Honra e Gloria aos que tão novos lá deixaram a vida. Foram pela C.C. S.-Manuel Domingos Silva!C.Caç. -1558- - Antonio Almeida Fernandes- Alberto Freitas - Higino Vieira Cunha-José Vieira Martins - Manuel António Segundo Leão-C.Caç-1559-Antonio Conceição Alves (Cartaxo) -C.Caç-1560-Manuel A. Oliveira Marques- Fernando Silva Fernandes-José Paiva Simões-Carlos Alberto Silva Morais- Luis Antonio A. Ambar!~

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

A CCAÇ 1558 em NOVA VISEU

                            Relatório de acção

Referência: Directivas HC e HC 18 do COM.SEC. A
1- Acção -    Intervenção no Sector A em cumprimento das directivas em referência.-8 

2- Descrição da acção : Deslocação para Nova Viseu

Este frontispício do processo encontra-se assinado pelo Com. de Sector,Brigadeiro Abel Barroso Hipólito

Neste documento da 3ªRepartição da RMM,o Chefe da Repartição escreveu: No período de acção da CCAÇ 1558 entre Junho e Julho de 1968 na região de NOVA VISEU, foram destruídos 25 acampamentos, com 320 palhotas, onde viviam e foram capturados 9 homens,30 mulheres 37 crianças. Foram apreendidas 5 armas e 5 granadas
 A 11 de Maio de 1968,a CCAÇ 1558 a 3 GC saiu do ALTO MOLÓCUÉ pelas 6.00H com destino a IAPALA,donde saiu em Caminho de Ferro para o CATUR,donde partiria em coluna auto para VILA CABRAL. Em representação do Cmdt. do Batalhão deslocou-se a Iapala o OF.Inf/Op.,o qual assistiu à partida da CCAÇ 1558 e teve a oportunidade de observar a boa disposição e espírito de disciplina e de missão com que todo o pessoal da Companhia partiu para a Intervenção,embora já tivesse terminado os dois anos de Comissão.
A CCAÇ 1558 partiu de Vila Cabral pelas 15 Horas do dia 25 de Maio de 1968 em 10 Berliets da Companhia de Transportes nº 1577.Por volta das 16 horas foi necessário fazer um alto para socorrer o Soldado Baltazar da Costa Esteves,que ficara ligeiramente ferido nas mãos e no queixo em consequência do rebentamento dum detonador.Foram consumidos três pensos individuais no seu tratamento e um GCOMB,em três viaturas,regressou a Vila Cabral levando o ferido,enquanto o restante pessoal continuava a viagem,chegando a MUEMBE pelas 18horas.O GCOMB acabou por chegar a essa localidade pelas 20h30 e aí se pernoitou.Choveu toda a noite e, no dia seguinte,pelas 06h00,quando se iniciou a viagem ainda chovia,mas com mais ou menos dificuldade conseguiu-se chegar a CHICONONO,pelas 10h00.


Vista geral de CHICONONO
A 10 Kms além de Chiconono avaria-se uma Berliet que é preciso deixar ficar e já que a estrada estava impraticável devido à chuva que continuava a caír e já que os arros tinham grandes dificuldades em vencer as inúmeras rampas do trajecto,resolvi regressar a Chiconono e aguardar que a chuva parasse e o terreno secasse.Pelo que eu sabia da picada de NOVA VISEU,seria asneira continuar.Na verdade,como se tratava de uma chuvada extemporânea,deixou de chover durante a noite e no dia seguinte fez sol.No dia 28 pelas 06.00H reiniciei o percurso,com o terreno mais seco,e chegou-se à ultima ponte antes da picada,onde a nona viatura ia caindo,devido a ter-se partido uma das longarinas da ponte.Ao cabo de 2 horas conseguiu-se tirar a viatura não sem primeiro se ter partido o guincho da berliet MG 16-13,enqunto puxava a primeira.Pelos ruídos consegui saber que a coluna para Valadim estava empanada na primeira ponte a seguir à picada de decidi prestar-lhes auxílio. Pelas 14H a coluna de Valadim seguiu o seu caminho e partimos para Nova Viseu.O resto da viagem fez-se sem incidentes tendo chegado ao destino pelas 19H.Em Nova Viseu a Companhia fica instalada em tendas de campanha ,apesar de dentro do aquarelamento da CART 2374.Durante o período de permanência nessa região efectua contínuas Operações  durante as quais capturou :5 armas,munições e recuperou muita população,causando várias baixas ao Inimigo e destruindo ainda muitos acampamentos,"machambas" e utensílios vários.De 29 a 31 de Maio procedeu-se à instalação do pessoal e aos preparativos para a primeira Operação.


