Honra e Gloria aos que tão novos lá deixaram a vida. Foram pela C.C. S.-Manuel Domingos Silva!C.Caç. -1558- - Antonio Almeida Fernandes- Alberto Freitas - Higino Vieira Cunha-José Vieira Martins - Manuel António Segundo Leão-C.Caç-1559-Antonio Conceição Alves (Cartaxo) -C.Caç-1560-Manuel A. Oliveira Marques- Fernando Silva Fernandes-José Paiva Simões-Carlos Alberto Silva Morais- Luis Antonio A. Ambar!~


O Batalhão de Caç. 1891.. Cumprimenta com Amizade,todos os que visitam esta página..Forte abraço.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

O Diabo Branco Daniel Roxo

DANIEL ROXO

 Francisco Daniel Roxo  nasceu a(01 de Fevereiro de 1933 em Mogadouro, Portugal -morreu a 23 de Agosto de 1976 em Angola) foi um famoso soldado português que lutou na guerra contra a Frelimo.Embora não sendo militar, recebe das autoridades Portuguesas duas Cruzes de Guerra e uma medalha de serviços distintos pelos seus serviços prestados ao seu país.
 Foi para Moçambique em 1951. Aprende a conhecer o território como ninguém, em especial o Niassa, no Norte. Foi caçador profissional até 1962. Com a guerra, irá tornar-se, a partir de 1964, um lendário e temível comandante de um grupo de forças especiais de contra-guerrilha (30 homens da sua confiança), lutando contra a Frelimo, à margem das regras da guerra convencional. É conhecido como o diabo branco.

 Em Setembro de 1974,participou activamente na "revolta" em Lourenço Marques,e esteve na ocupação do Rádio Clube de Moçambique.  
Após a independência de Moçambique em 1975, alista-se no exército da África do Sul fazendo parte de um grupo de Operações Especiais. Notabiliza-se na Operação Savana, no sul de Angola, na luta contra o exército Angolano e os seus aliados Cubanos, em Dezembro de 1975. É o primeiro estrangeiro a receber a Cruz de Honra da África do Sul (a mais alta das condecorações militares). Acabaria por morrer numa emboscada no sul de Angola. Deixou uma viúva e seis filhos. 

                          Operação Savana

A sua acção neste combatefoi épica.A ele e a outros poucos Portuguses se deve a grande vitória na ponte 14 (Dezembro de 1975-no Rio Nhia)em que milhares de Cubanos e soldados do MPLA foram clamorosamente derrotados pelo Batalhão 32.Durante essa Batalha os Portugueses tiveram quateo mortos.Os Cubanos e MPLA prderam mais de 400 homens,embora  o número exacto seja difícil de determinar pois,como a BBC mais tarde informou,camions carregados de cadáveres estavam constantemente a sair da área em direcção ao Norte.Entre os Cubanos  mortos estava o comandante da força expedecionária daquele País,Comandante Raúl Diaz Arguelles,grande herói de Cuba de Fidel de Castro.E note-se sem a intervenção de meios aéreos,só com apoio da Artilharia.

aFoi cronologicamente a última grande batalha em que soldados portugueses (no século XX) se bateram.


Daniel Roxo e os seus Homens
 Trata-se de uma batalha que nas nossas Academias Militares não é estudada (nem sequer conhecida), mas que pelas inovações tácticas e emprego de pequeníssimos grupos de comandos deu resultados bem inesperados (para os cubanos, é claro). No entanto esta batalha é estudada (e bem) nas academias russas, britânicas e estadunidenses (algumas).
Poucos meses depois o nosso Daniel Roxo morria em combate. Antes contudo tinha já recebido a maior condecoração sul africana (equivalente à nossa Torre e Espada). Só no primeiro reconhecimento abateu (sozinho) 11 inimigos a tiro.
Durante uma patrulha perto do rio Okavango, o seu Wolf (veículo anti minas semi blindado) rebentou uma mina e foi virado ao contrario, matando um homem e esmagando Roxo debaixo dele. O resto da tripulação tentou levantar o veiculo para o libertar mas era demasiado pesado. Breytenbach, (antigo comandante dos Búfalos, no seu livro (Eles vivem pela Espada - They Live by the Sword, pp. 105) escreveu:
Danny Roxo, mantendo-se com o seu carácter intrépido, decidiu tirar o melhor partido das coisas, acendendo um cigarro e fumando-o calmamente até que este acabou, e então morreu - ainda esmagado debaixo do Wolf. Ele não se tinha queixado uma única vez, não tinha dado um único gemido ou grito, apesar das dores de certeza serem enormes.
Assim morreu o Sargento Danny Roxo, um homem que se tinha tornado numa lenda nas Forças de Segurança Portuguesas em Moçambique, e que rapidamente se tinha tornado noutra lenda nas Forças Especiais Sul Africanas.

3 comentários:

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Existem muitos guerreiros que se dedicaram exclusivamente aos assuntos de guerra e dado as suas capacidades criaram uma imagem de terror e de sangue à sua volta.
Conseguiram grandes vitórias com poucos soldados.
Acabou como era de esperar e como diz o ditado:
- com ferros matas e com ferros morres.

Rui Vieira disse...

Conheci pessoalmente Daniel Roxo. Estive no Niassa (Metangula) e não posso esquecer quando jantava connosco,ICYEach a vaidade deste mercenário. Uma das "proezas" era quando capturava mulheres e crianças, e de noite as mães beliscavam os filhos para estes chorarem e darem o alerta, arrancavam-nas, atiravam ar e havia sempre um "herói" que a esperava com a faca de mato.

Rui Vieira disse...

Conheci pessoalmente Daniel Roxo. Estive no Niassa (Metangula) e não posso esquecer quando jantava connosco,a vaidade deste mercenário. Uma das "proezas" era quando capturava mulheres e crianças, e de noite as mães beliscavam os filhos para estes chorarem e darem o alerta, arrancavam-nas, atiravam ar e havia sempre um "herói" que a esperava com a faca de mato.