Honra e Gloria aos que tão novos lá deixaram a vida. Foram pela C.C. S.-Manuel Domingos Silva!C.Caç. -1558- - Antonio Almeida Fernandes- Alberto Freitas - Higino Vieira Cunha-José Vieira Martins - Manuel António Segundo Leão-C.Caç-1559-Antonio Conceição Alves (Cartaxo) -C.Caç-1560-Manuel A. Oliveira Marques- Fernando Silva Fernandes-José Paiva Simões-Carlos Alberto Silva Morais- Luis Antonio A. Ambar!~
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quinta-feira, 3 de março de 2011

GUERRA COLONIAL - Mãos na consciência















Devido à alta tecnologia das comunicações e à inerente globalização em que passámos a viver todos e quaisquer assuntos ou eventos se tornam, obrigatoriamente, mediáticos. Gosto mais de dizer à moda antiga"na ordem do dia".
Acredito que, por isso mesmo, tenho verificado, ultimamente, que todo "mundo careta" (perdoem-me a expressão) tem vindo a publico deitar opiniões cá para fora sobre um tema rotulado de tabu, complexo, etc. etc. e ao qual costumam chamar, entre vários nomes, de Guerra Colonial.
Por mim, que também por lá andei a penar acompanhado de 1 milhão (dizem) de sacrificados, sempre entendi esta grave lacuna como uma questão anormalmente incómoda à qual só está a faltar, obrigatoriamente, o "acto final de contrição" de quem de direito para o circulo se fechar finalmente. E, todos conhecemos e sabemos até o Id. "do quem de direito". Por isso o apontamos a dedo.
Sobre os 50 anos (pomposamente bodas de ouro) do inicio da guerra colonial que têm servido para comemorações de todo o género estou em total desacordo e passo a explicar:
Todos sabemos que a dita guerra foi atípica, anormalmente injusta, feita à medida dos altos interesses empresariais e políticos da época, tendo sido o seu inicio um dos maiores erros da história do nosso país. Se o bom senso dos governantes tivesse imperado, hoje ninguém falaria de guerra, pois aqueles povos tinham direito, pelo menos e atempadamente, à auto-determinação.
Quem poderá alguma vez comemorar uma guerra que fez milhares de vitimas e tantas famílias destruiu e que não teve o objectivo de defender a Pátria dentro das suas reais fronteiras? Eu não dou dinheiro para esse peditório!
O interesse repentino sobre a guerra de África e nos "coitadinhos" dos militares deixa-me desconfiado. Sei que vai passar depressa, com a mesma velocidade com que surgiu, e com umas pinceladas de vários discursos aqui e ali, mais uns espetanços medalhística em peitos inchados e oferecidos a fazer lembrar o orgulho pátrio dos recentes 10 de Junhos, a coisa fica resolvida e mais uma vez esquecida e adiada. Chama-se a isto "MÃOS NA CONSCIÊNCIA" de curta duração!
Mas, quem sabe as linhas com que se devem cozer são os vários organismos que, acima de tudo, se preocupam na defesa intransigente dos interesses dos ex-combatentes, digo eu, e, com toda a certeza, estão sempre em alerta máximo!
Para mim as únicas e genuínas comemorações sérias são os convívios/almoços anuais dos ex-militares por esse país fora.
Termino, sem antes dizer que continuo a aguardar que um dia, do nada surja alguém do "quem de direito" e, simplesmente, me peça perdão pelo mal que me fez.



Parte de um trecho de opinião escrito por:----A. Castro
Com a devida vénia tirado daqui




Alvalade-1558