As armas capturadas pela CCAÇ 1558 em Nova Viseu
                OPERAÇÕES DA CCAÇ 1558 EM NOVA VISEU



  Finalmente,de salientar a maneira disciplinada,dinâmica e eficiente como todo o pessoal da CCAÇ 1558,cumpriu a missão que lhe foi atribuída,apesar de a ter iniciado já com 25 meses de Comissão,12 dos quais passados no inferno de Nova Coimbra,revelando em alto grau um espírito de sacrifício de corpo e de Missão dignos de louvor,designadamente o recebido pelos Cmdt.do Batalhão,como pelo Comt.do SECTOR "A" e até pelo General Cmdt.da Região Militar de Moçambique.
                                                                
                  O Comandante da CCAÇ 1558

                        Daniel Pereira Delgado 

                       Cap.Milº de Infantaria

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Moçambique os Padres da Minha Vida

João Maria Neves Pinto

Fotos de :  Francisco Dores   :C.CAÇ.3554...






Na época Colonial,o Posto Administrativo do Mongué,pertencia à 


Circunscrição de Milange no Distrito da Zambézia em 

Moçambique. a Secretaria,as casas do administrador,do 

Adjunto,Chefe da Polícia,do Secretário e dos Cipaios estavam 

situados no topo de um monte.No sopé desse monte ficava o 

aquartelamento do Exército Português que era comandado por 

um Alferes e um destacamento dos GE.Já planície duas únicas 

lojas de comerciantes.

A prisão no Mongoé
  O meu trabalho prioritário continuava a ser a implantação de 


aldeamentos, por toda a área do Posto, o que fui fazendo pelo 


perı́odo aproximadamente  dois anos,o tempo que permaneci no Mongué.


Há um ano que seguia o conselho do Padre Luís,na minha 


procura de Deus,e durante os dois anos em que permaneci no 


Posto do Mongué,lia todos os dias um pequeno trecho da Bíblia. 


O Mongué, com o seu isolamento, as serras, a sua floresta densa, 


o trabalho intenso, proporcionavam o clima perfeito para um 


retiro Espiritual. E veio o 25 de Abril e a revolução em 

Portugal.Tudo continuava na mesma na área do meu Posto.A 

Frelimo tinha procurado entrar na Zambézia, (Distrito com 


uma área superior a Portugal), há muitos anos atras, 


exactamente no Posto Administrativo do Mongué. Foram 


prontamente combatidos e sem o apoio das populações tiveram 


que retirar.A Zambézia sempre viveu em Paz.Os meses 


passaram-se  e um encontro entre Portugal e a Frelimo em 



Lusaca, tinha data marcada.

Todos nós estávamos conscientes, que tempos de mudança estavam aguardados para breve


e. 


  Nessa altura constatei que algo de anormal estava a acontecer no Posto. Num mês, a cobrança de 



impostos, que eram entregues na secretaria pelos chefes tribais, tiveram uma quebra acentuada. 


Não foi preciso que alguém me tivesse dito, para me aperceber que algo de grave se estava a 

passar.

A confirmação veio em breve.



Há trinta dias que um grupo de guerrilheiros se tinha 


infiltrado no Mongué.


