Honra e Gloria aos que tão novos lá deixaram a vida. Foram pela C.C. S.-Manuel Domingos Silva!C.Caç. -1558- - Antonio Almeida Fernandes- Alberto Freitas - Higino Vieira Cunha-José Vieira Martins - Manuel António Segundo Leão-C.Caç-1559-Antonio Conceição Alves (Cartaxo) -C.Caç-1560-Manuel A. Oliveira Marques- Fernando Silva Fernandes-José Paiva Simões-Carlos Alberto Silva Morais- Luis Antonio A. Ambar!~

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

MANIAMBA,ANTES,DURANTE E DEPOIS DA CCAÇ 1560

       EIS PRECISAMENTE COMO SE ESCREVE A HISTÓRIA"

Por: Fernando Marques Oliveira

Assim se iniciou a alocução proferida a 21 de Janeiro de 1968,aquando da inauguração do monumento alusivo à passagem por Maniamba da CCAÇ 1560.Naquele tempo fomos cimentando a ideia de que algum marco deveria ficar no quartel para que,desta forma,se perpetuasse a passagem da 1560 por terras de Maniamba.
As altas individualidades na inauguração do Memorial
                                                A 21 de Janeiro de 1968.















Foi então que nos ocorreu a construção dum singelo,mas significativo,monumento que marcasse não só "os  momentos de alegria,onde éramos assaltados pelas
saudades dos entes queridos"
 " os de muita amargura e tristeza,aqueles em que vimos cair em combate alguns dos nossos camaradas"
Assim o Monumento,para cuja concepção muito contribuíram o Médico da Companhia,Dr.Licínio Poças e o Alf. Pedro Salazar Salazar,assenta numa Cruz de Cristo feita em capim e pedra tendo a cercá-la uma
 vedação de pilares de madeira com corrente de ferro.O pedestal,é constituído por um tronco de pirâmide, tendo numa face a inscrição BCAÇ 1891,noutra CCAÇ 1560,noutra,,ainda,a expressão com que se inicia a alocução "EIS PRECISAMENTE COMO SE ESCREVE A HISTÓRIA2" ,finalmente,na 4ª face o nome dos camaradas caídos em combate.Sobre o pedestal,assentam as mãos em oração tendo sido cravado entre o polegar e os restantes dedos unidos,um espigão encimado com a Cruz de Cristo.

           "Eis Precisamente como se escreveu a História"

Em Setembro de 2004,um grupo de combatentes foi em romagem de saudade a Moçambique.O sonho do Fernando Oliveira e de outros companheiros foi concretizado.
Um dos lados do Memorial,reencontrado em 2004
Naquele dia a alvorada em Licinga (Vila Cabral),  bem cedo,pois a jornada antevia-se activa às muitas visitas agendadas aos antigos aquartelamentos,localizadas no corredor de Metangula. Previam-se várias emoções de alguns  companheiros,aquando da passagem por certos lugares.A primeira de uma delas,foi quando parámos junto ao RIO LUALECI,para prestarmos uma simbólica homenagem aos 3 camaradas da CCAÇ 1560 que lá tombaram.




Na foto à esqª o Alf. Oliveira a conversar com o antigo "Mainato" do falecido em combate Alf. Luís Ambar. Este Moçambicano em 2004 ainda se lembrava dos militares da CCAÇ 1560 e tudo fez para conservar o Memorias que o Fernando Oliveira na foto à Dirª,um dos seus autores, contempla com nostalgia e prestando homenagem aos Militares Portugueses da CCAÇ 1560 que tombaram em Maniamba.


 
 Além do Memorial da CCAÇ 1560 ainda se encontrava em Maniamba o Memorial da CART 2495 de homenagem aos seus 3 mortos.O estado de conservação dos Monumentos revela bem o apreço da população de Maniamba aos Militares Portugueses que por lá passaram.