, pediunos o Comandante daquela que com le colaborássemos, a fim de poder garantir uma segurança mais eficiente.
Dos Grupos de Comandos da 18ª Companhia passaram então a manobrar à frente das máquinas enquanto a outra Companhia fazia a segurança lateral e rectaguarda.
Fomos emboscados por um grupo IN, estimado em 10 elementos, tendo sido gravemente ferido com um tiro na cabeça, o soldado CMD José Ramos Alípio, que mais tarde faleceu no Hospital de LOURENÇO MARQUES.
No dia 26 de Julho de 1970, em virtude dos trabalhos estarem parados, devido a avarias nas máquinas, nomadizámos a zona até junto à picada MUEDA-SAGAL, sem contactos com o inimigo.
2ª Fase:início a 27 e final em 28 de Julho. Foi-nos dada  a missão de procurar o destacamento da base IN "NAMPULA", a localidade de "DIANCAR" e o círculo "PINCHI". Pela localização dada, foram efectivamente encontrados os destacamentos da base "NAMPULA"e o círculo de "PINCHI", embora abandonados.
Foram destruídas cerca de 30 palhotas e um celeiro com cerca de 1 tonelada de milho e amendoim.
Percorremos com vários, tendo numa emboscada abatido 2 elementos IN e ferido 1 outro. Foram capturados 1 arma de repetição, 1 mina anti-carro 2 minas anti-pessoal.
3ª Fase: início a 29 e termina a 30 de Julho. Continuamos com os patrulhamentos tedentes a garantir uma segurança afecta aos trabalhos da Engenharia. Percorremos os trilhos, conjugando a acção com emboscadas, tendo numa delas, abatido um elemento IN armado e capturado a sua arma semi-automática e uma granada de mão ofensiva.
Foram destruídas 35 palhotas e 2 celeiros de milho com cerca de 2 toneladas.


Reabastecimento das NT, num acampamento
4ª Fase: teve início em 31 de Julho e final a 1 de Agosto. As nossas forças, deram protecção aos trabalhos da CEngª desta vez na abertura do itenerário entre a picada do "OBJECTIVO C" (BASE MUERA) e à picada do "OBJECTIVO A", Base GUNGUNHANA prolongamento da picada já aberta até ao CHINDERILHO.
Não houve contacto com o IN
5ª Fase: Início e final em em 2 de Agosto de 1970. Terminados os trabalhos da CEngª saíram 2 Grupos da 18 CCMDS a fim de efectuarem a segurança oa itenerário para a "BASE MUERA", para onde aquelas forças se deslocaram.
Não houve contacto com o IN
Ainda em 2 de Agosto, a 18ª CCMDS regressou a MUEDA sem incidentes durante todo o percurso da picada.
Tal como aconteceu no "AGRUPANTO IA", também no "IC" a 18ª CCMDS foi louvada pelo CMDT das Forças Armadas de Moçambique, General Kaúlza de Arriaga.
Partimos de MUEDA, no dia 4 de Agosto de 1970 tendo chegado de madrugada no dia 5 a Montepuez com o dever cumprido.