  A reunião em Lusaca estava próxima e via rádio,o 


Governador da Zambézia,ordenou a retirada de todas as 


forças militares e militarizadas do Posto e a sua concentração 


em Milange dentro do quartel de onde estavam proibidos de sair.


Pedi ao Governador,para ser evacuado para Milange,o que me 


foi negado,e a resposta foi 


como representante do Estado Português tem que permanecer 


no Posto" acompanhado de 5 Cipaios armados de espingarda Mauser.


Um Estado que não garanta a segurança dos seus cidadãos, 


não tem razão de ser. Não seria mais representante desse 


Estado.Assim,nesse dia tomei a decisão de me demitir do 


Quadro 

 Administrativo e levar a minha mulher e meus filhos para a 


segurança da casa dos meus pais em Mocuba.


Em Mocuba o quartel do Exército Português. Foto de 2006
Após isso, procedi à evacuação das forças militarizadas 


africanas que guarneciam a  fronteira, como me ordenaram.   



 Num dia percorri todos esses postos, ordenando o seu 


desmantelamento e avisando que no dia seguinte, os camiões 


da Administração os iriam recolher.


No dia seguinte, ao dirigir-me para o primeiro posto a ser evacuado, passei por cima de um 

grande buraco, só conseguindo parar o Land Rover muito à frente.


Saı́ do carro com os dois cipaios e fui ver









 o que tinha acontecido. Vi então um guerrilheiro da







Frelimo



Presumo que a mina que ia colocar rebentou nas suas mãos



Entretanto os acontecimentos precipitaram-se. Antevi 


um banho de sangue no meu Posto.Com o meu Land 


Rover,percorri toda a área,contactando as autoridades 


tribais com duas directivas: A primeira que não viessem 

mais à Secretaria do Posto,até que a situação estivesse 


clarificada;a segunda que,se fossem contactados pelos


guerrilheiros da Frelimo,obedecessem às suas


ordens.Em casa dos meus pais,soube da progressão de 


guerrilheiros na estrada Milange para Mocuba.Os 


relatos de escaramuça com alguns mortos em 


Milange,deixavam a população desta Cidade muito 


apreensiva.Não fazia sentido o derramamento de 


sangue inútil, quando Portugal tinha já decidido a 


entrega de Moçambique à Frelimo. Era preciso agir 


antes que os problemas aparecessem.Fui ter com o 


Administrador de Concelho e com a Missão dos 


Franciscanos. A Igreja Católica era a única entidade 


respeitada, pêlos guerrilheiros. Assim, pedi que um 


Padre da Missão ,fosse de carro ao encontro dos 


guerrilheiros e que os convidasse a entrar em Paz na 



Cidade.O escolhido foi o Padre Bernardo Filipe Governo 



actual Bispo de Quelimane. Assim se deu a entrada da 



Frelimo em Mocuba de forma ordeira e pacífica. 

Os últimos soldados Portugueses no Mongué ,pertenciam à C. CAÇ 3554

Um dia,militares da Frelimo,bateram-me à porta.Abri,e 




logo disseram que queriam falar com o antigo  



Administrador do Posto do Mongué.Disse-lhes que era 



eu e acompanhei-os até ao quartel.



Disse mal da minha vida e levaram-me para a casa onde 



estavam instalados.Mandaram-me entrar para uma sala 


onde se encontrava o Comandante Bonifácio Gruveta.


  O meu ritmo cardı́aco nesse momento,atingiu o 



máximo permitido a um a um ser humano.




Com que então é você o Administrador de Posto do 



Mongué -exclamou.Olhe tinha muita curiosidade em o 



conhecer e sem me deixar falar,continuou: No Modué 



estive muito perto de si.




Tentei atacá-lo várias vezes e nunca consegui...



Da primeira vez caminhámos o dia inteiro, desde nossa 



base até ao Posto. Quando chegámos, o sol já se tinha 


posto, calculámos mal a distância e tivemos que 



regressar. 



  A segunda vez já calculámos o tempo bem.Frente ao Posto, 



posicionamo-nos para o ataque, o morteiro foi posto em  



posição e qual o nosso espanto, o soldado  encarregado 



doprato do morteiro, tinha-se esquecido dele. E tivemos 



que voltar novamente para a base. A terceira vez, mandei 



um nosso soldado montar-lhe uma mina na estrada, à 



saı́da do Posto, e não sei como, ela  explodiu-lhe em cima. 


Era um soldado experiente e tinha montado na Provı́ncia 


de Cabo Delgado, dezenas dessas minas. Quero agradecer-



lhe tê-lo mandado enterrar. Mas eu queria era saber, o que 



é que tem consigo, para que nada lhe faça mal? - 


Perguntou finalmente.


Uma avalanche de pensamentos e de sentimentos tinha passado pelo meu espı́rito, desde a 

saı́da de casa, até aquela altura. Não estava preparado para o que acabava de ouvir.

E, naquele exacto momento, tinha tido a resposta clara de Deus, prometida pelo Bispo D. 

Luis

 Vês como Eu Existo


 Por uma Graça de Deus, o último tijolo da minha Fé, estava 

colocado, no seu sı́tio. E estava devedor de uma segunda vida, 

neste mundo, que me fora delicadamente concedida, bem 


como à minha famı́lia.Estava atónito,aturdido, e não 


consegui sequer dizer ao Comandante Bonifácio Gruveta, 


uma resposta. Que tinha apreciado as minhas últimas 


directrizes aos chefes tribais, no Monguè, e acabou por me 


convidar para ser o futuro Administrador de Quelimane.


 Por outro lado, eu não concordava de forma alguma, com a 

forma como Portugal estava conduzir a transição de Moçambique para a independência.



Entregar a um Partido só, o governo de um paı́s,ignorando 


tudo o mais, só poderia gerar mal 



estar e revolta futuros. Não estava em questão o Partido 


Frelimo, mas sim que tudo deve ser feito, como deve ser. Os 


ingleses tiveram tantos ou mais problemas de guerrilha, 


nas suas Colónias circundantes de Moçambique, mas 


souberam sempre criar eleições nesses paı́ses. Moçambique, 


mas souberam sempre criar eleições nesses paı́ses.



 Despedimo-nos cordialmente. Fiquei com uma boa 


impressão deste homem.Entrei de seguida para a gerência 


da Borôr Comercial em Quelimane, iniciando um outro ciclo 


da minha vida!.... 
                                                                                                                                               

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Alguns Ex-Combatentes do Ultramar são agora mendigos...

Quando por vezes faço pesquisa, para tentar saber como vivem os antigos guerrilheiros das antigas Provincias Ultramarinas fico chocado, com a situação miserável  em que vivem. Quer em Moçambique ou Angola, já não falo na Guiné, porque aquilo se transformou num paraíso da droga, onde  as patentes miltares são os principais figurantes lucrativos. Em Moçambique milhares de antigos guerrilheiros, vivem na maior miséria...enquanto os senhores que passaram por Moscovo na Argélia e na China, para se prepararem quando o tempo o permitisse no assalto ao poder...beneficiando -se a si e a quem  os preparou na formação interesseira desses países. Os que nunca souberam o que foi levar e dar tiros ,viver no mato nas piores condições,  em confronto permanente connosco ..são hoje os novos ricos naqueles território de África. Os que lutaram e ficaram com deficiencias fisicas são totalmente desprezados. Mas não foram só eles . Por cá os antigos combatentes Portugueses,  também...muitos..... foram despresados.

Vejam o vídeo abaixo




quinta-feira, 27 de setembro de 2012

MANIAMBA,ANTES,DURANTE E DEPOIS DA CCAÇ 1560

       EIS PRECISAMENTE COMO SE ESCREVE A HISTÓRIA"

Por: Fernando Marques Oliveira

Assim se iniciou a alocução proferida a 21 de Janeiro de 1968,aquando da inauguração do monumento alusivo à passagem por Maniamba da CCAÇ 1560.Naquele tempo fomos cimentando a ideia de que algum marco deveria ficar no quartel para que,desta forma,se perpetuasse a passagem da 1560 por terras de Maniamba.
As altas individualidades na inauguração do Memorial
                                                A 21 de Janeiro de 1968.















Foi então que nos ocorreu a construção dum singelo,mas significativo,monumento que marcasse não só "os  momentos de alegria,onde éramos assaltados pelas
saudades dos entes queridos"
 " os de muita amargura e tristeza,aqueles em que vimos cair em combate alguns dos nossos camaradas"
Assim o Monumento,para cuja concepção muito contribuíram o Médico da Companhia,Dr.Licínio Poças e o Alf. Pedro Salazar Salazar,assenta numa Cruz de Cristo feita em capim e pedra tendo a cercá-la uma
 vedação de pilares de madeira com corrente de ferro.O pedestal,é constituído por um tronco de pirâmide, tendo numa face a inscrição BCAÇ 1891,noutra CCAÇ 1560,noutra,,ainda,a expressão com que se inicia a alocução "EIS PRECISAMENTE COMO SE ESCREVE A HISTÓRIA2" ,finalmente,na 4ª face o nome dos camaradas caídos em combate.Sobre o pedestal,assentam as mãos em oração tendo sido cravado entre o polegar e os restantes dedos unidos,um espigão encimado com a Cruz de Cristo.

           "Eis Precisamente como se escreveu a História"

Em Setembro de 2004,um grupo de combatentes foi em romagem de saudade a Moçambique.O sonho do Fernando Oliveira e de outros companheiros foi concretizado.
Um dos lados do Memorial,reencontrado em 2004
Naquele dia a alvorada em Licinga (Vila Cabral),  bem cedo,pois a jornada antevia-se activa às muitas visitas agendadas aos antigos aquartelamentos,localizadas no corredor de Metangula. Previam-se várias emoções de alguns  companheiros,aquando da passagem por certos lugares.A primeira de uma delas,foi quando parámos junto ao RIO LUALECI,para prestarmos uma simbólica homenagem aos 3 camaradas da CCAÇ 1560 que lá tombaram.




Na foto à esqª o Alf. Oliveira a conversar com o antigo "Mainato" do falecido em combate Alf. Luís Ambar. Este Moçambicano em 2004 ainda se lembrava dos militares da CCAÇ 1560 e tudo fez para conservar o Memorias que o Fernando Oliveira na foto à Dirª,um dos seus autores, contempla com nostalgia e prestando homenagem aos Militares Portugueses da CCAÇ 1560 que tombaram em Maniamba.


 
 Além do Memorial da CCAÇ 1560 ainda se encontrava em Maniamba o Memorial da CART 2495 de homenagem aos seus 3 mortos.O estado de conservação dos Monumentos revela bem o apreço da população de Maniamba aos Militares Portugueses que por lá passaram.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

A COMPANHIA DE CAÇADORES 1560

                              


A Leoparda Niassa, mascote da CCAÇ 1560
A CCAÇ 1560 integrada no BCAÇ 1891, embarcou no Paquete "Pátria" em Lisboa com destino a Moçambique no dia 30 de Abril de 1966. Esta Companhia chegou a NACALA onde desembarcou a 21 de Maio. A 23 partiu de comboio para NAMPULA onde pernoitou.No dia seguinte em "camions" seguiu para o GILÉ (ZAMBÉZIA) no Sector D,onde chegou a 25 de Maio, pois passou mais uma noite em MARRUPULA. A 3  de Outubro a Companhia 1560 a 3 GC, iniciou a deslocação para MUOCO (NIASSA), no Sector E, onde chegou no dia 5. Na viagem para MUOCO, há um facto a realçar: na paragem em NOVA FREIXO, onde a Companhia pernoitou, um elemento da população veio oferecer para ser comprado um lindíssimo Leopardo com cerca de quatro meses. Foi comprado e tornar-se ia na mascote e no símbolo da CCAÇ 1560. A 15 de Dezembro a Companhia foi rendida no MUOCO pela CART 1626. Em viaturas próprias deslocou-se para MANIAMBA no Subsector AME. A 14 de Fevereiro de 1968 a Companhia parte de novo para a Zambezia onde chegou ao GILÉ no dia 18 para posteriormente se deslocar para o ILE-ERRÊGO. Aqui permaneceu até ao dia 10 de Agosto  de seguiram para  NACALA onde embarcou  no Paquete "Vera Cruz" com destino a Lisboa onde chegou a 4 de Setembro.
                  Resultados Militares

Durante a permanência na Província de Moçambique a CCAÇ 1560 teve:
 4 Mortos : Carlos Alberto S. Morais
                   Fernando Silva Fernandes
                  José Paiva Simões
                  Luís António A. Ambar
                  Manuel Armando O. Marques
 17 Feridos graves
20 Feridos ligeiros                                                     
        Fernando Oliveira, António Campinas e António Nobre, 3 dos galardoados da CCAÇ 1560
         Distinguidos:

  Cruz de Guerra de 1ª Classe

Alf. Milº Fernando Marques Oliveira
Alf. QP.  Luís António Andrade Ambar (Título Póstumo)
Soldado António Maria Nobre
Soldado Ramiro Paiva Santos
 Cruz de Guerra de 3ª Classe

Cap.Milº António Augusto Costa Campinas
Fur. Milº José Cardoso Reis
Soldado António Maria Nobre

 Cruz de Guerra de 4ª Classe
Fur. Milº. Mário Costa
Fur. Milº. José Manuel Gomes Jesus
Soldado  Carlos Alberto Silva Morais ( Título Póstumo)

Prémio Governador Geral 
Fur. Milº António Maria Rocha
1º Cabo João Espírito Santo Santos
1º Cabo Joaquim de Morais Ribeiro Dias  
Soldado António Maria Nobre 
Soldado Manuel Rodrigues Ventura da Silva   

     Uma aventura de um "aramista"
                      Por: José Pereira
                                               CCAÇ 1560
  A 10 de Agosto de 1967,uma coluna de viaturas de reabastecimentos, dirige-se para Vila Cabral. O José Pereira,que era o soldado responsável pela Messe dos Oficiais da CCAÇ 1560,e por isso chamado carinhosamente de "aramista" ou de  "MAINATO"(criado),ao saber que em Vila Cabral iria haver festa rija com Raúl Solnado como cabeça de cartaz,resolve pedir autorização ao Capitão para integrar a coluna. Autorização dada,o Zé Pereira preparou o seu farnel composto por 2 sandes. Lá partiu até à Cidade,onde pela certa a noite seria totalmente diferente das habituais.Tudo seguia na normalidade quando a viatura da retaguarda,conduzida pelo "Lourosa" accionou uma mina.O bom do Zé Pereira pensou:Lá se foi a minha rica festa com o Raúl Solnado.O Furriel enfermeiro, o José Maria,apesar de ligeiramente  ferido,estoicamente presta os primeiros socorros a quem precisa.

Após o rebentamente da mina, o Furriel Enfº Zé Maria a prestar os primeiros socorros







Já com o pessoal recomposto e operacional,a viatura sinistrada teve que ser rebocada para Cantina Dias,onde tivemos que pernoitar devido ao adiantado da hora.Presumivelmente a tão ansiada festa em Vila Cabral já tinha começado.O cantineiro da Companhia residente abriu a cantina e afogámos a sede e as mágoas com algumas Laurentinas ao ponto de ficar "zonzo". Fez-se o reabastecimento e regressámos a Maniamba,onde esperava o tal "aramista" uma calorosa recepção de boas vindas.